O conhecimento através da observação

A maravilha da observação

Não é rara a admiração com os caminhos muito diferentes que, muitos pensadores tomaram para chegar às mesmas conclusões. É o caso de pensadores chineses que através da meditação e do pensamento, há cinco mil anos, chegaram ao mesmo quadro do universo que Capra e o seu grupo de brilhantes jovens físicos construíram utilizando as disciplinas de Física moderna.

Nós fomos educados a reconhecer a autoridade do conhecimento naqueles que pelo seu nome ou com a sua escrita eram considerados modelos e sábios. Isso ajudou a construir dentro de nós um respeito muito próprio que impedia uma certa ousadia da nossa parte, para construir conhecimento por outras vias.

Subestimamos a nossa capacidade de fazer descobertas importantes, incluindo, a descoberta de nós próprios.

A descoberta de nós próprios, faz-se olhando para dentro de nós e, observando o comportamento do nosso meio envolvente. Desta forma ficamos a saber o que esperamos de nós, comparamos as nossas atitudes e comportamentos com os dos restantes membros do sistema e verificamos que tipo de relações ou conexões estabelecemos. No fundo praticamos a observação.

Mas afinal, qual é a importância das nossas próprias observações? Nós não somos autoridades reconhecidas no campo. Nós não lemos o suficiente nem escrevemos os livros didácticos de eleição. O que é que poderemos saber de importante?

A maneira habitual como, encaramos os acontecimentos, tem a ver com o nosso conhecimento e nossas crenças.

Ao observar, utilizamos um ou mais dos seus sentidos: visão, audição, olfacto, paladar e tacto, para recolher provas ou dados. De uma forma consciente, queremos que as observações que fazemos, sejam precisas e objectivas e evitem opiniões e preconceitos que se baseiam em determinados pontos de vista.

Tudo isto com o propósito de validar as nossas observações, para que elas resultem em aprendizagem, embora informal.

De uma forma mais estruturada diremos que, existem dois tipos de observações: qualitativa e quantitativa. Observações qualitativas são descrições reunidas como resultado dos nossos sentidos e sem a utilização de números ou símbolos quantitativos. Por exemplo,” o vento é forte” ou “o céu é azul”.

Observações quantitativas, são descrições  baseadas em medidas ou contagens e incluem números. Por exemplo ” 15 pessoas viram o filme” ou “Cão com 45 kg”.

Sempre que se dispuser a criar conhecimento através da observação considere:

Use todos os seus sentidos (visão, audição, tacto, paladar e olfacto) para fazer observações qualitativas.

Reveja suas observações, de forma sistemática, para estar certo que são precisas e objectivas.

Sempre que possível, conte ou utilize dispositivos de medição para fazer observações quantitativas. Certifique-se que inclui as unidades com suas medidas.

Quanto maior a precisão, melhor.

Agora que fez as suas observações, conte-me o que mudou! Obrigado!

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