O conhecimento da estética e o contexto

O conhecimento da estética e o contexto

 

Aquilo, que hoje vemos aqui, não vemos, do mesmo modo, ali!

As organizações e os seus objectivos são hoje caracterizados por uma tendência acentuado para a utilização do design e do marketing, há procura de satisfazer necessidades específicas de um grupo de pessoas num determinado lugar.

Esta economia de “estética”, que se suporta no conhecimento de design de produtos, tem em vista o conhecimento do contexto de aplicação dos resultados do trabalho, isto é, o conhecimento das sensações e percepções dominantes ou prevalecentes em determinadas zonas de mercado.

Para compreender os contextos e portanto interiorizarmos os padrões que os definem, é preciso saber como reage o sistema desse contexto, desde todos os actores que contribuem para um resultado final, passando pelos ambientes de trabalho até ao destino, a população que constitui o mercado final.

O conhecimento contextual, nas organizações, é visto como o conhecimento do ambiente de partilha ao longo de todo o processo de produção ou de prestação de serviço.

O conhecimento contextual implica uma forte componente de interpretação!

Mas o contexto não fica bem sozinho e, neste caso, vem acompanhado com o conhecimento estético.

O conhecimento estético advém da compreensão da aparência, cheiro, sabor e som das coisas. E para que tal aconteça é fundamental a sua integração em vários contextos organizacionais.

Como é gerado e aplicado o conhecimento estético?

O princípio de “acquaintance” (conhecimento por familiaridade) sustenta que o conhecimento estético deve ser adquiridos através da experiência de primeira mão sobre o objecto de conhecimento e não pode ser transmitido de pessoa para pessoa.

Isto implica que o conhecimento estético de algo, não pode ser adquirido a partir de uma descrição precisa das características não estéticas ou na base da confiança.

Se por exemplo, aplicando a nossa fértil imaginação, visualizasse-mos um objecto ou paisagem como extremamente estético e belo, isso não seria conhecimento. Apenas sabíamos que estávamos a imaginar.

Se por outro lado aceitarmos a confiança como base suficiente para a transferência de conhecimento, apenas pedimos emprestada a opinião, que se efectiva ou não em conhecimento, quando nos causar a impressão estética ou não estética.

São os valores e crenças individuais, que se apresentam como factores determinantes da nossa valorização da estética de um objecto, mas os contextos onde essa avaliação é feita também contribuem e muito.

Finalmente e numa abordagem mais global, a educação, o ecossistema (grupo) e a cultura, mesmo a da organização, moldam os nossos olhos, ouvidos, nariz, dedos e boca!

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