Nascidos entre 1946 e 1966

Nascidos em …

O que vai acontecer nas nossas organizações, para reter a sabedoria acumulada dos Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1966, quando estes começarem a ir para a reforma?

Seria fácil ler rapidamente, todos esses anos de experiência, competências e conhecimentos, capazes de serem compreendidos pelas gerações mais novas, se tivessem sido gravados de forma simples e acessível.

Mesmo nessas condições, ainda teríamos de esperar pelo resultado de lutas incessáveis pela sucessão, no reino da sabedoria.

Alguma coisa precisa de ser feita, para facilitar a transferência de experiência e conhecimento de um “sábio” para um substituto menos experiente.

Além do pouco tempo disponível, para essa tarefa de sentar-se, com o detentor da sabedoria, acresce a complexidade da absorção, graças à engenhosa forma como a sabedoria foi construída. Os sábios não sabem explicar como chegaram à sabedoria.

No entanto a necessidade de transferência persiste, e ou continuamos o processo milenário de transferência, de boca a boca, ou encontramos um processo contínuo e sistemático para o fazer.

O que nós encontramos hoje, ao falar de mudança, é mais sobre a sabedoria que os funcionários possuem e utilizam e menos sobre o conhecimento.

Como é que uma organização retém, esta sabedoria na sua posse?

Através da narração e dos contadores de histórias. Uma história bem contada prende a atenção do ouvinte e logo proporciona a sua retenção.

Para a reter a sabedoria é necessário capturá-la e o que devemos procurar é:

A colecção completa das regras fundamentais que o detentor da sabedoria acumulou ao longo dos anos.

Uma lista, o mais abrangente possível, das suas ferramentas de trabalho.

O mapa de contactos e relacionamentos, bem como as formas, que o sábio utilizou enquanto conselheiro.

O plano que ele elaborou e utilizou para se cercar de talentos e de excelências.

As narrativas completas das suas experiências mais significativas e que lhe serviram de exemplo para desenvolver a sua sabedoria.

A descrição das competências utilizadas, e a forma como as aplicou face aos desafios com que se foi deparando.  

Um conto, onde cada capítulo, faz justiça aos aspectos mais relevantes da sua sabedoria, e onde se pode entender a dinâmica de crescimento que, ao longo dos anos, estruturou o conhecimento de forma a ser aplicado e passível de transferência.

Ninguém individualmente, ou nenhum pequeno grupo, pode ter esperança de fornecer todos os sábios necessários, a um projecto complexo.” D. Leonard/Walter Swap

Fontes – Deep Smarts – HBR e Linda Smiith – The Refirement Network

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