Pensamento radical, mas criativo!

Pensamento radical

Pergunto-me por vezes quantas formas de pensamento poderá haver e a noite responde-me:

-Há tantas, quantas queiram saber!

De todas as que já ouvi falar, a que menos me apraz usar é o pensamento radical. Não é porque seja uma linguagem tipicamente citadina ou, nalguns casos, religiosa. É apenas porque é radical, o que significa que não tem, nem balanço, nem balancete.

O pensamento radical não é aquele que eu gosto de usar num baloiço, não é aquele que inspira a criatividade e também não é aquele que me faz sonhar!

Imaginemos um jovem saído da faculdade de economia, onde durante três anos foi treinado, segundo um modelo pré-estabelecido, onde os manuais são tesouros e os ensinamentos são dogma. Parece-me claro que este ex-estudante vai enfrentar o mundo de hoje com um pensamento analítico, quase exclusivamente numérico e onde uns salpicos de behaviorismo fazem parecer que a sua atitude perante o mundo é humanista.

Claro está que isto, não passa de uma caricatura, mas talvez sirva para reflectir até que ponto a participação dos estudantes contempla a sua expressão criadora!

Mais tarde no desenvolvimento das organizações veremos alguns destes futuros líderes com as mesmas atitudes que os seus mestres. Fechados em silos de conhecimento, resistentes à mudança e onde as palavras partilha e colaboração, só tem sentido ao falar do pacote de prémios e bónus.

Deduz-se ou induz-se que a não ser uma atitude de rapto (abdutiva) o futuro da criatividade pode estar ameaçado.

É a altura de pensar um pouco, se este caminho, que é indicado pelas escolas, e a qualquer nível, não será uma forma radical de pensar, porque “ – Era assim e assim está provado que deu resultado!”

Mais uma vez, me faz lembrar o dilema do inovador:”Se é inovação prove que dá resultado!”

Radical é quando não se aceita que pode dar resultado se as condições previstas foram aplicadas.

Radical é não aceitar o equilíbrio entre a análise e a intuição.

Radical é olhar apenas para a beira-mar sem olhar para o resto do território.

Radical é tratar um enfermo com antibiótico e não retirar a larva da ferida.

O pensamento criativo é radical quando empurra o preconceito e a norma para o lado e, descobre o patamar de passagem do mistério, na resolução dos problemas, seguindo um percurso claro, baseado na intuição e nas circunstâncias, a fim de gerar conhecimento novo!

Descoberto esse patamar, então sim há que elaborar a sequência correcta e com fim, de instruções não ambíguas e bem definidas, para resolver os problemas.

Radical é bom em desporto e nas ideias, nos negócios e onde quisermos, desde que radical não signifique um pensamento linear sem aceitação da diferença e sem empatia pelas pessoas.

Quer comentar?

There are no comments on this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: