A pensar em mim e nos outros!

De que é feito o meu conhecimento?

Quando apreendo alguma coisa nova, em que é que eu penso?

Eu diferencio, o bom do mau, o feio do bonito, e sempre que me surgem ideias novas sobre um assunto, tal acontece, porque eu percepcionei coisas distintas.

Normalmente essas idéias são importantes para mim e tenho tendência a partilhá-las com o mundo que me rodeia. As pessoas sabem quem eu sou, conhecem as características que me estão associadas e darão ou não crédito à minha transferência de conhecimento.

Cabe-me decidir para onde transportar “as minhas novas ideias”. Esse lugar será onde supostamente elas terão mais implicações, mais impacto, ou poderão provocar maiores alterações. Pelo menos assim é esperado.

Mas ficam incertezas sobre os efeitos dessas transferências de conhecimento. Será que eu vou provocar o efeito desejado? Como é que eu posso avaliar os resultados das minhas novas ideias, das minhas diferentes percepções.

Certamente que há muita gente, neste momento, a observar e a pensar sobre o mesmo assunto. A que resultados terão chegado? O que terá contribuído para que, face aos mesmos objectos, tenham percepções diferentes?

O meu conhecimento só é útil se houver alguém interessado em ver, ouvir ou de alguma forma experimentar aquilo que tenho para transmitir. Mas quem? Devo restringir-me grupo de amigos ou clamar por novas audiências? Quem mais precisa das minhas distinções?

Todo o conhecimento que eu pretendo transferir, tem para mim um significado muito singular. Eu devo perguntar-me a quem me devo dirigir, aqueles que precisam do meu saber, mas também devo questionar: quem são eles?

Quem me lê, quem me ouve, quem me olha?

Em que mundo e com que valores o meu conhecimento é jogado?

Quando me dirijo a essa pessoa grupo ou plateia, num qualquer tipo de comunicação, é o ambiente que toma conta das palavras e dos gestos. È ele que faz com que as emoções dancem ou descansem.

É nesses ambientes e com essas pessoas ou estruturas de pessoas que eu vou analisar, o impacto das minhas novas ideias, as reacções de curiosidade ou de desinteresse. É nesses confrontos que eu vou avaliar a verdade da minha criatividade ou o poder da minha reflexão, e até que ponto existe uma linguagem alinhada com os interesses comuns.

Agora que respondi, a todas as minhas interrogações, vou defender com integridade e energia renovada, os meus pontos de vista, a minha percepção das “coisas”, as novas ideias.  

A observação e a reflexão são actividades que conduzem a processos criativos, susceptíveis de criação de valor, a inovação.

Uma resposta

  1. O mundo está à escuta.

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