Contar histórias em projectos

Conhecimento explícito e Conhecimento tácito

A partilha do conhecimento faz-se segundo duas abordagens o conhecimento explícito, o mais utilizado e o conhecimento tácito, quase sempre mal gerido.

Uma das preocupações que surgem ao partilhar o conhecimento é, se essa atitude vai ou não prejudicar a actividade normal das pessoas.

Contar histórias pode ser uma das formas, não só de transferir conhecimento como de criar um ambiente que não só não transtorna como traz equilíbrio e relaxamento.

O aprender fazendo, traz consigo, uma necessidade de integrar os conhecimentos que surgem por força da execução de tarefas e que não se encontram registados em qualquer base de dados.

Em muitas das nossas actividades, encontramos o conhecimento, distribuído da seguinte forma:

  • Conhecimento dos processos
  • Conhecimento do domínio
  • Conhecimento institucional
  • Conhecimento cultural

Esta distribuição corresponde a uma sistematização mais ou menos concêntrica dos níveis de conhecimento.

Ao tentarmos enquadrar o conhecimento explícito e tácito nesta distribuição, verificamos que o primeiro é facilmente enquadrável enquanto o conhecimento tácito nos requer alguma habilidade. Isto porque explícito se refere ao, “o quê”e o tácito ao “como”.

As novas tecnologias resolvem grande parte dos nossos problemas do conhecimento explícito e contar histórias pode resolver as nossas necessidades de conhecimento tácito.

Qualquer que seja a área de conhecimento que abordamos, de processos a cultural, o contar histórias vai-nos possibilitar a interacção entre várias pessoas, o que normalmente não acontece quando estamos a ler ficheiros de uma base de dados.

A vantagem das narrativas, ao descrever passos já dados, é a fácil assimilação por mais de uma pessoa, mas para que isso seja eficaz uma história tem de ser bem contada.

A história deve ter um contexto e focar algo que possa ser memorável. Vivida de uma forma imaginária as histórias contém episódios relacionáveis e que se memorizam sem esforço.

Contar histórias é partilhar valores e modos de actuação, mas não devem ser usadas como instrumentos de crítica.

Transformar o veículo de transmissão de conhecimento num conto, permite a sua replicação e consequente bem-estar dos contadores e dos ouvintes. Não é um acto isolado, é colaboração e partilha. Acima de tudo é uma forma de criar um ambiente facilitador da aprendizagem e evita a perda do conhecimento de gerações.

Se pretendemos utilizar um contador de histórias no nosso trabalho, não nos esqueçamos de criar o nosso livro de contos para que todos possam usufruir do trabalho de poucos.

Mais uma história? Conte-me!

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