BOM DIA!

 

 

..e um bom trabalho!

..e um bom trabalho!

 

Eu sabia, porque os meus pais me ensinaram, onde, quem, como e quando deveria cumprimentar esta ou aquela pessoa.

Eu sabia que tinha que me adaptar até à cultura da região por onde passava.

Hoje também sei! Mas só porque isso é possível e se me interessar. Se dedico parte do meu tempo a aprofundar conhecimento sobre crenças e costumes de pessoas, de grupos. Só catalogando!

Nem tanto ao mar nem tanto à terra, porque aquilo que eu não sabia era que, um dia um fenómeno de internacionalização, iria banalizar gestos, palavras, sinais, formas de estar e assim reduzir o número de peças a jogar neste tabuleiro de “cumprimentar os outros”.

O mesmo fenómeno alargou-se a uma vasta área do conhecimento onde as formas para o desenvolver são inúmeras.

Não imaginava, quando não era pai, nem tão pouco me preocupava, como seriam os meus diálogos ou conversas com os meus filhos. Imaginava sim, como iria transmitir o que tinha aprendido até então e, à medida que fossem crescendo iria explicar o porquê, de tantas coisas que eles iriam pensar, imaginar, sonhar ou vivenciar.

Procurava informação que me ajudasse a dar credibilidade á respostas possíveis às perguntas que eles iriam colocar. Calculava os momentos de silêncio adequados à sua legítima privacidade ou à minha pouca experiência em dizer, “..não sei!” ou “…não dou!”.

 

No fundo trata-se apenas...

 

E passo a passo fui corrigindo algumas atitudes e solidificando a minha assertividade.

Este aspecto parece-me uma das atitudes de reflexão mais profícuas que experimentei.

Não só foi lapidando respostas, como as fui adequando a uma forma de estar que me granjeou serenidade e que, ao tentar transmiti-la a estes meus interlocutores privilegiados senti que, fui premiado com uma descendência, também ela com Sol.

Curioso notar que em alguns momentos, esta capacidade de saber dizer “sim” e saber dizer “não”, de acordo com aquilo que considero serem os meus valores e princípios,se confundia com arrogância, rebeldia ou autoritarismo.

A receita não seria completa senão lhe permitíssemos um pouco de humildade, q.b.,

 

O “saber” reconhecia o erro, não perpetuava discórdias, acalentava soluções.

 

Mas sé é certo que se trata de um núcleo restrito, eu e eles, também noutros grupos haveria de funcionar.

Veio-me à memória (como dizia Sérgio Godinho) a minha experiência como formador. Passe a modéstia, esta actividade foi crescendo em qualidade à medida que o polimento das arestas foi sendo realizado.

 

De indivíduo sabedor, com estatuto e qualificação, até parceiro de actividade, provocando reciprocidade na transmissão do saber e na procura do melhoramento da aprendizagem de algo bem como da sua aplicação fui refinando a nossa assertividade.

A experiência resultante da aprendizagem com tutor, faz lembrar uma àrvore adulta que suportou no seu crescimento uma estaca, ´´e aprumada e robusta!

No fundo tratava-se apenas de uma estratégia de abertura, sem barreiras mas com sinalização, procurando conhecer e dando a conhecer o meio ambiente.

 

Aquele “bom dia!”, que os meus pais, tanto questão faziam, que eu aplicasse bem…É lindo!

 

Boa tarde e até depois…

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