Falar sobre o que penso, para sabe agir!

“Innovation – any new idea – by definition will not be accepted at first. It takes repeated attempts, endless demonstrations, monotonous rehearsals before innovation can be accepted and internalized by an organization. This requires “courageous patience.”

 

– Warren Bennis 

 

de lá para cá
de lá para cá

 

 

 

 

Nestes passeios de lá para cá e de cá para lá, mexendo num qualquer galho partido, olhando as nuvens, calculando o tempo que o sol demora a voltar a resplandecer, criamos intervalos numa pretensa linha de raciocínio e julgamos saber que pensar é bom, principalmente porque não vamos encarar o sofrimento.

 

Isto era o que eu não sabia!

 

Cor e aroma

Cor e aroma

Privilegiar o princípio do prazer em detrimento do princípio da realidade, são atitudes que devem ser ponderadas a todo o momento. Daqui uma noção de pertinência a explorar.

 

Hoje eu penso que sabia quais as minhas obrigações e como deveria construir o modelo que eu julgava vir a ser.

A informação que recolhi, seleccionei, arrumei e supus consolidada, entenda-se consolidação como factor que permite o uso desse saber como útil, é aplicável em qualquer tempo. Essa informação é agora invariavelmente utilizada através de um processo de reciclagem contínuo.

 

Muda-se o referencial, não só pelo sentimento que emerge juntamente com a lembrança, como pelo referencial dos meus interlocutores também esse em mutação constante.

Este aspecto mais parecido com a história da evolução da fotografia, desde ” a preto e branco” até ao vídeo em HD, acumula a necessidade de um estudo permanente e portanto actualizado dos actores que preenchem a nossa vida.

Transmitir informação, seja ela através de um olhar ou um gesto repentino e agressivo, ou por um conjunto de palavras, sonorizadas com um trotear, obriga à percepção do outro e do meio ambiente. Devo ser “respeitador” do outro, isto é, devo pelo menos ter consciência do outro e do que ele implica.

 

Raramente isto acontece porque quase sempre sou não suficientemente egoísta mas demasiado egoísta.

 

Aquilo que eu pensava que sabia, era que quase sempre tinha razão, até porque lia com frequência, memorizava com facilidade e possuía uma certa habilidade para trabalhar conceitos e reacções.

Acima de tudo eu pensava que éramos poucos os que conseguiam essa aureola de “à direita da curva normal”. E pensava assim porque era reconhecido e compensado com elogios, com crescimento no meio ambiente, com os trajectos, com que muitos sonhavam, realizados.

Para além disso, essa minha forma de estar, era resguardada pela não preocupação em saber como iam as coisas lá fora (de mim!). Não as conhecendo não criava a necessidade!

Esta é aliás uma boa desculpa para se ser perito em áreas desusadas ou particularmente específicas. Tudo isto, apesar de ser gente de cultura vasta. Um pouco a imagem de quem percorre livrarias e memoriza títulos e, de quando em vez, lê o índice a par de algumas criticas em revistas da especialidade.

Figuras já conhecidas em muitas praças.

Todos nós conhecemos ou até já fomos autores de trabalhos com origem em três ou quatro tópicos e com a atrás referida habilidade construímos um texto lógico, avaliado de bom. Sabe-se lá por quem!

Esta estratégia, se assim se pode chamar, continua em grande desenvolvimento, passando de geração em geração.

 

The person who reads too much and uses his brain too little will fall into lazy habits of thinking.”

 

 

Cruz de einstein

 

– Albert Einstein  (1921, Nobel Prize in Physics) 

 

 

A ambiguidade surge agora em tentar reconhecer no outro que planos estão desenhados ou quais os objectivos pretendidos.
 
Continuamos a fazer de conta que sabemos e procuramos iludir o nosso interlocutor, ou falamos do tempo e do preço que se altera nas férias ou na feira do livro.

Em alternativa procuramos outras formas de mostrar que sabemos, que temos razão, ao falar alto ou rápido, apelidando ou menosprezando.

Afinal, como se constrói uma boa conversa? Afinal, até que ponto eu sou capaz de transmitir informação e ao mesmo tempo ter a noção de que sou bem recebido e útil?

Se a minha intenção é afirmar e confirmar o meu papel, seja ele pai, companheiro ou amigo, filho ou simplesmente um qualquer ausente naquele cenário (eu quero sair daquele filme), qual a roupagem que devo vestir?

Começo por fazer uma revisão de tudo aquilo que representa o meu histórico, as minhas raízes, o meu tronco, rama, flores e o seu aroma, os seus frutos. Arrumo tudo aquilo de que não necessito, deixando por perto algo que me possa ser útil, como se esperasse mudança de tempo.

 Posiciono a informação que considero pertinente para transmitir e preparo o ataque e as defesas, mesmo que singelas. Apesar de tudo mesmo um “Bom dia”, tão rápido a proferir, pode demorar a digerir , quer ele quer a expectativa gerada.

Ontem, eu sabia quem era o destinatário, aquilo que dizia ou escrevia, à parte as espionagens que comparativamente com os dias de hoje eram diminutas.

Era a diferença conhecida entre, aqueles que tinham qualificação escolar ou viajavam, os que tinham informação privilegiada, e os que não tinham qualificação ou contactos exteriores ao seu sítio do costume, que permitia o estatuto diferenciador do conhecedor, do modelo.

 

Viveu-se durante muito tempo, talvez os últimos cinquenta anos, a duas velocidades, aprender hoje e ensinar toda a vida.

 

Hoje é um pouco diferente. Aprender hoje, a aprender o amanhã e, o saber com um leque temático cada vez maior, é efémero mas intenso.

 

 

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