Verdade e Ficção

Caminhos

Citando Vicente Verdú, sociólogo:

“A ficção é uma dimensão de importância crescente na vida de muitas pessoas. A realidade deixou de ser um território fértil onde edificar uma vida interessante ou, em qualquer caso parece ser absurdo conformar-se unicamente com essa existência.”

“É verdade” que realidade muitas vezes usa a crença como valor fundamental para a sua aceitação. Eu acredito, logo é verdade.

Gaudi!

Mas não é assim tão simples e cada facto novo observado, segundo as abordagens científicas, deve ser integrado nos factos existentes para torná-las coerentes. A síndrome de CSI já provoca este tipo de exigências ao solicitar em audiências de tribunal provas como aquelas visionadas nas séries televisivas.

Sob um ponto de vista analítico, a verdade de uma proposição depende de sua concordância com grandes conjuntos de outras proposições, de preferência todos conhecidos como proposições verdadeiras. Há um contexto próprio para a convivência dessas verdades.

A verdade pode ainda ser a coerência de um conjunto de crenças pessoais relativas a um assunto. Neste caso, a coerência é uma maneira de justificar aquilo em que acreditamos. Não muito longe está consistência da verdade que quase só é possível aplicar aos sistemas lógicos e matemáticos.

Tantas formas de justificarmos a verdade dão à ficção, por vezes, a possibilidade de criar crenças, em ambientes desenvolvidos e complexos, como acontece na cultura de uma sociedade, cuja consequência é o desenvolvimento de conflitos entre crenças.

O conhecimento social entre as pessoas é elaborado por processos psicológicos.

Esses processos permitem-nos fazer inferências sobre o que está a acontecer dentro de outras pessoas, quais são as suas intenções, os sentimentos e os pensamentos. Alguns desses processos apontam para os aspectos do comportamento social humano que são únicos, como a nossa cultura e civilização.

A informação enviada pela sociedade chega através de processos que são relativamente automáticos e impulsionados por estímulos, ou por processos que são mais deliberados, controlados e sensíveis ao contexto em que estamos e à estratégia que pretendemos utilizar.

Essa diferença é notada e reflectida nas estruturas neuronais que sustentam a cognição social das pessoas, onde existe uma riqueza de dados recebidos recentemente, principalmente com origem nas imagens e que vai ser utilizada para a “presunção” do nosso conhecimento, quando imaginamos o que os outros pensam.

 “Nenhuma quantidade de experimentação poderá provar que estou certo, uma única experiência pode provar que estou errado.” – Albert Einstein

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