Creative profile embedded in a context!

(Texto em Português depois deste)

Fears!

I was invited to participate and talk about creativity and innovation in a software company at an event called “After-work” which had more than thirty employees of the company.

My intention, rather than talk about what I think about creativity, was to be able to create a climate of openness for the people that where present so they speak on the subject and especially about the feeling they had in relation to creativity.

The starting point was the role of humans and the environment on creativity within the organization. I must confess that the debate not only exceeded my expectations as to the number of interventions but also the duration. It was great!

When I left I brought with me an idea that was throbbing:

– How can an individual entering a creative profile being put in a given context?

I’m still not able to answer this question so much of what I believe is translated into questions.

The idea of being part of an organization that represents an entity responsible for payment of regular monthly amounts able to ensure some quiet family life underlies any employee of an organization.

The idea that creativity is essential in an organization is subjacent in most of the employees.

The idea that anyone can contribute through creativity for the development of the organization underlies a good number of employees.

The idea that anyone is able to contribute through creativity for the growth of the company underlies only a small number of employees.

This set of statements is an extrapolation that results from my appreciation after the conversation we had and that led to the idea of creative profile in context.

What does it take for people to be able to participate in business life in a creative way?

One of the points raised in our conversation was the confidence that each of us has in himself to win and courage to express and to share in our idea. There are many reasons why we are afraid to talk about the ideas that come up, but I seem to predominate:

The fear of being ridiculed. To read authors of the fifth century BC and find when reading one click to solve a problem can be seen as “outdated”. However when we are able to find analogies in the history of ideas that trigger our future intrinsic motivation is strengthened.

The fear of not being able. We can see that often the development of ideas is only possible with the collaboration of other people because there are areas of deep knowledge that have not mastered. No one creates something alone! Everyone needs recognition.

The fear of confrontation and face a non-acceptance. I am able to propose but cannot face defeat, even if it is postponing a decision. The awareness that we are not the only creators of the universe and that not all my ideas are brilliant future business allows me to face adversity with serenity and recreate ideas suspended or denied by others.

The fear that my purpose is not shared by others or not meeting their needs. Often our purpose, or meaning to the idea we have, does not meet the expectations of third parties or partners. But just the fact that you have found a meaning makes me and the idea a value-added and that’s why I should tell my story so it can be integrated by others.

The fear of leaving the comfort zone and facing new responsibilities. This is the resistance to change most common to the expression of ideas. It is the feeling that to express and share an idea implies responsibilities and need to restructure the routine. This situations causes the silence.

Probably many ideas are retained in the minds of a lot of lonely creative people waiting for freedom that will only come when they can overcome some fears and concerns.

The potential is there but we need to create an environment that detonates the containers. This may be the first step to building an integrated and creative profile in context.

What do you think?

 

Perfil criativo integrado num contexto!

Receios!

Fui convidado a participar e falar sobre criatividade e inovação numa empresa de software, num evento chamado “After-work” que contou com mais de trinta colaboradores da empresa.

A minha intenção, mais do que falar sobre o que eu penso sobre criatividade, era conseguir criar um clima de abertura para que os presentes falassem sobre o tema e principalmente sobre o sentimento que tinham em relação à criatividade.

O ponto de partida foi o papel das pessoas e do ambiente na criatividade dentro da organização. Devo confessar que o debate excedeu não só as minhas expectativas quanto ao número de intervenções mas também quanto à duração. Foi muito bom!

Quando saí trazia comigo uma ideia latejante que era:

– Como pode um indivíduo incorporar um perfil criativo estando inserido num determinado contexto?

Ainda não tenho uma resposta capaz a esta questão por isso muito do que penso é traduzido em perguntas.

A ideia de fazer parte de uma organização que representa uma entidade pagadora de montantes regulares mensais capazes de garantirem algum sossego na vida familiar está subjacente em qualquer colaborador de uma organização.

A ideia de que a criatividade é fundamental numa organização está subjacente em grande parte dos colaboradores.

A ideia de que qualquer um pode contribuir através da criatividade para o desenvolvimento da organização está subjacente num bom número de colaboradores.

A ideia de que qualquer um é capaz de contribuir através da criatividade para o crescimento da empresa só está subjacente num pequeno número de colaboradores.

Este conjunto de afirmações é uma extrapolação que resulta da minha apreciação durante a conversa que tivemos e que deu origem à ideia de perfil criativo contextualizado.

O que é preciso para que as pessoas sejam capazes de participar na vida da empresa de forma criativa?

Um dos pontos abordados na nossa conversa foi a confiança que cada um de nós tem em si próprio para ganhar coragem e expressar, partilhando, a sua ideia. Existem muitas razões porque tememos falar sobre as ideias que nos surgem, mas parecem-me predominantes:

– O receio de ser ridicularizado. Ler autores do século V A.C. e encontrar nessa leitura um clique para resolver um problema pode ser encarado como “fora de moda”. No entanto quando somos capazes de descobrir analogias na história que despoletam ideias de futuro a nossa motivação intrínseca sai reforçada.

– O receio de não ser capaz. Podemos verificar que, frequentemente, o desenvolvimento das ideias só é possível com a colaboração de outras pessoas, pois há áreas do conhecimento que não dominamos profundamente. Ninguém cria algo sozinho! Toda a gente precisa de reconhecimento.

– O medo da confrontação e de encarar uma não-aceitação. Eu sou capaz de propor mas não consigo enfrentar a derrota, mesmo que esta seja um adiamento de decisão. A consciência de que não somos os únicos criadores do universo e de que nem todas as minhas ideias são futuros negócios brilhantes, permite-me encarar a adversidade com serenidade e recriar as ideias suspensas ou negadas por outros.

– O receio de que o meu propósito não seja partilhado por outros ou que não satisfaça as suas necessidades. Muitas vezes o nosso propósito, ou o significado que para nós a ideia tem, não corresponde às expectativas de terceiros ou parceiros. Mas, só o facto de ter encontrado um propósito faz da ideia e de mim um valor acrescentado e por isso devo contar bem a minha história para que seja integrada pelos outros.

– O receio de sair da zona de conforto e encarar novas responsabilidades. Esta é a resistência à mudança mais comum à expressão de ideias. O sentimento de que expressar e partilhar uma ideia implica assumir responsabilidades e reformular a rotina faz com que o silêncio muitas vezes impere.

Provavelmente muitas ideias ficam retidas nas mentes de muitos criadores solitários aguardando a liberdade que só chegará quando conseguirem vencer alguns medos e receios.

O potencial existe mas é preciso criar um ambiente que faça explodir os contentores. Este pode ser o primeiro passo para a construção de um perfil criativo integrado e num contexto.

O que acha?

2 Respostas

  1. Jose
    What a very thoughtful post with so much in it. I wondered if you took each point and blogged about it would it clarify and help us connect in with your thoughts. Teasing it out as such. I know through my own work fears keep people stuck. The creativity I use helps people bridge that ‘stuckness’ and transcends some of the A-typical uses of creativity in different contexts.
    It must have been some conversation!

  2. Thank you for your comment! You gave me a new good start and I´m going to write about each point because it promotes more connectivity and I think a lot of new borders!
    I will notice you when I publish it!
    Thank you again!

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