A Intuição e os contadores de histórias!

A intuição e os contadores de histórias

 

A intuição é uma demonstração não consciente de conhecimento que surge de forma imediata e não está disponível para processos de pensamento analítico ou racionais.

Esta indisponibilidade prende-se com a nossa incapacidade de encontrar uma justificação para certas tomadas de decisão a que chamamos intuição. Não se trata de instinto porque este não tem ligação com a experiência passada.

 

É de facto a mais refinada competência na aquisição de conhecimento e proporciona tremendas vantagens na resolução de problemas complexos.

 

A experiência, o conhecimento e os nossos sentidos alimenta a intuição que por sua vez ajuda na construção do senso comum.

 

Por ser uma boa fonte de senso comum a intuição, permite-nos com facilidade induzir conclusões e garantir assim um acumular de conhecimento empírico

Utilizar a intuição não significa encontrar respostas imediatas e adequadas a todos os problemas, mas permite-nos ao utilizá-la recorrer de experiências submersas mas importantes para a tomada de decisão.

A importância da intuição tem sido observada em muitas decisões que alavancaram inovação e negócios bem sucedidos, ao contar essas histórias estamos a transferir conhecimento tácito , que de outra forma não seria possível

As histórias giram em torno de cada um aspecto dessa coisa espinhosa que é a intuição.

Como é que nós confiamos e, em quem podemos depositar a nossa confiança? Como podemos questionar a autoridade, de um médico, de um membro da família, ou de um sistema?

Dois médicos, um velho e sábio, o outro, jovem e cansado, falharam ambos o diagnóstico da doença de Groopman num dia quente de 4 de Julho. Eles não falharam porque estavam mal preparados, mal-intencionados, ou por serem maus homens, mas sim, porque não ouviram os pais da criança. A criança só é salva porque os pais confiaram na sua intuição de, que algo está muito errado, e dessa forma procuraram a ajuda de outros. Um paciente é poupado a bastantes tóxicos da quimioterapia porque Groopman sente que há menos de errado com ele, do que o médico acha.

Ele lembra o ensinamento de um dos seus mentores escola médica, “Não basta fazer alguma coisa, é preciso estar lá.”

Paciência, lembra-nos ele, é a virtude que permite que outras virtudes floresçam. Um homem com melanoma metastático amplamente não ganha um lugar num estudo de tratamento experimental, os poucos pontos disponíveis são escolhidos por sorteio.

Ao paciente é dado uma terapia alternativa que não deve funcionar, como uma espécie de prémio de consolação. O tratamento que ele não recebe, visto como o “Santo Graal” pelos pesquisadores, revela-se um fracasso. O paciente Groopman tem uma resposta sem precedentes para a terapia alternativa, e vive há décadas para além do que se deve esperar de uma pessoa com a sua doença.

A mãe do homem interpreta isso como a vontade do seu anjo da guarda; Groopman fica mudo diante de uma “criação” que é tão impenetrável.

Groopman também menciona as orações a favor do um pai moribundo e um filho doente, e aquelas dos seus pacientes. Ele relata a morte de um paciente enquanto Groopman está ausente do hospital para serviços na alta Holiday. – Stories of Intuition and Choice in a Changing World of Medicine

A intuição não surge a qualquer hora, por vezes é preciso dormir um pouco.

 

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