Retirar conhecimento?

Conhecimento não disponibilizado!

Numa altura em que pessoas e organizações deviam partilhar o conhecimento, ainda há uma grande faixa, em ambos os planos, que procuram ocultar informação.

Não se trata de informação chamada “confidencial” ou crítica para a sobrevivência ou bem-estar das pessoas ou organizações. Trata-se de um receio sem fundamento e enganoso, baseado na crença de que o conhecimento é um bem intransmissível.

Era, suposto ser claro que, com a utilização massiva da Web 2.0, a ocultação de informação é um erro claro. A partilha traz melhoria e inovação, atendendo com mais eficácia às necessidades das pessoas.

A partilha do conhecimento tem de ser feita de forma livre e fluida, não de forma agressiva, isto é, não por intermédio das reclamações ou pela saturação dos receptores

O que está a acontecer hoje, porém, é um foco cego apenas na eficiência, sem a preocupação das necessidades das pessoas e portanto sem a preocupação de informar e facilitar a compreensão.

O que nos é proposto tem origem num resultado esperado, sem atender às condições de utilização. Apenas sabemos que funciona.

Começa a esboçar-se uma onda de falta de confiança por parte de que é utilizador de produtos ou serviços e, isso é fruto da falta de informação. Quando um de nós disponibiliza a informação que o outro interlocutor necessita o nível de confiança sobe imediatamente.

O processo a que temos assistido é o de retirada de conhecimento.

A nossa história individual está repleta de casos de sucesso que, tiveram origem na disseminação do conhecimento de forma livre e espontânea. Certamente nos lembramos dos bons professores ou dos maus exemplos dos segredos em gavetas, no início da nossa vida de trabalho.

Ainda hoje podemos observar bons e maus exemplos, na forma como o conhecimento é facilitado. Existem cantos, silos e grutas académicas que resguardam o seu saber em “resumos” e que disponibilizam artigos, a troco do preço de um livro. E há bons exemplos que disponibilizam abertamente em “livros electrónicos” as suas posições sobre determinados assuntos.

Todos nós precisamos de intensificar e livremente compartilhar conhecimentos para tornar os nossos parceiros, fornecedores e clientes mais fortes, tornando-os mais informados. Dessa forma aumentamos a confiança que depositam na organização.

Vale a pena repensar as oportunidades geradas pela Web 2.0 e, começar a promover o esclarecimento e a informar de forma verdadeira os utilizadores e consumidores. A desconfiança gerada pelas crises económicas globais, afasta a satisfação com o nosso trabalho.

A simplicidade e a pertinência da informação são instrumentos eficazes para combater o medo e criar conforto. Quanto maior for o conhecimento e a utilidade, por parte dos consumidores, dos produtos ou serviços que pretendemos disponibilizar, maior a sua fidelidade e maior a sua apetência.

Eficiência sem relacionamento é inútil. Eficácia no contexto das relações é inestimável.  

Repensou? Então diga!

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