Motivado pela competência?

A competência e a motivação

Existe uma teoria da motivação que propõe que a motivação é baseada nos sentimentos de competência pessoal. Segundo esta teoria a motivação aumenta quando uma pessoa realiza com sucesso uma tarefa.

Nós sabemos que toda e qualquer organização é composta por indivíduos com diferentes forças e competências, e as empresas mais bem sucedidas sabem como tornar o conhecimento individual disponível para o grupo.

A forma mais eficaz um negócio poder funcionar dentro de um quadro de colaboração, é tirar proveito de sucessos individuais e prosperar como um todo.

Mas a procura de significado para a existência de respostas diferentes face a adversidades ou obstáculos, não fica por aí.

Uma outra abordagem, mostra-nos uma diferenciação entre motivação extrínseca e intrínseca. A motivação para ir para o trabalho é extrínseca, porque a actividade vai trazer alguma recompensa no fim. Nós estamos intrinsecamente motivados quando, procuramos o compromisso e o bem-estar nas coisas que fazemos.

Esta simples dicotomia entre a motivação intrínseca e extrínseca faz a teoria de difícil aplicação.

Diferenciando motivação extrínseca em tipos que diferem no seu grau de autonomia, Ryan e Deci, a classificam gradações de motivação a que chamaram teoria da auto-determinação.

Ausência de motivação –  É um estado onde falta de intenção de agir. As pessoas deixam-se “ir na onda”.

Regulação externa – As actividades são feitas exclusivamente para satisfazer solicitações externas. As pessoas sentem-se controladas.

Regulação por introjeção As actividades são realizados para conseguir uma recompensa ou evitar uma punição, mas essas coisas são internas, por exemplo, para evitar a culpa ou ansiedade.

Regulação Identificada – As pessoas identificam-se com as actividades, que são vistas como pessoalmente importantes.

Regulação Integrada – Uma regulação identificada foi totalmente integrada no nosso “auto”.

Motivação Intrínseca — Uma actividade que é realizada apenas pela satisfação inerente ao facto de a fazer.

A motivação não se dá, facilita-se!

Há uma diferença subtil, mas importante entre as pessoas que procuram desempenhar actividades ao encontro dos seus pontos fortes, o que é natural pois, sentir-se competentes, e o gozo de enfrentar desafios e testar novas habilidades e que são típicas de empresários bem sucedidos, os empreendedores.

Se nós procurarmos apenas situações que nos fazem sentir competentes, é provável que a idade nos deixe ficar mal, e é improvável que tenhamos satisfação com o que fazemos. As pessoas que conseguiram procurar a competência em novas habilidades, encontraram, por certo, a motivação para desenvolver mais trabalho e melhor.

Não sei qual a sua idade, mas pense nisto! Escreva!

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