Creativity – Sensations, Perceptions and Realities!

(Texto em Português depois deste)

The perception of the whole and the reality!

As the world changes, we create a new model of how it works and that is why, perhaps often, perception is more important than reality.

In fact we are creatures with the power to shape the different things in a unified whole, and it can be demonstrated by our experience, when from an ambiguous image we took several interpretations at the level of perception.

Although closely related, sensation and perception play two complementary functions, but different in how we interpret our world.

The feeling refers to the process of feeling our environment through touch, taste, sight, hearing and smell. This information is sent to our brains, which we interpret to make sense (our way) to everything around us.

Perception is the process, constant, where the human mind organizes the vast amount of material received, records and forwards to cognition. The objective is to select the sensations that are important or are of interest to us, and this happens continuously and often unconsciously.

In the initial phase of perception it seems to be the formation of patterns or contours that dominates. It is an important step to reduce the amount of superfluous details (to us) in sensations, and finding familiar and understandable patterns.

But we were trained to believe that there is only one truth and if we follow this path perception only serves to remove information that does not fit our standards.

Creativity, or the future reality, has other advantages as it allows us to reach new truths with the help of perception that is conditioned by our sensitivity, the quality of stimuli, our experience and the “whole” who receives these stimuli.

This conditioning naturally differ from person to person and from situation to situation, but without wanting to abuse the labeling, I can say that standardization comes at some point common to all these elements of the process of perception.

Yet it is the impact on our past and accumulated experience where patterns are rooted more. The new experiences that bring many sensations, are compared and related to the experience and records accumulated over the years, giving rise to new combinations often surprising.

Our new world takes shape! We create something new that gives rise to a different “whole”.

The whole is always different from the sum of its parts. But, how does it happen?

When we look at things, shapes or objects, proximity or similarity between them determines our perception of them and when these objects are grouped, are viewed as a whole.

Basically, what we do is to reduce it to simple things.

I must confess I do not always perceive the reality that is shown to me in this way. There are lots of creative activities in the sense of complexity, although almost always undesirable!

The creativity of these will depend on the perception and reality, read “truth” that “only” makes sense for anyone who creates laws or delves into philosophy, will be the result of many perceptions.

When I see I create my truth! And because there are many possible truths that I have need to be creative!

Does this somehow have to do with empathy?

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Criatividade – Sensações, Percepções e realidades!

A percepção do todo e a realidade!

À medida que mundo se transforma, nós criamos um novo modelo de como ele funciona e por isso, talvez muitas vezes, a percepção seja mais importante que a realidade.

De facto somos criaturas com o poder de moldar as coisas diferentes, num todo unificado, e isso pode ser demonstrado pela nossa experiência, quando de uma imagem ambígua tiramos várias interpretações, ao nível de percepção.

Embora intimamente relacionados, sensação e percepção desempenham duas funções complementares, mas diferentes na forma como interpretamos o nosso mundo.

A sensação refere-se ao processo de sentir o nosso meio ambiente através do tacto, paladar, visão, audição e olfacto. Essa informação é enviada para os nossos cérebros, onde as interpretamos para dar sentido (o nosso sentido) a tudo que nos cerca.

A percepção é o processo, constante, onde a mente humana organiza a imensa quantidade de material recebido, regista e encaminha à cognição. O objectivo é seleccionar as sensações que têm importância ou são de interesse para nós, e isto acontece de forma contínua e muitas vezes inconsciente.

Na fase inicial da percepção, parece ser a formação de padrões ou contornos que domina. É um passo importante, para reduzir a quantidade de detalhes supérfluos (para nós) nas sensações, e encontrar padrões familiares e compreensíveis.

Mas nós fomos treinados para acreditar que só existe uma verdade e se seguirmos esse caminho a percepção só nos serve para eliminar informação que não se encaixa nos nossos padrões.

A criatividade tem outras vantagens pois permite-nos chegar a “novas verdades” com a ajuda da percepção que é condicionada pela nossa sensibilidade, pela qualidade dos estímulos, a nossa experiência e o “todo” que recebe esses estímulos.

Este condicionamento difere naturalmente de indivíduo para indivíduo e de situação para situação, mas sem querer abusar de rotulagem, pode-se dizer que a padronização toca nalgum ponto comum a  todos estes elementos do processo de percepção.

Contudo é no impacto com a nossa experiência passada e acumulada que a padronização mais se enraíza. As novas experiências que trazem consigo inúmeras sensações, são comparadas e relacionadas com as experiências e registos acumulados ao longo dos anos, dando lugar muitas vezes a novas combinações surpreendentes.

O nosso mundo toma nova forma, criamos algo de novo que dá lugar a um “todo” diferente.

O todo é sempre diferente da soma das partes.  Como é que isso acontece?  

Quando olhamos para as coisas, formas ou objectos, a proximidade ou semelhança entre si determina a percepção que temos delas e quando esses objectos estão agrupados, são vistos como um todo.

No fundo, o que fazemos é reduzi-los a coisas simples.

Devo confessar que nem sempre percepciono a realidade, que me é mostrada, dessa forma. Há muita actividade criativa no sentido da complexidade, embora quase sempre, indesejável!

A criatividade vai depender dessas percepção e a realidade, entenda-se “verdade”, que “só” faz sentido para quem cria leis ou se embrenha em filosofia, vai ser o resultado de muitas percepções.

Quando percepciono crio a minha verdade! E porque há muitas verdades possíveis eu tenho necessidade de ser criativo!

Será que isto tem de alguma maneira a ver com empatia?

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