Storytelling e a transferência de práticas!

A história da transferência de conhecimento

 

Alguém falou de “inovação” e toda agente acorreu para ouvir!

Toda a gente correu porque queriam entrar na ideia, queriam vivê-la.

Ao ouvir contar a história, sobre como aquela equipa conseguiu tamanhos resultados, as pessoas sentiam como se estivessem a trabalhar com a sua equipa, mas ainda sem saber, o que fazer em relação a algumas questões cruciais, num ambiente sombrio, e de repente, descobrem a solução miraculosa.

Essas pessoas experimentaram a história, como se tivessem saboreado um belíssimo manjar.

No processo, a história, e a ideia que reside dentro dela, pode tornar-se dessas pessoas. Elas não sentem a história como observadores externos, ou como uma crítica em relação a algo ou alguém. Elas sentem a história como participantes activos na história.

A teoria do conhecimento foi refinada pelos contadores de histórias.

“Eu penso, logo existo” deu lugar ao “Nós participamos, e portanto, estamos“.

Ao contar histórias fazemos com que as pessoas sejam mais existenciais através da sua participação com os outros e com o mundo que os envolve a todos.

O que se passa aqui é um processo de identificação com a história, um objecto querido e disponível. As pessoas passam a sentir-se a si próprias envolvidas no processo, que se pretende, neste caso, transfira conhecimento.

A história facilita a compreensão do que pretendemos transmitir e essa compreensão resulta da construção por interacções sociais. Desta forma, a transmissão do conhecimento ou do sistema, que lhe está inerente, é realizada por internalização e integração no nosso quadro de referência.  

Esse conhecimento, que até então, não era possível de integrar, foi, através da história, compatibilizado com os nosso quadro conceptual e interiorizado.

Toda a história funciona bem até ao momento em que descarrila, isto é, quando o fluxo de conhecimento não encontra uma boa recepção.

Imaginemos, que pretendemos contar a história de um bom exemplo, uma boa prática, que foi realizado algures e num determinado momento por pessoas devidamente identificadas.

Aqui a arte de contar histórias tem que passar pela justificação do movimento ou deslocação.

-“Isso pode ser verdade lá, mas aqui não é possível!”

As mesmas causas sob as mesmas condições produzem efeitos semelhantes?

Que história preciso de contar para que o conhecimento de práticas seja transferível?

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