Quando arrefece…

A influência dos acontecimentos na nossa forma de pensar! 

 

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As reacções, “a quente”, que inúmeras vezes experimentamos e, tantas vezes criticamos aos nossos interlocutores são fruto de acontecimentos recentes também eles “quentes”.

Todos reconhecemos que, expressões como, “tem calma”, “não respondas já!”, etc. são utilizadas quando nos apercebemos que pode existir precipitação na resposta que é necessário dar, a determinado acontecimento.

 

Quando arrefece o nosso “temperamento” versus “feitio”, reflectimos.Quantas vezes consideramos que a prudência foi mão abençoada? Outras hão, em que nos arrependemos de não ter agido de imediato!

 

Algo de semelhante acontece quando, a propósito de uma pequena tomada de decisão, nos deparamos com conflitos de interesse e prolongamos a resposta por várias horas ou a adiamos indefinidamente.

 

Tomar decisões não é fácil!

È a velha guerra entre o prazer e a realidade, sendo que cada parte procura aliados (justificações) para a vencer.

 

Se fizermos um pequeno esforço a pensar sobre o porquê desta dança interna de opiniões, chegamos à conclusão que as nossas experiências vividas são em grande parte responsáveis pelo resultado.

Não fora a razão e a procura de equilíbrio, naquele tão maravilhoso mundo de valores e cultura, e apenas tomaríamos decisões baseadas nas experiências gratificantes que vivemos.

 

Por outro lado as experiências negativas que eventualmente suportamos, criaram mecanismos de auto-defesa que, com mais ou menos rapidez, são despoletados.

 

E assim se vai construindo um mundo novo dentro de nós.

 

Havia um senhor, isto a propósito de boas e más experiências, que quando eu me questionava sobre o dar algo a alguém, me dizia: “Não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar”. Penso que se trata de um provérbio chinês.

 

Esta foi uma boa experiência que vivi e ainda vivo.

 

Não por estar cansado de me ensinar, esse senhor deixou de o fazer e, transformou a minha alegria em saudade.

Fez-me organizar as aprendizagens e reflectir sobre o tempo, fez-me viver ao lado dele sem a sua presença, fez-me transformar más experiências em boas soluções.

 

Eu achei que sabia, naquela altura, quase tudo, mas ainda não tinha apreciado a escala de avaliação da verdade.

 

A verdade vai da mentira até si própria.Passando pelo verdadeiramente aparente e pela inverdade (politicamente correcta), ou pelo falso e pelo escondido ou dissimulado.

Como dizia Anais Nin :

 

 

 

 

“Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como somos”. 

 

Olhei no espelho e lembrei-me:

Espelho mágico. 

 

Vais perdoar-me! 

 

Mas gosto de ti!

 

E esta angústia…!

 

O que faço agora?

 

A uma hora

 

De estar contigo!

 

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