Simplicidade no uso!

Lembrar John Maeda

Há quem advogue que a complexidade é bonita e há quem prefira a simplicidade sem ser minimalista.

Eu pessoalmente admiro a complexidade como figura a explorar e que possibilita a observação curiosa de alguns pormenores.

No entanto não posso cair na tentação de Leonardo da Vinci e “antes de passar de um pormenor para o próximo devo demorar-me o tempo suficiente para o apreender”. Isto é verdade se a complexidade não for tão vasta ao ponto de consumir todos os meus anos em observação.

Por isso eu admiro a simplicidade!

Um dos princípios das “leis da simplicidade” cujo autor é John Maeda é a redução:

– A maneira mais fácil de simplificar um sistema é remover uma funcionalidade. È preciso contudo ter cuidado com o que se remove pois a redução tem significado se se mantiver o equilíbrio entre o simples e o complexo.

A segunda lei é a organização. Um sistema eficaz de organização permite arrumar tudo o que precisamos e domina a complexidade.

Esta organização permite também uma economia de tempo e esta economia pode resultar da velocidade a que imprimimos os nossos actos. Se evitar ficar à espera não desespero e tudo fica mais simples.

Para as coisas ficarem ainda mais simples junte bastante aprendizagem, porque o conhecimento liberta tarefas de tentativa desnecessárias ao uso de equipamentos ou ferramentas.

È verdade! Simplicidade e complexidade precisam uma da outra! E porquê? Porque à medida que a complexidade aumenta, como é o caso da tecnologia, mais premente é a simplicidade oferecida ao utilizador. Considerando que os utilizadores não estão todos no mesmo meio ambiente importa considerar o contexto para que a simplicidade seja real.

A sétima lei de Maeda é fundamental para a vida. “ Mais vale mais emoção do que menos”. É fácil entender que os objectos ou uma história bem contada transmitem emoções se eles e elas nos conseguirem por dentro de si. “È simples, eu gosto!” e mais do que isso, “É simples, eu confio”.

Apesar desta minha dedicação às coisas simples eu sei que há coisas que nunca podem ser simples. Mas isso não serve de desculpa para usar a tantas vezes enunciada frase “É muito complexo, não é para mim”.

A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

A constante evolução da tecnologia e das redes sociais fez-me evocar estas leis da simplicidade escritas por Maeda.

Cada vez mais temos à nossa disposição um conjunto de ferramentas para comunicar, com cada vez mais aplicações disponíveis para utilizar e muitas delas trazem consigo a complexidade sem oferecerem o bónus da usabilidade.

Ou então são tão simples que não me permitem a velocidade desejável ou a abrangência que eu preciso.

Felizmente há ferramentas que são resultado de um equilíbrio entre a simplicidade no uso e a complexidade necessária para a sua eficácia de funcionamento.

Quer comentar? É simples!

There are no comments on this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: