A crença não é conhecimento!

Reciclar crenças!

A percepção e a observação feitas pelas pessoas, tem alguma relação com o estado do mundo exterior ao observador.

As condições em que se realizam essas observações condicionam, não só a forma como elas são conduzidas como informação e transformadas em conhecimento, como induzem o seu local de armazenamento.

As crenças, são um exemplo disso. Elas podem assim ser entendidas como uma representação, que não é necessariamente justificada na sua totalidade, e não é, necessariamente, totalmente verdadeira.

“Se uma pessoa acredita em algo, então, deve ser mais provável que ela aconteça.” Esta é uma afirmação que ouvimos com frequência e que funciona muitas vezes como factor de motivação.

A crença não é conhecimento?

O conhecimento não é, ou não é apenas, a crença verdadeira justificada.

A percepção e observação podem ser entendidas como a transmissão de informações sobre determinados processos, os processos sensoriais, tais como visão, audição, olfacto, etc. O resultado é que, entendemos essas informações como uma crença.

Já nos perguntamos muitas vezes como podemos basear a nossa crença numa evidência superficial, não considerando tudo o que constitui a imagem global.

A nossa tendência é a generalização daquele aspecto superficial para conseguir encontrar e justificar a verdade.

Optamos por só ver a evidência que reforça a nossa convicção.

Nós escolhemos ignorar as evidências maiores, pois seriam um transtorno à nossa crença. Já ouvimos dizer, até a nós próprios, ”Eu não quero acreditar!” ou “Como é que eu não vi isso”. São os caminhos que construímos para consolidar as nossas crenças que nos obrigam, por vezes, a usar essas expressões.

Nós aceitamos as crenças porque elas nos dão jeito, até que o prazer que a mudança promete, coloque as crenças na gaveta do arrependimento.

As crenças ajudam o lado mau da nossa vida, quando nos limitam os passos a dar para a tolerância e a colaboração. Prendem-nos com preconceitos e verdades infundadas e afogam-nos muitas vezes em tristeza. Também nos desculpam ou perdoam muitas faltas e fraquezas. São crenças, senhor, são crenças!

Um das coisas mais libertadoras, que podemos fazer como criadores e donos nossa própria vida é questionar nossas crenças.

A interrogação só traz evolução e isso está mais que provado ao longo dos séculos, décadas, anos e dias. Devemos perguntar-nos para podermos aprender e enriquecer o nosso conhecimento sobre nós e sobre a sociedade ou ecossistema onde estamos inseridos.

As nossas crenças determinam as nossas escolhas, seja o automóvel, o clube, a formação académica ou o tipo de trabalho. As respostas obtidas sobre as nossas crenças iluminam as alternativas e dão a solução para o bem-estar!

Não sejamos diferentes, por ser diferente, sejamos únicos.

 

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