Archive for Novembro, 2010

Create new things and learn to use new things!
Novembro 29, 2010

(Texto em Português depois deste)

Creativity and intuition

From some years ago till now I noted that many groups of people devoted all their energy to how they could maximize the profitability of their work.

The answer they found was learning to play with a minimum error possible and for as long as possible.

They were and are what I call the high competition of good copy!

On nothing that they do they add texture, richness and complexity to understand everyday life and meaning to his efforts.

If they eventually found some meaning it was or it is outside their working environment where any financial reward for their effort was translated into purchase of things that are “desirable” by others of their social sphere.

This was and is true today and yesterday, at any age and any social group.

Closed in obedience to the norms people forget their potential for creativity and intuition, as a result of forgetfulness ignores emotions and sustainable allocation of meaning to their acts.

We cover the daytime hours without finding a balance between work effort and the joy of accomplishment. When we put creativity at the service along with our intuition, we create an environment of simplicity and movement around us able to solve most of what we call problems every day.

Together, creativity and intuition, they form an inseparable duo, able to stimulate our curiosity and lead us to new discoveries and ask more questions, no matter what discipline is: art, music, literature, science or everyday life.

If you spend a little of our time to dig deep into the place of intuition and creativity in our work we can create an extremely interesting story of ourselves.

Telling our own story in the work environment is a reflection that takes us to the world of solutions.

First, because this story will enable us to identify “our tragedy”, i.e., the set of problems we face in work and family and social life as well as the implications between them.

Second, because easily find links that allow us to create shortcuts, simplifying the way for the creation of solutions.

Third, because the details fit in whole, giving a different meaning and broader problems that we detected and face.

Fourth, it frees our creative and intuitive capacity, leaving room for fun and for satisfaction with what we do, saying goodbye to most conflicts.

Being able to think about what is possible, without having to prove that truth before experiment is a capability within our reach.

Create can and should be an option to decide whether without having to justify why my way, and if I paint my story by the taste of my desire, then I get a happy ending.

Criar coisas novas e saber utilizar coisas novas!

Criatividade e intuição

Há uns anos atrás observei que muitos grupos de pessoas dedicavam toda a sua energia à forma como poderiam maximizar a rentabilidade do seu trabalho.

A resposta que encontravam, era reproduzir aprendizagens com um mínimo de erro possível e durante o máximo de tempo possível.

Eram e são aquilo que eu chamo a alta competição do bem copiar!

Em nada do que fazem adicionam textura, complexidade e riqueza para compreender a vida quotidiana e atribuir significado ao seu esforço.

Se eventualmente encontravam algum significado era fora do seu ambiente de trabalho onde, qualquer recompensa financeira pelo seu esforço era traduzida em aquisição de bens “cobiçados” por terceiros da sua esfera social.

Isto era e é verdade ontem e hoje, em qualquer idade e para qualquer grupo social.

Fechadas na obediência às normas as pessoas esquecem o seu potencial de criatividade e intuição e como resultado desse esquecimento ignoram emoções e atribuição de significado sustentável aos seus actos.

Nós percorremos as horas do dia sem encontrar um equilíbrio entre o esforço do trabalho e a alegria da realização. Quando pomos a criatividade ao nosso serviço conjuntamente com a intuição, nós criamos um ambiente de simplicidade e de movimento à nossa volta capaz de resolver a maior parte daquilo a que chamamos problemas de todos os dias.

Juntas, criatividade e intuição, formam uma dupla inseparável, capaz de incentivar a nossa curiosidade e levam-nos a novas descobertas e a fazer mais perguntas, seja em que disciplina for, arte, música, literatura, ciências, ou vida quotidiana.

Se gastarmos um pouco do nosso tempo a escalpelizar o lugar da intuição e criatividade no nosso trabalho nós conseguimos criar uma história extremamente interessante de nós próprios.

Contar a nossa própria história no ambiente de trabalho é um exercício de reflexão que nos transporta ao mundo das soluções.

Primeiro, porque essa história nos vai possibilitar identificar “o nosso drama”, isto é, o conjunto de problemas com que nos debatemos no trabalho e na vida familiar e social, bem como as implicações entre elas.

Segundo, porque com facilidade encontramos ligações que nos permitem criar atalhos, simplificando o caminho para a criação de soluções.

Terceiro, porque encaixamos os pormenores, no todo, dando um significado diferente e mais abrangente aos problemas que detectamos e enfrentamos.

Quarto, porque liberta a nossa capacidade criativa e intuitiva, deixando espaço para o divertimento e para a satisfação com o que fazemos, dizendo adeus à maior parte dos conflitos.

Ser capaz de pensar naquilo que é possível, sem ter que provar que é verdade antes de experimentar é uma capacidade ao nosso alcance.

Criar pode e deve ser uma opção para decidir e se, sem ter que justificar o porquê do meu caminho, eu pinto a minha história ao sabor do meu desejo, então eu consigo um final feliz.

Academic knowledge and magnetic bracelets
Novembro 27, 2010

 (Texto em Português depois deste)

Perception, knowledge and creativity

What can exist of common among magnetic bracelets to relieve stress and subliminal messages to buy a particular drink?

Subliminal perception is the ability of human beings to capture so unconscious messages or stimuli too weak to cause a conscious response.

The term subliminal perception was originally used to describe situations in which weak stimuli were perceived without conscience. In recent years, the term has been applied more generally to describe any situation where stimuli are perceived without detection.

The concept of perception may have some interest because it suggests that people’s thoughts, feelings and actions are influenced by stimuli that are perceived without any awareness thereof.

This idea is not validated by research results tracked in laboratories of subliminal perception. On the contrary, the results of controlled studies indicate that subliminal perception, when it occurs; it reflects a person’s usual interpretations of stimuli.

There is no evidence showing that people perform acts based on subliminal perception. People should be aware of the perception of stimuli, before you start actions or to react to stimuli.

Subliminal perception could allow making assumptions about the characteristics of stimuli, but cannot lead a person to drink drinking “A” or “X”, and much less can be used to modify behaviors or create skills.

How do these unthinkable ideas can acquire such cloak a well-deserved scientific respectability?

The answer involves a complex network of interactions, now facilitated by web2.0, and where the ease of data dissemination and public attitudes towards science allows speculation.

The academic silos are not opened and communication with the outside is not effective or at least it is not desirable. It maintains an internal dialogue on par with the massive Web dialog.

Carl Sagan suggested it’s blooming pseudo science because the scientific community does a poor job to report its findings and leaves open path to all kinds of speculation.

Relations between the academic community and social networks could be improved if the first communicates more clearly its results. They must strive to avoid making absolute and accept ads that often make mistakes, especially when there is no validation.

Sometimes, to speak with hesitation to deny the facts, academics underestimate our confidence in some propositions that we think are true and that others are false.

Phil Merikle noted recently that “is not unanimous opinion that subliminal tapes are a complete farce and a fraud.”

But after all advertising based on subliminal perception does not give or result?

Copper bracelets, handle or not handle stress and arthritis?

And after all when the academic community will share the results in a common language with communities not cloistered in universities?

Os académicos e as pulseiras magnéticas

Percepção, conhecimento e criatividade

O que poderá existir de comum entre pulseiras magnéticas para aliviar o stress e as mensagens subliminares para comprar uma determinada bebida?

A percepção subliminar é a capacidade do ser humano de captar de forma inconsciente mensagens ou estímulos fracos demais para provocar uma resposta consciente.

O termo percepção subliminar foi originalmente usado para descrever situações em que os estímulos fracos foram percebidos sem consciência. Nos últimos anos, o termo tem sido aplicado de forma mais geral para descrever qualquer situação na qual os estímulos são percebidos despercebidamente.

O conceito de percepção poderá ter algum interesse, porque sugere que os pensamentos das pessoas, sentimentos e acções são influenciados por estímulos que são percebidos sem nenhuma consciência desse facto.

Esta ideia não é validada pelos resultados de investigações controladas em laboratórios da percepção subliminar. Pelo contrário, os resultados de estudos controlados indicam essa percepção subliminar, quando ocorre, reflecte interpretações habituais de uma pessoa de estímulos.

Não há evidências que demonstrem que as pessoas realizam actos com base na percepção subliminar. As pessoas devem estar conscientes da percepção de estímulos, antes de iniciar acções ou ao reagir aos estímulos.

A percepção subliminar pode permitir fazer suposições sobre as características dos estímulos, mas não pode levar uma pessoa a beber a beber”A” ou a fazer”X”, e muito menos poder ser usada para modificar comportamentos ou criar competências.

Como é que essas ideias implausíveis podem adquirir tal manto de uma merecida respeitabilidade científica?

A resposta envolve uma complexa rede de interacções, agora facilitada pela Web2.0, e onde a facilidade de disseminação de dados e de atitudes públicas face à ciência permite a especulação.

Os silos académicos não se abriram e a comunicação com o exterior não é eficaz ou pelo menos não é a desejável. Mantém-se um diálogo interno a par com o diálogo massificado pela Web.

Carl Sagan sugeriu que floresce a pseudo ciência porque a comunidade científica faz um trabalho pobre ao comunicar as suas conclusões e deixa caminho aberto a todo o tipo de especulações.

As relações entre, a comunidade académica e os as redes sociais poderiam ser melhoradas se a primeira comunica-se com mais clareza os seus resultados. Eles têm de se esforçar para evitar fazer anúncios absolutos e aceitar que erram muitas vezes, principalmente quando não há validação.

Por vezes, ao falarem com hesitação ao desmentir os factos, os académicos subestimam a nossa confiança em algumas proposições que achamos que são verdadeiras e que outras são falsas.

Phil Merikle observou recentemente que “não é opinião unânime que as fitas subliminares são uma farsa completa e uma fraude”.

Mas afinal a publicidade com base na percepção subliminar dá ou não dá, resultado?

Os braceletes de cobre, tratam ou não tratam o stress e a artrite?

E afinal quando é que a comunidade académica partilha o seus resultados e numa linguagem comum às comunidades não enclausuradas nas universidades?

Creativity – An idea is a gift without fears!
Novembro 24, 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Yes, I am able to do that!

One of the reasons that lead employees of an organization not to participate creatively in business life is the feeling of not being able to develop and implement an idea, feeling that can be translated in various ways.

Often a developer puts forward an idea that has a tacit acceptance, but when it is proposed that he or she develops it, he retracts, leaving its share reduced to verbalizing a concept unstructured.

The fact that he does not grab his own idea almost always has to do with the fear of not being able to take the next step.

Fear ‘unfounded’ or shyness.

From an original idea there is a need to research that supports the development of the idea and this is an indispensable requirement.

This is not to prove that it runs but only that is possible.

We can see that the development of ideas is only possible with the collaboration of other people because there are areas of deep knowledge that we have not mastered and are crucial to deliver the product or service to the user or consumer.

No one alone can create something and everyone needs recognition.

Learning some techniques of ideation facilitates the cultivation of the idea that, so this, as seed, can develop and produce fruit. Do not just toss it into fertile ground; you need to take care of it.

The learning process of innovation is extremely important to ensure a framework of ideas into reality upon us.

What skills should I possess to develop ideas?

How can I improve them?

The answer to these questions away the fear of failure!

Our creativity does not necessarily have to be oriented to a product. Any set “organization”, company, family, school, etc., is a prime target for our creativity when applied to processes or services and even management.

The fear of not being able only exists when we want to embrace something greater than our arms. However, if we gather around us a group of people with the same passion, the embrace by all will involved the greatest of ideas.

The fear of not being able disappears with an attitude of collaboration.

To collaborate means providing the intersection of ideas and pollination knowledge, which create paths on soft ground over plans to take the necessary steps to develop our ideas.

I think one of the best ways to create creative skills is to begin to reflect on the forces that impel us or hinder us in creativity.

If on one hand the fears or concerns prevent us from presenting or developing ideas in different environments, the perception of energy that is contained in us serves as a lever to let go and develop these ideas.

If reflection is to identify the significance of the proposed idea, it’s easy to find an opponent more powerful than fear. The purpose or reason of an idea embodies values that give meaning.

And because I think my idea is good and should be implemented, I’ll work on it!

When I look for a birthday gift to offer, what I feel?

Do you want to comment!

 

Criatividade – Uma ideia é uma prenda sem medos!

Sim, eu sou capaz!

Uma das razões que leva os colaboradores de uma organização a não participar criativamente na vida da empresa é o sentimento de não serem capazes de desenvolver e implementar uma ideia, sentimento esse que pode ser traduzido de várias maneiras.

Muitas vezes um colaborador expõe uma ideia que tem uma aceitação tácita, mas quando lhe é proposto que a desenvolva, retrai-se, deixando a sua participação reduzida à verbalização de um conceito não estruturado.

O facto de ele não agarrar a sua própria ideia tem quase sempre a ver com o medo de não ser capaz de dar o próximo passo.

Medo “sem fundamento” ou timidez.

A partir de uma ideia original é necessário proceder a uma investigação que suporte o desenvolvimento dessa ideia e este é um requisito indispensável.

Não se trata de provar que funciona mas apenas que é possível.

Podemos verificar que o desenvolvimento das ideias só é possível com a colaboração de outras pessoas, pois há áreas do conhecimento que não dominamos profundamente e que são cruciais para fazer chegar o produto ou serviço até ao utilizador ou consumidor final.

Ninguém cria algo sozinho e toda a gente precisa de reconhecimento.

A aprendizagem de algumas técnicas de ideação facilita o cultivo da ideia para que esta, como semente que é, se desenvolva e produza frutos. Não basta lançá-la em terreno fértil, é precisa cuidar dela.

A aprendizagem de processos de inovação é extremamente importante para garantir um enquadramento das ideias numa realidade próxima de nós.

Que competências devo eu possuir para desenvolver ideias?

Como posso melhorá-las?

A resposta a estas questões afasta o receio da incapacidade!

A nossa criatividade não tem necessariamente que ser orientada para um produto. Qualquer conjunto “organização”, empresa, família, escola, etc., é um alvo privilegiado para a nossa criatividade quando aplicada aos processos ou serviços e até mesmo na gestão.

O medo de não ser capaz só existe quando pretendemos abraçar algo maior que os nossos braços. Contudo se reunirmos à nossa volta um grupo de pessoas com a mesma paixão, o abraço dado por todos envolve a maior das ideias.

O medo de não ser capaz desaparece com uma atitude de colaboração.

Colaborar significa proporcionar a intersecção de ideias e a polinização de conhecimentos, que criam caminhos mais planos em terrenos macios para dar os passos necessários ao desenvolvimento das nossas ideias.

Eu penso que uma das melhores formas de criarmos competências criativas é começarmos a reflectir sobre as forças que nos impelem ou nos impedem na criatividade.

Se por um lado os medos ou receios nos impedem de apresentar ou desenvolver ideias em diferentes ambientes, a percepção da energia que está contida em nós serve de alavanca para soltarmos e desenvolvermos essas ideias.

Se a reflexão passa por identificar o significado da ideia proposta, é fácil encontrar um adversário mais poderoso do que os medos. O propósito ou a razão de ser de uma ideia incorpora valores que lhe dão significado.

E porque eu acho que a minha ideia é boa e deve ser implementada, eu vou trabalhar nela!

Quando eu procuro uma prenda de aniversário para oferecer, o que é que eu sinto?

Quer comentar!

Creativity and the ridicule!
Novembro 22, 2010

(Texto em Português depois deste)

Why me?

Roisin Markham made a comment in one of my recent articles that I wrote Creative profile embedded in a context!, where she considered that it would be helpful if I develop each of the points there raised to allow a better connection with what I think.

Is a great reason that I add to my desire to find justification tips that often are individual and contextualized and which cannot be seen as transversal to all work environments.

The question that I raised and I put again was the following:

“What does it take for people to be able to participate in business life in a creative way?

One of the points raised in our conversation was the confidence that each of us has in himself to win and courage to express and to share in our idea. There are many reasons why we are afraid to talk about the ideas that come up, but I seem to predominate:

The fear of being ridiculed. To read authors of the fifth century BC and find when reading one click to solve a problem can be seen as “outdated”. However when we are able to find analogies in the history of ideas that trigger our future intrinsic motivation is strengthened.”

When we solve a problem or when we try to resolve it, we often evoque how our ideas emerged or the environment where these ideas were born.

The analogies we do or the sources of information to which we appeal are often considered not appropriate and after prolonged and repetitive exposure, this kind of comments leaves us inhibited, willingly, to submit proposals for resolving problems.

Even when we participate in a brainstorming session and even though they are guaranteed all technical conditions and “all” the ice broken, our participation is low when compared with what we think we are able.

In fact, the fear is immersed and our share of participation summarizes the visible part of the iceberg.

There is an academic “costume” that I remember often and that is translated by the need to justify our statements referring to authors who can sustain so as to ensure that the knowledge that we evoke isn’t our creation, but derives from “proven” knowledge of third parties.

This trap that we were accustomed blocks creativity and retain us in the innovators dilemma.

Creativity is to search impossible and show that it is possible! This means that when my ideas are rejected because what I want is seen as unthinkable I have to find the path to a particular context, that is, show that this is possible.

When I find this path, fears disappear and my creative capacity reborn i.e. emerges. The ice melts completely.

Our bias, while the ice, that exists within us, does not melt (the fear of being ridiculed)  prevent us from presenting ideas when we’re in a group, is seeking to resolve problems by having recourse to isolation.

This isolation, which apparently works well with some people, and that lasts until we find a solution, carries various dangers, particularly a precarious comprehensiveness of creation and an insufficient knowledge of some subjects that the idea can imply.

 

Ridicule is defined as the act of making someone laugh object of whom has a feeling overdone of his personal value.

We can be targets of ridicule made by third parties, which was the approach made so far or we can ridicule ourselves as a way to create an environment facilitator.

In the first case arises naturally our inhibition. In the second case is very likely that creativity increase even comparing with environments where does not exist ridicule.

Is a good time to remind the stories and songs of derision and cursing so common in the middle ages!

 Add or contradict! You are welcome!

 

Criatividade e a ridicularização

Porquê eu?

Roisin Markham fez um comentário num dos últimos artigos que escrevi Perfil criativo integrado num contexto!, onde considerava que, seria útil eu desenvolver cada um dos pontos aí focados para permitir uma melhor conexão com aquilo que eu penso.

É uma óptima razão que eu acrescento à minha vontade de encontrar pontas de justificação que frequentemente são individuais e contextualizadas e que não podem ser vistas como transversais a todos os ambientes de trabalho.

A questão que eu levantei e volto a colocar era a seguinte:

O que é preciso para que as pessoas sejam capazes de participar na vida da empresa de forma criativa?

Um dos pontos abordados na nossa conversa foi a confiança que cada um de nós tem em si próprio para ganhar coragem e expressar, partilhando, a sua ideia. Existem muitas razões porque tememos falar sobre as ideias que nos surgem, mas parecem-me predominantes algumas:

O receio de ser ridicularizado. Ler autores do século V A.C. e encontrar nessa leitura um clique para resolver um problema pode ser encarado como “fora de moda”. No entanto quando somos capazes de descobrir analogias na história que despoletam ideias de futuro a nossa motivação intrínseca sai reforçada.”

Quando resolvemos um problema ou quando o procuramos resolver evocamos muitas vezes a forma como surgiram as nossas ideias ou o meio ambiente onde essas ideias nascerem.

As analogias que fazemos ou as fontes de informação a que recorremos são muitas vezes consideradas não adequadas, o que após uma exposição prolongada e repetitiva, a este tipo de comentários, nos deixa inibidos, por vontade própria, de apresentar propostas de resolução de problemas.

Mesmo quando participamos numa sessão de brainstorming e apesar de estarem garantidas todas as condições técnicas e de “todo” o gelo quebrado, a nossa participação é fraca quando a comparamos com aquilo que achamos que somos capazes.

De facto, o medo está imerso e a nossa quota-parte de participação resume-se à parte visível do iceberg.

Existe um “costume” académico que eu recordo com frequência e que se traduz em justificar as nossas afirmações referindo autores que as possam sustentar de forma a garantir que, o conhecimento que evocamos não é nossa criação, mas deriva sim do conhecimento “provado” de terceiros.

Esta armadilha a que fomos habituados bloqueia a criatividade e retêm-nos do dilema do inovador.

A criatividade é procurar o impossível e mostrar que é possível! Quer isto dizer que, quando as minhas ideias são rejeitadas porque aquilo que procuro é visto como impensável eu tenho que encontrar o caminho, para num determinado contexto, isto é, mostrar que isso é possível.

Quando eu encontro esse caminho, os medos desaparecem e a minha capacidade criativa renasce, isto é emerge. O gelo derrete-se completamente.

A nossa tendência, enquanto não se derrete o gelo (o medo de ser ridicularizado) que existe dentro de nós e que nos impede de apresentar ideias quando estamos em grupo, é procurar resolver os problemas recorrendo ao isolamento.

Este isolamento, que aparentemente funciona bem com algumas pessoas, e que dura até encontrarmos uma solução, transporta vários perigos, nomeadamente uma precária abrangência da criação e um insuficiente conhecimento de algumas disciplinas que a ideia pode implicar.

Ridicularizar é definido como o acto de fazer alguém o objecto de riso de quem tem um sentimento exagerado do seu valor pessoal.

Nós podemos ser alvos da ridicularização feita por terceiros, que foi a abordagem feita até agora ou nós podemos ridicularizar-nos a nós próprios como forma de criar um ambiente facilitador.

No primeiro caso surge naturalmente a nossa inibição. No segundo caso é muito provável que a criatividade aumente mesmo comparando com ambientes onde a ridicularização não existe.

É uma boa altura para recordar as cantigas de escárnio e maldizer tão comuns na Idade Média!

Acrescente ou contrarie que é bem-vindo!

Segmentation and the loss of the whole on problem solving
Novembro 20, 2010

 (Texto em Português depois deste)

Creativity and knowledge

“It is interesting to consider that psychologists have been using the scales of seven points for a long time, with intuitive base, that try to tax on thinner categories but doesn’t add much to the usefulness of classifications”. George a. Miller

When faced with a complex problem the alternative that we are more “well educated” to use in resolving this issue is fragmentation.

This ”chunking” allows us to escape the trap (limits) of observation and retention capacity but can go further.

Breaking the project into parts that fit in our capacity to manage an act is almost automatic. This act is advised to relieve tension, considered as a facilitator of creativity by enabling the prolonged dedication on aspects more delimited and even to improve the focus of attention.

Jonah Leher in an article refrred on Twitter by @ dscofield – The Cognitive Cost Of Expertise –  reports some experiments with segmentation and shows the good and the bad side, or sides, of this mental process.

On the one hand, on the basis of this process, some people show greater “the ability to rely on learned patterns to compensate for the inherent limitations of information processing in the brain”, but on the other hand it can come with a dark side, where all ” learned patterns make it harder for us to integrate wholly new knowledge”.

In fact the trap that underlies this segmentation is the ease with which we create blind spots in the observation that eventually we do and the ease with which lost details that may be relevant to our knowledge.

As says Leher you need to be careful and not fall into the temptation to be an expert “unique” of a segment of knowledge and let the world around hovering.

This could be called conventional thinking, focused on what is the obvious relevance with linear causality and relationships that leads to fragmentation to work individually each of the parties. In the case of chess players or London taxi drivers referred to in Leher article, and using conventionality, the choices are made in the best options available.

But I can browse the impact that despite being less obvious are potentially relevant factors shaping decisions and to find solutions coordinates.

I do not need to choose! I can create!

Is this a way of bridging our blind spots?

The intention to develop in-depth knowledge in a specific area must be accompanied by the desire to be alert to the surrounding world and avoid the pitfalls that blind spots represent.

The scope of our field of observation shall be extended by allowing not only the growth of our knowledge but also the birth of new ideas.

Our creativity works like an earthquake, for each major concussion arise a number of replicas that cannot be ignored.

Do you want to comment?

A segmentação e a perda do todo na resolução de problemas

Criatividade e conhecimento

“É interessante considerar que os psicólogos têm vindo a utilizar as escalas de sete pontos há já muito tempo, com base intuitiva, que tentam taxar em categorias mais finas mas não acrescenta muito para a utilidade das classificações”. George A. Miller

Quando nos deparamos com um problema complexo a alternativa a que estamos mais “bem-educados” a usar na resolução desse problema é a fragmentação.

Esta fragmentação permite fugir à armadilha (limites) da capacidade de observação e retenção mas pode ir mais longe.

Quebrar o projecto em partes que se encaixem na nossa capacidade de gestão é quase um acto automático. Este acto é aconselhado para aliviar a tensão, considerado como facilitador de criatividade ao permitir a dedicação prolongada sobre aspectos mais delimitados e até para melhorar o foco de atenção.

Jonah Leher num artigo indicado no twitter por @dscofield The Cognitive Cost Of Expertise relata algumas experiências com a segmentação e mostra o lado bom e o lado mau, ou os lados, deste processo mental.

Por um lado, com base neste processo, algumas pessoas mostram uma maior capacidade  de confiar em padrões aprendidos para compensar as limitações inerentes ao processamento de informações no cérebro”, mas por outro ldao, pode vir com um lado negro, onde todos “os padrões aprendidos tornam mais difícil para nós, integrar inteiramente novos conhecimentos”.

De facto a armadilha que está subjacente  a esta segmentação é a facilidade com que criamos pontos cegos na observação que eventualmente fazemos e a facilidade com que perdemos detalhes que podem ser relevantes para o nosso conhecimento.

Como diz Leher é preciso ter cuidado e não cair na tentação de ser um perito “unique” de um segmento do conhecimento e deixar o mundo à volta a pairar.

Isto poderia ser chamado o pensamento convencional, focado no que é a relevância óbvia, com relações lineares de causalidade e que nos leva à fragmentação para trabalharmos individualmente cada uma das partes. No caso dos jogadores de xadrez ou dos taxistas de Londres referidos no artigo de Leher, e utilizando o convencionalismo, as escolhas são feitas na melhor das opções disponíveis.

Mas eu posso procurar as relevâncias que apesar de serem menos óbvias são factores potencialmente relevantes e modelar as decisões para encontrar soluções coordenadas.

Não preciso de optar! Posso criar!

Será esta uma forma de colmatar os nossos pontos cegos?

A intenção de desenvolver conhecimento aprofundado numa área específica deve ser acompanhada da vontade de estar alerta para o mundo envolvente e evitar as armadilhas que os pontos cegos representam.

O âmbito do nosso campo de observação deve ser alargado permitindo não só o crescimento do nosso conhecimento mas também o nascimento de ideias novas.

A nossa criatividade funciona como um abalo sísmico, por cada grande abalo surgem uma série de réplicas que não podem ser ignoradas.

Quer comentar?

Creative profile embedded in a context!
Novembro 18, 2010

(Texto em Português depois deste)

Fears!

I was invited to participate and talk about creativity and innovation in a software company at an event called “After-work” which had more than thirty employees of the company.

My intention, rather than talk about what I think about creativity, was to be able to create a climate of openness for the people that where present so they speak on the subject and especially about the feeling they had in relation to creativity.

The starting point was the role of humans and the environment on creativity within the organization. I must confess that the debate not only exceeded my expectations as to the number of interventions but also the duration. It was great!

When I left I brought with me an idea that was throbbing:

– How can an individual entering a creative profile being put in a given context?

I’m still not able to answer this question so much of what I believe is translated into questions.

The idea of being part of an organization that represents an entity responsible for payment of regular monthly amounts able to ensure some quiet family life underlies any employee of an organization.

The idea that creativity is essential in an organization is subjacent in most of the employees.

The idea that anyone can contribute through creativity for the development of the organization underlies a good number of employees.

The idea that anyone is able to contribute through creativity for the growth of the company underlies only a small number of employees.

This set of statements is an extrapolation that results from my appreciation after the conversation we had and that led to the idea of creative profile in context.

What does it take for people to be able to participate in business life in a creative way?

One of the points raised in our conversation was the confidence that each of us has in himself to win and courage to express and to share in our idea. There are many reasons why we are afraid to talk about the ideas that come up, but I seem to predominate:

The fear of being ridiculed. To read authors of the fifth century BC and find when reading one click to solve a problem can be seen as “outdated”. However when we are able to find analogies in the history of ideas that trigger our future intrinsic motivation is strengthened.

The fear of not being able. We can see that often the development of ideas is only possible with the collaboration of other people because there are areas of deep knowledge that have not mastered. No one creates something alone! Everyone needs recognition.

The fear of confrontation and face a non-acceptance. I am able to propose but cannot face defeat, even if it is postponing a decision. The awareness that we are not the only creators of the universe and that not all my ideas are brilliant future business allows me to face adversity with serenity and recreate ideas suspended or denied by others.

The fear that my purpose is not shared by others or not meeting their needs. Often our purpose, or meaning to the idea we have, does not meet the expectations of third parties or partners. But just the fact that you have found a meaning makes me and the idea a value-added and that’s why I should tell my story so it can be integrated by others.

The fear of leaving the comfort zone and facing new responsibilities. This is the resistance to change most common to the expression of ideas. It is the feeling that to express and share an idea implies responsibilities and need to restructure the routine. This situations causes the silence.

Probably many ideas are retained in the minds of a lot of lonely creative people waiting for freedom that will only come when they can overcome some fears and concerns.

The potential is there but we need to create an environment that detonates the containers. This may be the first step to building an integrated and creative profile in context.

What do you think?

 

Perfil criativo integrado num contexto!

Receios!

Fui convidado a participar e falar sobre criatividade e inovação numa empresa de software, num evento chamado “After-work” que contou com mais de trinta colaboradores da empresa.

A minha intenção, mais do que falar sobre o que eu penso sobre criatividade, era conseguir criar um clima de abertura para que os presentes falassem sobre o tema e principalmente sobre o sentimento que tinham em relação à criatividade.

O ponto de partida foi o papel das pessoas e do ambiente na criatividade dentro da organização. Devo confessar que o debate excedeu não só as minhas expectativas quanto ao número de intervenções mas também quanto à duração. Foi muito bom!

Quando saí trazia comigo uma ideia latejante que era:

– Como pode um indivíduo incorporar um perfil criativo estando inserido num determinado contexto?

Ainda não tenho uma resposta capaz a esta questão por isso muito do que penso é traduzido em perguntas.

A ideia de fazer parte de uma organização que representa uma entidade pagadora de montantes regulares mensais capazes de garantirem algum sossego na vida familiar está subjacente em qualquer colaborador de uma organização.

A ideia de que a criatividade é fundamental numa organização está subjacente em grande parte dos colaboradores.

A ideia de que qualquer um pode contribuir através da criatividade para o desenvolvimento da organização está subjacente num bom número de colaboradores.

A ideia de que qualquer um é capaz de contribuir através da criatividade para o crescimento da empresa só está subjacente num pequeno número de colaboradores.

Este conjunto de afirmações é uma extrapolação que resulta da minha apreciação durante a conversa que tivemos e que deu origem à ideia de perfil criativo contextualizado.

O que é preciso para que as pessoas sejam capazes de participar na vida da empresa de forma criativa?

Um dos pontos abordados na nossa conversa foi a confiança que cada um de nós tem em si próprio para ganhar coragem e expressar, partilhando, a sua ideia. Existem muitas razões porque tememos falar sobre as ideias que nos surgem, mas parecem-me predominantes:

– O receio de ser ridicularizado. Ler autores do século V A.C. e encontrar nessa leitura um clique para resolver um problema pode ser encarado como “fora de moda”. No entanto quando somos capazes de descobrir analogias na história que despoletam ideias de futuro a nossa motivação intrínseca sai reforçada.

– O receio de não ser capaz. Podemos verificar que, frequentemente, o desenvolvimento das ideias só é possível com a colaboração de outras pessoas, pois há áreas do conhecimento que não dominamos profundamente. Ninguém cria algo sozinho! Toda a gente precisa de reconhecimento.

– O medo da confrontação e de encarar uma não-aceitação. Eu sou capaz de propor mas não consigo enfrentar a derrota, mesmo que esta seja um adiamento de decisão. A consciência de que não somos os únicos criadores do universo e de que nem todas as minhas ideias são futuros negócios brilhantes, permite-me encarar a adversidade com serenidade e recriar as ideias suspensas ou negadas por outros.

– O receio de que o meu propósito não seja partilhado por outros ou que não satisfaça as suas necessidades. Muitas vezes o nosso propósito, ou o significado que para nós a ideia tem, não corresponde às expectativas de terceiros ou parceiros. Mas, só o facto de ter encontrado um propósito faz da ideia e de mim um valor acrescentado e por isso devo contar bem a minha história para que seja integrada pelos outros.

– O receio de sair da zona de conforto e encarar novas responsabilidades. Esta é a resistência à mudança mais comum à expressão de ideias. O sentimento de que expressar e partilhar uma ideia implica assumir responsabilidades e reformular a rotina faz com que o silêncio muitas vezes impere.

Provavelmente muitas ideias ficam retidas nas mentes de muitos criadores solitários aguardando a liberdade que só chegará quando conseguirem vencer alguns medos e receios.

O potencial existe mas é preciso criar um ambiente que faça explodir os contentores. Este pode ser o primeiro passo para a construção de um perfil criativo integrado e num contexto.

O que acha?

Creativity, Connectivity and Trust
Novembro 14, 2010

(Texto em Português depois deste)

Knowledge as a lever!

Trust is a building of emotions and thoughts, based on interactions conducted over time and the result of previous experiences.

A relationship of trust is a psychological state comprising the intention to accept the vulnerability based on the positive expectations of intent or behavior of another person.

May seem irrelevant but when we talk about creativity or when we have creative attitudes confidence emerges as a latent need.

We need to trust ourselves to accept share our ideas, or need to create a trust when we co-create.

Trust may be represented or felt at three distinct levels, ethical, behavioral and knowledge that make us vulnerable according to the concept of tolerable risk that we set for ourselves and for others at these levels.

In a world of virtual connections we trust in the other will accumulate with the experience that is translated by the positive feedback that we consider acceptable but that is not always perceived similarly by whom gives return and by whom does not.

This return is fundamental when we believe in the role that knowledge has on creativity and how often shared not hitherto disciplines are now targets of curiosity and questions. It is trust in who transfers knowledge.

But as the tacit knowledge is more specialized and the exchange of tacit knowledge is what leads to creativity, requires an understanding of the background of interlocutors that tacit knowledge exchange.

Similarly, we need to create trust, an understanding of the background of our interlocutors, to share ideas and to cocreate we will need to know the intentions and observable behaviors of individuals involved in sharing.

The level of trust that I have in me could allow my openness and consequently provide information or ideas because it allows me to accept the critical thinking and refine my thoughts about a particular subject.

The level of trust deposited in other allows me to not only have a starting point of predictable acceptance but also be able to expect a positive contribution to development of ideas or solve problems for which feel incapable.

A sustained balance between confidence in me and trust in others, that is reciprocal, is only possible to settle by feeling generated and perceived in these connections.

Will be predictable building a tool capable of analyzing all our journey in networks and through this analysis we assign the level of trust shown?

Is that confidence can be shaken by a disruptive way?

Is that confidence is related to the ability to establish connections and increase exponentially the stimuli and consequently creativity?

 

 

Criatividade, Conectividade e Confiança

O conhecimento como alavanca.

A confiança é uma construção de emoções e pensamentos, com base em interacções realizadas ao longo do tempo e o resultado de experiências anteriores.

Uma relação de confiança é um estado psicológico que compreende a intenção de aceitar a vulnerabilidade com base nas expectativas positivas das intenções ou comportamento de outra pessoa.

Pode parecer irrelevante mas quando falamos de criatividade ou quando temos atitudes criativas a confiança emerge como uma necessidade latente.

Precisamos de ter confiança em nós próprios para aceitar partilhar as nossas ideias ou precisamos de criar uma relação de confiança quando pretendemos co-criar.

A confiança pode ser representada ou sentida a três níveis distintos, ético, comportamental e conhecimento que nos tornam vulneráveis de acordo com a noção de risco aceitável que definimos para nós próprios e para os outros nesses níveis.

Num mundo de conexões virtuais a confiança que depositamos nos outros vai-se acumulando com a experiência que é traduzida pelo retorno positivo que entendemos aceitável mas que nem sempre é percebido da mesma forma por quem dá retorno e por quem não dá.

Este retorno é fundamental quando pensamos no papel que o conhecimento tem na criatividade e como muitas vezes disciplinas até então não partilhadas são agora destinos de curiosidade e de interrogações. É a confiança depositada em quem transfere conhecimento.

Mas como o conhecimento mais especializado é tácito e o intercâmbio de conhecimento tácito é o que leva à criatividade, é necessária uma compreensão dos antecedentes dos interlocutores para troca desse conhecimento tácito.

Da mesma forma que necessitamos, para criar confiança, de uma compreensão dos antecedentes dos nossos interlocutores, para partilharmos ideias e co-criarmos, vamos precisar de conhecer as intenções e os comportamentos observáveis das pessoas envolvidas na partilha.

O nível de confiança que eu tenho em mim próprio pode permitir a minha abertura e consequentemente disponibilizar informação ou ideias, pois permite-me aceitar o pensamento crítico e refinar os meus pensamentos sobre determinada matéria.

O nível de confiança depositado nos outros permite-me não só ter um ponto de partida de aceitação previsível como também poder esperar contributos positivos para desenvolvimento de ideias ou resolução de problemas para os quais me sinto incapaz.

Um equilíbrio sustentado entre a confiança em mim próprio e a confiança nos outros, que é recíproca, só é possível estabelecer-se pelo sentimento gerado e percebido nessas conexões.

Será previsível a construção de uma ferramenta capaz de analisar todo o nosso trajecto nas redes e através dessa análise nos atribua o nível de confiança demonstrado?

Será que a confiança pode ser abalada de forma disruptiva?

Será que a confiança está relacionada com a capacidade de estabelecer conexões e aumentar exponencialmente os estímulos e consequentemente a criatividade?

Creativity – creating and conceptualising problems
Novembro 12, 2010

(Texto em Português depois deste)

Diversity

People tend to expect that others find that they can solve problems, instead of taking the initiative to seek or anticipate problems. Often these people accumulate problems awaiting resolution.

One of the reasons why people avoid encountering problems is the ease with which discard them. They can always say that the problem isn’t theirs because this is a very complex or because it goes beyond the limits of their duties.

The non-presence of proactive behaviors in many people makes often the approach to the problem and their identification a late decision.

For many others what matters is thinking that they are capable of creating or discovering problems and identify this problem or build the problem.

These people prefer to start new things, discover problems where apparently everything is okay. There is a level of dissatisfaction that sometimes is hardly seen by colleagues or partners work because organizations generally reward the good execution of a replication.

When an organization found these two “types” of persons jointly with others, we see a problem often difficult to resolve – diversity.

The diversity of individual preferences in work teams, often translated in interdisciplinarity, can be seen as a potential conflict, but it has many advantages.

There is an advantage in interdisciplinary teams that results from generalist training of team members, when they have the possibility to discuss interventions of third parties in areas of expertise. The consequences are predictable because the “threats” are known.

But despite this and other benefits for people with creative preferences in organizations remains limited and constitute a disadvantage for them and for the organization.

This disadvantage stands when organizations seek to follow the paths of innovation and the composition of its human resources is consists predominantly with trend of no creative people.

“Innovation is only possible when challenging the norm and questioning a brief one has been given, becomes inherent to working when trying to find the best possible answer to a problem. More precisely when opportunity finding becomes more important than problem solving, which leads to answers that were not apparent or existing before – where designing is related very closely to inventing.” – Christiane Drews 

Is nice to be able to create problems, take pro-active attitudes and learn to appreciate different cognitive preferences among people.

When an organization can create synergies between the creators of problems and individuals with other preferences all phases of a creative process are benefited.

Do you want to comment?

 

Criatividade – Criação e conceptualização de problemas

A diversidade

As pessoas tem tendência a esperar que os outros encontrem problemas que elas possam resolver, em vez de tomarem a iniciativa de procurar ou antecipar problemas. Muitas vezes estas pessoas acumulam problemas à espera de resolução.

Uma das razões porque as pessoas evitam encontrar problemas é a facilidade com que se descartam deles. Elas podem sempre dizer que o problema não é deles porque este se apresenta muito complexo ou porque ultrapassa os limites das suas funções.

A não presença de comportamentos pró-activos em muitas pessoas faz com que, muitas vezes, a abordagem ao problema e a sua identificação seja tardia.

Para muitas outras pessoas o que importa é pensar que é capaz de criar ou descobrir problemas e de identificar esse problema ou construir o problema.

Estas pessoas preferem começar coisas novas, descobrir problemas onde aparentemente tudo está bem. Existe um nível de insatisfação que às vezes é mal visto pelos colegas ou parceiros de trabalho porque as organizações recompensam de uma forma geral a boa execução de uma replicação.

Quando numa organização encontramos estes dois “tipos” de pessoas conjuntamente com outros, encaramos um problema frequentemente difícil de resolver – a diversidade.

A diversidade de preferências de pessoa nas equipas de trabalho, muitas vezes traduzida em interdisciplinaridade, pode ser encarada como um potencial conflito, mas tem muitas vantagens.

Há uma vantagem nas equipas interdisciplinares que resulta da formação de competências generalistas por parte dos membros da equipa, quando têm a possibilidade de discutir intervenções de terceiros nas suas áreas de conhecimento. As consequências passam a ser previsíveis porque as “ameaças” são conhecidas.

Mas apesar desta e de outras vantagens a presença de pessoas com preferências criativas nas organizações continua a ser diminuta e a constituir uma desvantagem para estes e para a organização.

Essa desvantagem evidencia-se quando as organizações procuram trilhar os caminhos da inovação e a composição dos seus recursos humanos é constituída predominantemente por pessoas com tendência não criativa.

A inovação só é possível quando se desafia a norma e questionando uma nota que tenha sido dada, torna-se inerente ao trabalho ao tentar encontrar a melhor resposta possível para um problema. Mais precisamente quando encontrar uma oportunidade se torna mais importante do que a resolução de problemas, o que leva a respostas que não eram aparentes ou existentes antes – quando concepção está relacionada muito de perto com o inventar. Christiane Drews 

É bom ser capaz de criar problemas, ter atitudes pró-activas e saber apreciar diferentes preferências cognitivas entre pessoas.

Quando uma organização consegue criar sinergias entre os criadores de problemas e os indivíduos com outras preferências todas as fases de um processo criativo são beneficiadas.

Understanding the cognitive processes that produce ideas
Novembro 9, 2010

(Texto em Português depois deste)

Benefits of a multicultural environment

Each of us has within us the potential to become creative, since we use the common cognitive processes to produce creative results.

Creative thinking is involved, first using generative processes to retrieve or find key information to generate ideas, with potential diverse, candidates to the big choice.

On the other hand the exploratory process that aims to determine which of these ideas should receive treatment is the modification, development or transformation.

A strategy that makes efficient use of generative processes is conceptual expansion, which happens when the attributes of seemingly irrelevant concepts are added to an existing concept to extend its conceptual limit.

The expansion of an idea with the use of other previously separate ideas seems to be crucial in human creativity, and when confronted with the origin of these earlier ideas it can stand the cultural aspect.

With new technologies and the ease of people’s movement that surrounds us today, we witness a remarkable growth of a multicultural phenomenon. This experience can add something new to creativity.

The culture may be either a set of routines learned by conventions that help us coordinate our social behaviors for integration in a society as we can, when we were imbued with this culture, to limit the spread of ideas.

Prior knowledge and easily accessible is a constraint on the expansion of ideas and imagination.

But if we experience situations and cultural backgrounds will find food and room for expansion of ideas.

Through multicultural experiences, people learn new concepts and ideas and are exposed to a series of records for behavioral and cognitive problems and situations. These new entries into the creative process expansion exist because people contact with new ideas and the most likely combinations arise.

In these experiments it may happen that the same conduct is more than one function or implication. Behavior (eating) shared among a tribe of the Amazon may have different implications when applied to a restaurant in Paris. The significance of this behavior is not universal.

The exposure to many different cultural backgrounds may lead people to access knowledge unconventional, and that was not accessible before, when they return to their own culture.

When, for example, people acquire and successfully apply incongruous ideas from other cultures, their psychological readiness to seek and identify ideas from different sources and use them as inputs in the creative process, increases, allowing continuous exposure to a wide range of new ideas, new standards and new practices.

There is not cultural dominance, only widens the climate of openness.

The experimentation with different cultural backgrounds creates an open climate conducive to creativity.

Perhaps the multicultural experience is more difficult when we address the very different values and beliefs or even likely to create conflict with those of our own culture.

However, because the incongruent concepts provoke exploration in their inter-relationships, the process of resolution of incongruous ideas can lead to cognitive development.

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Compreender os processos cognitivos que produzem ideias

Benefícios de ambientes multiculturais

 

Cada um de nós tem em si o potencial para se tornar criativo, desde que utilizemos efectivamente processos cognitivos comuns para produzir resultados criativos.

O pensamento criativo é implicado, por um lado utilizando processos generativos para recuperar ou procurar informações importantes para gerar ideias, com potenciais diversos, candidatas à escolha primordial.

Por outro lado o processo exploratório que visa determinar quais dessas ideias devem receber tratamento seja a modificação, elaboração ou transformação.

Uma estratégia que faz uso eficiente dos processos generativo é expansão conceptual, que acontece quando os atributos dos conceitos aparentemente irrelevantes são adicionados a um conceito existente para estender o seu limite conceptual.

A expansão de uma ideia com o uso de outras ideias previamente separadas parece ser crucial na criatividade humana, e quando nos confrontamos com a origem dessas ideias anteriores, pode sobressair o aspecto cultural.

Com a nova tecnologia e com a facilidade de deslocação de pessoas que hoje nos envolve, assistimos a um crescimento assinalável de um fenómeno multicultural. Essa experiência pode acrescentar algo de novo à criatividade.

A cultura tanto pode ser um conjunto de rotinas aprendidas por convenções que nos ajudam a coordenar os nossos comportamentos sociais para integração numa determinada sociedade, como pode, estando nós imbuídos dessa cultura, limitar a expansão das ideias.

O conhecimento prévio e facilmente acessível é uma restrição na imaginação e expansão de ideias.

Mas se experimentarmos situações ou vivências culturais iremos encontrar alimento e lugar para expansão das ideias.

Por meio de experiências multiculturais, as pessoas aprendem novos conceitos e ideias bem como estão expostas a uma série de registos comportamentais e cognitivos para situações e para problemas. Estas novas entradas para o processo expansão criativo, existem porque as pessoas contactam com ideias novas e o mais provável é que surjam combinações.

Nestas experiências pode acontecer que um mesmo comportamento tenha mais de um função ou implicação. Um comportamento (alimentar) partilhado junto de uma tribo da Amazónia poderá ter implicações diferentes de quando é aplicado num restaurante em Paris. O significado desse comportamento não é universal.

A exposição a vários ambientes culturais diferentes pode levar as pessoas ao acesso de conhecimento não convencional, e que antes não era acessível, quando voltam para a sua própria cultura.

Quando por exemplo, as pessoas adquirem e aplicam com sucesso ideias incongruentes de outras culturas, a sua disponibilidade psicológica, para procurar e identificar ideias provenientes de diversas fontes e usá-las como entradas nos processos criativos, aumenta, permitindo a exposição contínua a uma ampla gama de novas ideias, novas normas e novas práticas.

Não há dominância cultural, apenas se amplia o clima de abertura.

A experimentação de diferentes ambientes culturais cria um clima de abertura propício à criatividade.

Talvez a experiência multicultural mais difícil seja quando abordamos valores e crenças muito diferentes ou mesmo susceptíveis de criar conflito com os da nossa própria cultura.

No entanto, porque os conceitos incongruentes provocam a exploração nas suas inter-relações, o processo de resolução de ideias incongruentes pode levar a um desenvolvimento cognitivo.

Quer comentar?

Fonte: Multicultural Experience Enhances Creativity: The When and How Angela K-y. Leung

Passion for simplicity and creativity
Novembro 7, 2010

(Texto em Português depois deste)

This post was originally published at Bodies in Space – Creative Passion Has No Age: A Manifest for Mobility Design by José Baldaia

Passion has no age!

Do things we like it’s not an attitude that corresponds to a particular age group and creativity appears and reappears in all of us.

Create and develop ideas requires passion. It’s no secret that when we do something we love, the result is better and soon our satisfaction increases.

Someone said that “the future is today” and the future of older generations requires minor changes in the workplace or leisure that can change the behavior, encourage interaction, make people share more things and avoid people being isolated.

The wealth of knowledge accumulated over a lifetime of work can not be forgotten and should be tailored to the needs of new generations.

The ability to use old knowledge and translate them into something new with value is inherent to the needs felt by the people and deserves a different way of thinking.

The elderly and those who are walking to be a special target for which our open-minded should drive and for this:

Empathy should be considered a sovereign attitude!

We need observe experiences to understand and develop adaptability.

It is necessary to transfer knowledge using new technologies as facilitators.

It is necessary to understand the culture as an essential frame the meaning of things. Culture is part of a social context.

We need to understand innovation as well as behavior change:

– That will lead to the participation of people targeted in the “prediction “of future (desired future)!

– That does from smile a day -to-day language!

– That will lead to participation in the prototyping of products and services they are intended.

We have seen major technological revolutions aimed at the working population, but the fringes of the elderly populations are growing and have not seen their needs met.

The elderly now represent the result of much research and innovation in the health and welfare and therefore, rests on the continuity of an innovation project. Revolutionize the revolution and create conditions of security and welfare for the elderly. Promote revitalization of older generations.

This “manifesto” clearly leads to reflection on the direction or inclusion in the directions of innovation, a layer of the population with the new requirements. Let us focus on them.

Our focus should be on the philosophy of simplicity, utility and entertainment.

We need to maintain emotional stability of the “new consumer”, who have an advanced age and therefore do not exhibit characteristics similar to motor and mental labor force.

The basis for this work must be innovate by adapting, while simplifying and clarifying the use.

This approach allows not only a significant cost reduction in products or services as it does not alter social behaviors that allow harmony in settlements.

This is also a socially responsible stance.

Technological innovation associated with innovation processes and procedures may apply to elderly populations and not working to reconcile the desirable with younger generations.

The article transcribed below (British Medical Journal) , is about 10 years old. It’s good to remember!

“Developments in technology will also be important. Assistive technology is the umbrella term for any purpose designed device or system that allows people to perform a task they would otherwise be unable to do. Devices of this kind are important as aids to mobility and other daily activities, allowing older people to stay longer in their own homes. It is increasingly possible to extend control of the home environment beyond the familiar television remote control to adjusting heating, opening curtains, switching on power points, opening and locking doors, as well as providing acceptable external monitoring. Adapting the standard paging device to prompt those with failing memory is another attractive possibility, an example of the way in which advances in microelectronics and miniaturisation for consumer goods generally should yield benefits for assistive technology. But markets for assistive technologies tend to be small and fragmented, leading to high prices and underdeveloped design.

The biggest impact of technology on age associated disability may come instead from inclusive design, an approach which aims to extend usability through thoughtful design based on a comprehensive understanding of the capabilities of the whole population including older people

For housing, the inclusive design approach points to “lifetime homes,” designed at the outset to be capable of adaptation to meet future needs for instance, having space for wheelchair use, the absence of ground floor steps, an accessible downstairs lavatory, and room for a future stair lift.” 

The guidance was given. Missing what? Will? They are calling for design thinking!

 

A paixão pela criatividade não tem idade!

Fazer as coisas de que gostamos, não é uma atitude que corresponda a um escalão etário e a criatividade surge e ressurge em todos nós.

Criar e desenvolver as ideias requer paixão. Não é nenhum segredo que se nós fizermos algo que amamos, o resultado é melhor e logo a nossa satisfação aumenta.

Alguém disse que “o futuro é já hoje” e o futuro das gerações mais velhas requer pequenas mudanças no ambiente de trabalho ou de lazer que podem mudar o comportamento, incentivar as interacções, fazer com que as pessoas compartilhem mais coisas, e evitem que as pessoas sejam isoladas.

A riqueza de um conhecimento acumulado ao longo de uma vida de trabalho não pode ser esquecida e deve ser adaptada às novas necessidades das várias gerações.

A capacidade de usar os velhos conhecimentos e traduzi-los em algo de novo com valor é inerente às necessidades sentidas pelas pessoas e merece uma forma de pensar diferente.

As pessoas idosas e as que para lá caminham são um alvo especial para o qual a nossa abertura de espírito se deve dirigir e para isso:

A empatia deve ser considerada uma atitude soberana!

Precisamos de observar experiências para compreender e desenvolver adaptabilidade.

É necessário transferir conhecimento utilizando as novas tecnologias como facilitadoras.

É necessário entender a cultura como uma moldura essencial no significado das coisas. A cultura é parte integrante de um contexto social.

Devemos entender inovação também como mudança de comportamentos:

– Que conduzam à participação das pessoas alvo na “previsão” do futuro (futuro desejável)!

– Que façam do sorriso uma linguagem do dia-a-dia!

– Que levem à participação na prototipagem dos produtos e serviços que lhes são destinados.

Temos assistido a grandes revoluções tecnológicas dirigidas à população activa, mas as franjas das populações idosas são cada vez maiores e não têm visto as suas necessidades satisfeitas.

Os idosos representam hoje o resultado de muita investigação e inovação na área da saúde e bem-estar e por isso, recai sobre a inovação a continuidade de um projecto. Revolucionar a revolução e criar condições de bem-estar e segurança para os idosos. Promover a revitalização das gerações com mais idade.

Este manifesto leva à reflexão sobre a direcção ou inclusão nas direcções da inovação, de uma camada da população que apresenta novas necessidades. Centremo-nos neles.

O nosso foco deverá agora incidir na filosofia da simplicidade, usabilidade, utilidade e entretenimento.

Há que manter a estabilidade emocional dos “novos consumidores”, que têm uma idade avançada e, portanto, não apresentam características motoras e mentais semelhantes à população activa.

Para isso a base de trabalho deve ser inovar adaptando, simplificando e clarificando o uso.

Esta atitude permite não só uma significativa redução de custos nos produtos ou serviços como, não altera comportamentos desejáveis que permitem harmonia nos aglomerados populacionais.

Esta é também uma atitude socialmente responsável.

Inovação tecnológica associada a inovação de processos e procedimentos pode permitir às populações idosas e não activas a conciliação desejável com as gerações mais novas.

O artigo abaixo transcrito (British Medical Journal), tem cerca de 10 anos de existência. É bom relembrar!

Developments in technology will also be important. Assistive technology is the umbrella term for any purpose designed device or system that allows people to perform a task they would otherwise be unable to do. Devices of this kind are important as aids to mobility and other daily activities, allowing older people to stay longer in their own homes. It is increasingly possible to extend control of the home environment beyond the familiar television remote control to adjusting heating, opening curtains, switching on power points, opening and locking doors, as well as providing acceptable external monitoring. Adapting the standard paging device to prompt those with failing memory is another attractive possibility, an example of the way in which advances in microelectronics and miniaturisation for consumer goods generally should yield benefits for assistive technology. But markets for assistive technologies tend to be small and fragmented, leading to high prices and underdeveloped design.9

The biggest impact of technology on age associated disability may come instead from inclusive design, an approach which aims to extend usability through thoughtful design based on a comprehensive understanding of the capabilities of the whole population including older people

For housing, the inclusive design approach points to “lifetime homes,” designed at the outset to be capable of adaptation to meet future needs for instance, having space for wheelchair use, the absence of ground floor steps, an accessible downstairs lavatory, and room for a future stair lift.

A orientação estava dada. Falta o quê? Vontade? Estão a chamar por pensar design!