JÁ HOUVE MAU TEMPO!

Sempre me pareceu facilitador de uma boa aceitação das palavras, pensamentos, ideias ou projectos, a criação de um clima propício para o efeito. Como diria Brecht : “Sente-se!…Está sentado?…”.

 À partida!

Talvez…! É a palavra que muitas vezes faz de porta entreaberta e, “talvez” por isso tantas vezes é usada. Sendo ambígua cria ansiedade e incerteza. Provoca a falta de consciência ou pelo menos procura induzi-la.

 Por isso quando pretendemos um bom ambiente, um bom momento o “talvez” poderá não ser a melhor opção.

Pode passar a altura certa. Estamos a falar de quando devemos agir. Que variedade de atitudes possíveis eu me apresento em situações delicadas? Que gradiente eu criei para mim? Será insegurança eu não aceitar o “talves” ou incapacidade de o gerir?

 

Falta-me a paciência!

 

Tomemos consciência destas possibilidades e actuemos sempre na procura da direcção certa. Uma indecisão quando demasiado prolongada pode criar mal estar por parte de quem aguarda e um acumular de tarefas pendentes por parte do decisor. Mesmo que sejam só exercícios mentais.

Eu pensava e decidia rapidamente a maior parte das vezes, ponderando rapidamente os prós e os contras. Não conhecia ainda os pontos fortes e os fracos (meus e deles), nem sobre eles reflectia. Não me tinham sido dada a conhecer uma forma estruturada de análise.

Dava pouca importância a aspectos colaterais e à contingência (palavra “cara” quando a utilizei pela primeira vez e tentava explicar o que era uma abordagem contingencial, tal como hoje acontece quando se fala em “disruptiva”).

 

À medida que fomos evoluindo, eu e eles, à medida que o tempo foi passando, fomos experimentando e corrigindo formas de dizer e de agir, de pensar e até de reflectir.

O facto de ter tomado consciência desta minha necessidade de pensar as coisas e sobre as coisas, acarretou cansaço e choque com terceiros. Esta mania de ter de pensar em quase tudo, de explorar todas as possibilidades, prevendo problemas e procurando soluções antecipadamente acabou por se transformar em serenidade e criou uma resistência de fundo para ultrapassar obstáculos. Mas, nem sempre foi assim!

 À procura!

Eu não sabia, em determinadas alturas, que era capaz de imprimir dinâmica e vitalidade aos meus dias. O futuro passou a crescer comigo, os objectivos alargaram-se, multiplicaram-se e surgiram resultados. 

Mesmo quando para muitos, algumas realizações muito importantes evoluíam, principalmente do ponto de vista financeiro, eu continuava a procurar investir nessa meta comunicação. Não porque não desejasse essa mesma melhoria, mas porque era tempo de reprocessar os traçados para lá chegar.

Imergir nas formas de pensamento, no porquê das palavras, no seu conteúdo e no seu uso e nas articulações.

Verificar que afinal há tempo para cimentar as boas estruturas, criar muros que impeçam cheias de informação e canais que distribuam a energia gerada por tantas experiências vividas.

 

Talvez...!Há mares de calmia e há mares revoltos!

Há planicíes de alegria e montanhas de sofrimento!

Há flores de todas as cores e põr do sol no horizonte!

Há rios que transbordam à minha passagem e portas que se fecham!

Há felicidade sem juros e amizade sem conta!

Há vontade e tempo, de dia e de noite!

Há fogo que alimenta este querer ser!

Há apatia e emoção!

Há paz e raiva em erupção!

Mas o que importa

É amar!

 

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