Archive for the ‘Behavior’ Category

From creativity to entrepreneurship – What kind of passion in my age?
Dezembro 21, 2010

(Texto em Português depois deste)

What kind of needs?

When innovation is the strong theme, diversity is the condiment most appetizing!

Last week Deb Mills Scofield (@dscofield on Twitter) shared ” Why old people make better entrepreneurs than young ones” by Lowrey Annie, and I felt desire to return to this topic, not only in terms of creative potential but also on potential implementer.

Sometime ago I had written on this blog an article “The tendency to reduce relevance on creativity” which focused on some aspects of the differences between generations. 

Later Ralph-Ohr (@ ralph_ohr on Twitter), wrote a great article “Is Innovation a Matter of Age?” which also gave rise to a great discussion.

The question of differences between generations will not deplete here and I also won’t look to make the defense of any of them.

My opinion is that every generation has a role to play in innovation and that the combination of three or four (include veterans) generations often gives an exceptional result. 

Under the article mentioned by Deb Mills we can read: “older entrepreneurs are creating increasingly new businesses and can overcome younger entrepreneurs within a few years. And that’s not necessarily a bad thing: older entrepreneurs tend to be more successful. ”

The reasons given for the success of older generations as entrepreneurs include the availability of time, a bank account with history of solidity, which includes savings, etc.

It’s easy to see that who is funding, makes it ease to who gives guarantees and if the older generation invests in the creation of an enterprise and that is risking, as in most business.

And it is here, on the notion of risk, that there is a big difference between generations, and where the experience can have a significant weight in the selection of investment.

On the other hand, older generations who got tired of working for others, possible bet more on start-ups where the learned knowledge is crucial to success, situation that hardly happen in younger.

According Wadhwa , “Older entrepreneurs are just able to build companies that are more advanced in their technology and more sophisticated in the way they deal with customers”, when compared with younger entrepreneurs in technology.

Great ideas of older generations are not summarize to the procedures and processes more effective and efficient. The work on innovation by older generations also is more profitable than the younger age groups.

It seems that the exodus occurred in Baby Boomers for innovation and entrepreneurship should not only by tiredness of bosses, but above all because organizations do not leverage its potential.

“Having three generations of workers–Baby Boomers, Generation X and Generation Y–under the same roof could be a recipe for disaster if managed carelessly. But market observers and players say the whole of the strengths, innovation, knowledge and experience gained from having generational diversity at the office is greater than the sum, and well worth the effort.”  – Jamie Yap

Baby boomers in general have an attitude “live to work” and appreciate the employment stability and security, but many of them already felt this stability undermined and decided to undertake other crusades through the creation of enterprises.

Generation X, or the generation of the balance between work and family and social life are usually independent and skilled whilst collaborative.

They are a good example of transition between generations Baby Boomers and generation Y!

The younger generation Y, like to be treated on an equal footing with the other generations, but flexible working and yearns for freedom in their development.

I would argue that there is no age to be creative and to be entrepreneur because in my point of view is the satisfaction of a need that is always underlying and that exist across generations.

–      But what kind of passion?

If it is a dream with little lifetime or a dream of a lifetime, when motivational conditions are combined entrepreneurs emerge and not only in traditional endeavors, but especially in innovation.

For those who risk less and who prefer to work to others it will be useful and healthy if businesses:

For instance, assigning Boomers to be team leaders of a certain project would fulfill their inclination for position and prestige. Gen Xers would appreciate being given autonomy to achieve goals–that were set for them–using their own resourcefulness and creativity. Gen Ys enjoy having opportunities to multitask and be flexible with their working hours, and to work creatively in teams where they are welcome to offer ideas and suggestions.”

Do you want to comment?

Da criatividade ao empreendedorismo – Que tipo de paixão?

Que necessidades?

Quando a inovação é o tema forte, a diversidade é o condimento apetecido!

Na semana passada Deb Mills Scofield (@dscofield no twitter) partilhou “Por que os velhos fazem melhor do que os empresários mais jovens” de Lowrey Annie, eu senti vontade de voltar a este tema, não em termos de potencial criativo mas também de potencial implementador.

Há algum tempo atrás eu tinha escrito neste blogue um artigo “A nossa tendência para reduzir a relevância em criatividade”, onde focava alguns aspectos das diferenças entre gerações.

Mais tarde Ralph-Ohr (@ralph_ohr no twitter), escreveu um óptimo artigo “É a inovação uma questão de idade?” que deu origem a uma também óptima discussão.

A questão das diferenças entre gerações não se vão aqui esgotar e também não vou procurar fazer a defesa de nenhuma delas. A minha opinião é que cada geração tem um papel importante a desempenhar em inovação e que a combinação das três ou quatro (incluir os veteranos) gerações dá, muitas vezes, um resultado excepcional.

No artigo referido por Deb Mills pode ler-se: “os empresários mais antigos estão a criar cada vez mais novas empresas e podem ultrapassar os empresários mais jovens dentro de poucos anos. E isso não é necessariamente uma coisa ruim: os empresários mais velhos tendem a ser mais bem sucedido.”

As razões apontadas para o sucesso das gerações mais velhas como empreendedores incluem a disponibilidade de tempo, uma conta bancária com histórico de solidez, o que inclui poupanças, etc.

È fácil perceber que quem financia o faz com facilidade a quem dá garantias e se a geração mais velha investe na criação de uma empresa, fá-lo arriscando, como na maior parte dos negócios.

E é aqui, na noção de risco, que existe a grande diferença entre gerações e onde a experiência pode ter um peso significativo na selecção de investimento.

Por outro lado, as gerações mais velhas que se cansaram de trabalhar para os outros, possívelmente apostam mais na criação de empresas onde o conhecimento adquirido é crucial para o sucesso, situação que dificilmente se verifica nos mais jovens.

Segundo Wadhwa “Os empresários com mais idade são apenas capazes de construir empresas que estão mais avançados em tecnologia e mais sofisticada na maneira como lidam com os clientes”, quando os comparamos com empresários em tecnologia mais jovens.

As grandes ideias das gerações mais velhas não se resumem a procedimentos e processos mais eficazes e eficientes. O trabalho desenvolvido em inovação pelas gerações mais velhas também é mais rentável que o dos grupos etários mais jovens.

Parece que o êxodo verificado nos Baby Boomers para a inovação e empreendedorismo não se deve só ao cansaço de aturar patrões, mas acima de tudo ao não aproveitamento do seu potencial por parte das organizações.

 “Tendo três gerações de trabalhadores – Baby Boomers, Geração X e Geração Y – sob o mesmo tecto pode ser uma receita para o desastre se gerida sem cuidado. Mas os observadores do mercado e os jogadores dizem que o conjunto das forças, conhecimento, inovação e experiência adquirida com a diversidade de gerações no escritório é maior que a soma, e merece o esforço”

Os Baby Boomers, de uma forma geral, têm uma atitude “viver para trabalhar” e apreciam a estabilidade no emprego e a segurança, mas muitos deles já sentiram essa estabilidade posta em causa e decidiram empreender outras cruzadas atravé da criação de empresas.

A Geração X, ou a geração do equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar e social são geralmente independentes e habilidosos sem deixarem de ser colaborativos.

São um bom exemplo de transição entre as gerações Baby Boomers e geração Y!

Os mais jovens, a geração Y, gostam de ser tratados em igualdade com as outras gerações, mas anseia pelo trabalho flexível e liberdade no seu desenvolvimento.

Eu defendo que não existe idade para se ser criativo nem para se ser empreendedor porque no meu ponto de vista é a satisfação de uma necessidade que está sempre subjacente e elas existem em todas as gerações.

Seja um sonho com pouco tempo de vida ou um sonho de uma vida inteira, quando as condições motivacionais se conjugam os empreendedores emergem e não é só em empreendimentos tradicionais, mas sobretudo em inovação.

Para aqueles que arriscam menos e que preferem o trabalho por conta de outrem, era útil e saudável que as empresas:

“Por exemplo, ao atribuir aos Boomers o serem líderes de equipa de um determinado projecto iria satisfazer a sua inclinação para a posição e prestígio. Geração X gostaria de ser dada autonomia para alcançar metas – que foram definidos para eles – usando seus próprios recursos e criatividade. A geração Y gosta de ter a oportunidade de realizar várias tarefas e ser flexível com as suas horas de trabalho, e para trabalhar criativamente em equipas de onde eles são bem-vindos para oferecer ideias e sugestões.” Jamie Yap

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No variety of perspectives within organizations
Dezembro 6, 2010

(Texto em Português depois deste)

Creativity camouflaged

Last week, Syamant Sandhir, @ futurescape on Twitter, shared an expression of Vineet Nayar that makes us all, I think, reflect:

In my conversations with students I am surprised at the variety of perspectives. Why can’t we ideate at the same level inside our org.?”

And I might add!

Which Organizational factors inhibit the variety of perspectives?

Which factors can facilitate creativity?

Perspectives don’t have of course to do only with knowledge and not only with our past experience, because they carry a lot of our ability to combine and recreate knowledge and experience.

Will these students when entering the world of organizations loses this capability of exposure their own perspective and the expressions of creativity?

The organizational context, which includes management practices, the work itself and human resources policies, plays an important role in creativity.

We believe that creativity and innovation are important for all organizations and to all jobs, although it is recognized the assumption that some situations and some jobs are more likely to benefit from the creativity than others.

When creativity helps us in integrating an environment it becomes more visible, but the active role of elements of an organization is fundamentally contribute to a common good that translates in the company’s success.

If a student, as such, has space and environment receptive to their ideas, and as Nayar said, such is not the case in organizations, it is very likely that what was attractive becomes routine.

Creativity swamped and became the habitual behavior, almost always of obedience, the visible portion. On the one hand, the organizational context feeds or a comfort zone or constant challenge and on the other hand the personal characteristics determine the movement between creativity and routine. 

When management behaviors are opening and challenge, the characteristics of the work permit interaction and form the groups contemplates the diversity, with a favorable environment for creativity.

A complex and challenging where decision-making is important encourages and motivates intrinsically.

A routine work, with precise tasks where efficiency is considered important, turns creativity in a little risk not acceptable by third parties.

More distant factors may also influence creativity within organizations as its structure and the social climate. 

Min Basadur did an analysis of a Japanese company that uses a structured approach and intentional to develop creativity and problem solving.

The Japanese program included three key components: monetary incentives, alignment of training/training with organizational strategy.

To encourage the ideas, were given monetary rewards for all ideas implementable, regardless of their size. Small rewards were given to individuals, and big rewards have been assigned primarily to the teams.

The program had a broad participation across the enterprise and resulted in about 140 suggestions per person/per year. 

Min Basadur argues that the program succeeded because it was highly motivating. 

However, the motivation there referred to is the result of falling sources, including the rewards, recognition, and coaching. It is unclear to Min Basadur if intrinsic motivation has played a significant role, but it is clear to Daniel Pink in “Drive” for other situations.

What is even clearer is that the motivation is an important factor in the development of perspectives of people within an organization.

This development requires an environment of creativity and fun so characteristic of student groups.

Why the responsibility required to an employee of an organization, can be by one hand a motivating factor and by the other hand inhibit creativity?

If the standards are constraints and this is good for creativity, then why is that the elements of an organization, turn into patterns of obedience and not the challenge?

Are irreverence and rebellion contagious?

 

 

Fraca variedade de perspectivas dentro das Organizações

Criatividade camuflada

A semana passada Syamant Sandhir, @futurescape no twitter, deu a conhecer uma expressão de Vineet Nayar que nos faz a todos, penso eu, reflectir:

“Nas minhas conversas com estudantes eu fiquei surpreendido com a variedade de perspectivas. Porque é que nós não geramos ideias a esse nível dentro da nossa organização?”

E eu acrescento!

Que factores organizacionais inibem a variedade de perspectivas?

Que factores podem facilitar a criatividade?

As perspectivas não têm naturalmente a ver só com conhecimento, nem só com a nossa experiência passada, pois elas carregam muita da nossa capacidade em combinar e recriar conhecimentos e experiências.

Será que esses estudantes quando ingressam no mundo das organizações perdem essa capacidade de exposição de perspectiva própria e as manifestações de criatividade?

O contexto organizacional, que inclui as práticas de gestão, o trabalho em si e políticas de recursos humanos, desempenha um papel importante na criatividade.

Nós pensamos que a criatividade e a inovação são importantes para todas as organizações e para todos os postos de trabalho, embora se admita o pressuposto de que algumas situações e alguns trabalhos são mais propensos a beneficiar da criatividade que outros.

Quando a criatividade nos ajuda na integração de um meio ambiente ela torna-se mais visível, mas o papel activo dos elementos de uma organização é fundamentalmente o de contribuir para um bem comum que se traduz no sucesso da empresa.

Se um estudante, enquanto tal, encontra espaço e ambiente receptivo para as suas ideias, e como diz Nayar, tal não acontece nas organizações, é muito provável que o que era atraente se transforme em rotina.

A criatividade submergiu e passou a ser o comportamento habitual e quase sempre de obediência, a parte visível. Por um lado, o contexto organizacional alimenta ou uma zona de conforto ou de desafio constante e por outro lado as características pessoais determinam a movimentação entre a criatividade e a rotina.

Quando os comportamentos de gestão são de abertura e desafio, as características do trabalho permitem interacção e a constituição dos grupos contempla a diversidade, havendo lugar a um ambiente favorável à criatividade.

Um trabalho complexo e cheio de desafios onde a tomada de decisão é importante encoraja e motiva intrinsecamente.

Um trabalho de rotina, com tarefas precisas onde a eficiência é considerada importante transforma a criatividade num risco pouco aceitável por terceiros.

Factores menos próximos podem também influenciar a criatividade dentro das organizações como a sua estrutura e o clima social.

Min Basadur fez uma análise a uma empresa japonesa que usa uma abordagem estruturada e intencional para desenvolver a criatividade e a resolução de problemas.

O programa japonês incluía três componentes chave: incentivos monetários, alinhamento de formação/treino com a estratégia organizacional. Para incentivar as ideias, foram dadas recompensas monetárias para todas ideias implementáveis, não importando a sua dimensão.

Pequenas recompensas foram dadas para os indivíduos, e grandes recompensas foram atribuídas principalmente às equipas.

O programa teve uma ampla participação em toda a empresa e resultou em cerca de 140 sugestões por pessoa / por ano.

Min Basadur argumenta que o programa teve sucesso porque foi altamente motivador.

No entanto, a motivação aí referida resulta de fontes extrínsecas, incluindo as recompensas, reconhecimento, e coaching. Não está claro para Min Basadur se a motivação intrínseca desempenhou um papel significativo, mas está claro para Daniel Pink em “Drive”

O que fica ainda mais claro é que a motivação é um factor importante no desenvolvimento das perspectivas das pessoas dentro de uma organização. Esse desenvolvimento necessita de um ambiente de criatividade e de divertimento tão característico dos grupos de estudantes.

Porque será que a responsabilidade exigida a um colaborador de uma organização, pode ser por um lado motivadora e por outro inibidora de criatividade?

Se as normas são constrangimentos e isso é bom para a criatividade, então porque é que os elementos de uma organização, as transformam em padrões de obediência e não as desafiam?

Será que a irreverência e a rebeldia são contagiosas?

Social cognition in creative teams
Dezembro 4, 2010

(Texto em Português depois deste)

Behind the creative teams

Many people talk of the benefits of intellectual work individually and in groups, advantages and disadvantages, but few people has to think about what kind of environments and what kind of groups.

Without wishing to contest the rights of way to the convenience of thought seems to me an interesting focus on creativity and decision making in a single discipline teams and teams from various disciplines within it, that is multidisciplinary and interdisciplinary teams.

What I find interesting and important to address is the complex psychological issues that arise when we face teams composed of members with similar knowledge or experience and diverse. Among them are the multidisciplinary teams and interdisciplinary teams.

Over the years there has been a breakthrough in the understanding of social cognition and group processes, and although the change and the characteristics of the groups suffer a constant evolution in its composition can see advantages and disadvantages in their constitution.

In some cases, this understanding has led some psychologists to emerge prepared to lead interdisciplinary teams of scientific research as well as other areas in which the diversity of knowledge is a salient reality.

The confirmation bias and the integration of new information on pre-established mental schemes are among the factors that alter the functioning of multidisciplinary teams.

But here are a few differences:

In a multidisciplinary team the work is characterized by the aggregation of the work of different experts, i.e., members who are in the team with their expertise to solve problems and then return to their own desktops, virtually unchanged for the collaboration.

This type of work is much like the work performed by a group of consultants from an organization that faced with a legislative amendment, is presenting his “creative card” to solve a problem. The frequent result is to have to find a specialist in translation and integration of various disciplines.

The interdisciplinary team, by contrast, is characterized by synergies among experts of a particular topic.

In trying to address the creativity in these groups compared to the overall work finds that, while innovation is one of the potential benefits of interdisciplinary teams, the groups appear to be less creative than individuals.  

If a group is to hear a suggestion of a creative person, the other group members begin to channel their cognitive efforts to listen, instead of spending that energy on their own efforts (e.g. in brainstorming).

They may even forget the ways in which thought, dramatically reducing the benefits of the number of responses generated independent creative thinking.

The fear and apprehension of possible ratings may cause embarrassment in some of the team and ensure that they have options, even though they may be the best, and that is actually the group that most needs to hear.

One role of a facilitator or leader of an interdisciplinary team is taking the initiative to enter the information shared to encourage others to do the same, and to broaden the debate on an issue to allow discussion of all relevant information.

This creativity (the group) can also be enhanced if the generation of ideas is made individually and then shared with the entire group.

“Meeting only after the homework done”

This creates a favorable environment for what might seem to departure strange ideas, and gives due importance to the knowledge expressed by several members of the interdisciplinary team.

Today it still seems a less acceptable investment in interdisciplinary teams, especially when it comes to innovation, because often witnessed the meeting of a group of experts from the same area, forgetting that all these areas have connections with other areas of the organization.

However, such initiatives with interdisciplinary teams, the attitude seems to applaud, to ensure rapid and significant results in innovation.

 

Cognição social em equipas criativas

Por detrás das equipas criativas

Muita gente fala das vantagens do trabalho intelectual individual e em grupo, vantagens e desvantagens, mas pouca gente se detém a pensar em que tipo de ambientes e em que tipo de grupos.

Sem querer contestar os direitos à comodidade de forma de pensamento parece-me interessante focar a criatividade e a tomada de decisão em equipas de uma só disciplina e equipas com várias disciplinas no seu seio, isto é equipas multidisciplinares e interdisciplinares.

O que eu acho importante e curioso de abordar são as complexas questões psicológicas que surgem quando nos deparamos com equipas constituídas por membros com experiências e conhecimentos semelhantes ou diversificados. Entre elas contam-se as equipas multidisciplinares e as equipas interdisciplinares.

Ao longo dos anos tem-se verificado um avanço na compreensão da cognição social e dos processos de grupo e embora a mudança e as características dos grupos sofram uma evolução constante na sua composição é possível verificar vantagens e desvantagens na sua constituição.

Nalguns casos, essa compreensão fez com que alguns psicólogos emergissem preparados para liderar equipas interdisciplinares de investigação científica bem como noutras áreas em que a diversidade de conhecimento é uma realidade saliente.

A predisposição para a confirmação e a integração de informação nova em esquemas mentais pré-estabelecidos são alguns dos factores que alteram o funcionamento de equipas pluridisciplinares.

Mas vejamos algumas diferenças:

Numa equipa multidisciplinar o trabalho é caracterizado pela agregação do trabalho de diferentes especialistas, isto é, pelos membros que se apresentam na equipa com os seus conhecimentos específicos, para resolver problemas e depois voltam para suas próprias áreas de trabalho, praticamente inalterados pela colaboração.

Este tipo de trabalho assemelha-se muito ao trabalho executado por um conjunto de consultores de uma organização que face a uma alteração legislativa, vem apresentar o seu “cartão criativo” para resolver um problema. O resultado frequente é ter que encontrar um especialista em tradução e integração das várias disciplinas.

A pesquisa interdisciplinar, pelo contrário, é caracterizada por sinergias entre especialistas de um determinado tópico.

Ao tentarmos abordar a criatividade nestes grupos face ao trabalho global verifica-se que, embora a inovação seja um dos benefícios potenciais das equipas interdisciplinares,  os grupos parecem ser menos criativos que os indivíduos.  

Se um grupo está a ouvir uma sugestão criativa de uma pessoa, os outros membros do grupo passam a canalizar os seus esforços cognitivos para ouvir, em vez de gastar essa energia nos seus próprios esforços (por ex: em brainstorming).

Podem até esquecer os aspectos em que pensaram, diminuindo dramaticamente os benefícios do número de respostas independentes de pensamento criativo gerado.

O medo ou apreensão por possíveis avaliações podem provocar constrangimentos em alguns dos elementos da equipa e evitar que estes apresentem opções, mesmo que estas possam ser as melhores e, que são afinal as que o grupo mais precisa ouvir.

Um dos papéis de um líder ou facilitador de uma equipa interdisciplinar é, tomar a iniciativa de introduzir a informação compartilhada, para encorajar outros a fazer o mesmo, e para alargar o debate sobre um tema para permita a discussão de todas as informações pertinentes.

Essa criatividade (do grupo) também pode ser melhorada, se a geração de ideias for feita individualmente e partilhada posteriormente com todo o grupo.

“Reunir só depois de feito o trabalho de casa.”

Cria-se assim um ambiente favorável para o que poderiam parecer à partida  ideias estranhas, e dá-se a devida importância aos diversos saberes manifestados pelos membros da equipa interdisciplinar.

Hoje ainda parece pouco aceitável o investimento em equipas interdisciplinares, principalmente quando falamos de Inovação, porque assistimos com frequência à reunião de um conjunto de peritos da mesma área, esquecendo todas as ligações que essas áreas têm com outras áreas da organização.

Contudo, este tipo de iniciativas com equipas interdisciplinares, parece ser a atitude a aplaudir, para garantir resultados significativos e rápidos em Inovação.

Creativity – Anchoring and the adjustment of ideas
Dezembro 2, 2010

(Texto em Português depois deste)

The fear of not sharing

 

In a recent article in this blog Creative profile embedded in a context!, I have listed some of the fears that the collaborators of a company can have and which prevent their participation in the generation and development of ideas. 

In later articles I wrote my perspective to two of the reasons why we fear talk of our ideas and this one here is the third of these five.

The fear that my purpose is not shared by others or not meeting their needs. Often our purpose, or meaning to the idea we have, does not meet the expectations of third parties or partners. But just the fact that you have found a meaning makes me and the idea a value-added and that’s why I should tell my story so it can be integrated by others.”

 

When we participate in a discussion in a group there is an innate desire of social approval that fuels our hope to present a wise idea to a problem, but this can block our creative flow.

This could happen in brainstorming group, where, often clouds and storms do not happen in our brain.

It can however be enough to say that there are no bad ideas and create a comfort zone for creativity or have someone take the kick-off that infuses the remaining members of the group.

Human thought naturally focuses around existing knowledge and the best way to generate new ideas is to add something new. This can happen through analogies, short phrases, images, or combinations of a cultural nature.

So that my ideas are shared by other elements of the group or organization I have to find the points of common interest to the group and myself.

Often when we add anyway a significant stimulus it provokes a process of generating ideas and offer the opportunity to look at the problems differently and our idea is shared, discussed and eventually considered valid and relevant. This stimulus can be a meaning that was masked in our idea or a purpose that others would like to have and serves as anchor.

The problem, which is not the fear that the idea will not be shared, is that often we help ourselves with heuristics (mental shortcuts to simplify problems) to give us a quick help in solving problems.

When we use these shortcuts on the basis of an anchor and we want to expose our idea adjusting it successively this starting point, we run the risk of being unable to exhibit in its entirety and with what we wanted.

So that our idea is shared we have to realize that we tend to make judgments and make decisions based on what is known and what are our anchors.

However, with our ideas is not the same. We can’t easily create something new and stuck to the old knowledge.

To finish with our fear that the idea is not shared by others, we need  not only to create the environment of “understanding” and verification of possibility, but it also to find a source of energy that would allow me to develop this idea.

 

Have an idea shared means often have acceptance in a group and be recognized as a value, which entails motivation.

Have a purpose with our idea means having power to overcome any obstacle.

 

 

Criatividade – Ancoragem e ajustamento de ideias.

O receio da não partilha

Num artigo recente artigo deste blog Perfil criativo integrado num contexto! , eu enumerei alguns dos receios que os colaboradores de uma empresa podem ter e que impedem a sua participação na geração e desenvolvimento de ideias.

Em artigos posteriores alarguei a minha perspectiva a duas das razões porque tememos falar das nossas ideias e esta é a terceira dessas cinco.

“O receio de que o meu propósito não seja partilhado por outros ou que não satisfaça as suas necessidades. Muitas vezes o nosso propósito, ou o significado que para nós a ideia tem, não corresponde às expectativas de terceiros ou parceiros. Mas, só o facto de ter encontrado um propósito faz da ideia e de mim um valor acrescentado e por isso devo contar bem a minha história para que seja integrada pelos outros.”

Quando participamos numa discussão num grupo, existe um desejo inato de aprovação social que alimenta a nossa esperança de apresentar uma ideia acertada para um problema, mas isto pode bloquear o nosso fluxo criativo.

Isto pode acontecer com frequência em grupos de brainstorming onde muitas vezes nem nuvens nem tempestades acontecem no nosso cérebro.

Pode no entanto ser suficiente afirmar que não há más ideias e criar uma zona de conforto criativo ou fazer com que alguém dê o pontapé de saída que contagie os restantes membros do grupo.

O pensamento humano centra-se naturalmente à volta de conhecimentos existentes e a melhor maneira de gerar novas ideias é adicionar algo de novo. Isto pode acontecer por meio de analogias, pequenas frases, imagens ou combinações de cariz cultural.

Para que as minhas ideias sejam partilhadas pelos outros elementos do grupo ou organização eu tenho de encontrar os pontos de interesse comuns ao grupo e a mim próprio.

Muitas vezes ao adicionar uma qualquer forma de estímulo significativo provocamos um processo de geração de ideias e oferecemos a oportunidade de olhar para os problemas de forma diferente, fazendo com que a nossa ideia seja partilhada, discutida e eventualmente considerada válida e pertinente. Esse estímulo pode ser um significado que estava mascarado na nossa ideia ou um propósito que outros gostariam de possuir e que serve de âncora.

O problema, que não é o receio de que a ideia não seja partilhada, é que muitas vezes nós socorremo-nos das heurísticas (atalhos mentais para simplificar problemas) para nos darem uma ajuda rápida na resolução de problemas.

Quando nós utilizamos esses atalhos com base numa âncora e pretendemos expor a nossa ideia ajustando-a sucessivamente a esse ponto de partida, corremos o risco de sermos incapazes de a expor na totalidade e com o significado que pretendíamos.

Para que a nossa ideia seja partilhada nós temos que ter consciência de que tendemos a fazer acórdãos e a tomar decisões com base no que é conhecido ou aquilo que são as nossas âncoras.

No entanto, com as nossas ideias não se passa o mesmo. Nós não podemos facilmente criar algo de novo estando presos ao velho conhecimento.

Acabar com o nosso receio de que a ideia não seja partilhada pelos outros, não passa só por criar o ambiente de “compreensão” e da verificação da possibilidade,  também passa por encontrar uma fonte de energia que me permita desenvolver essa ideia.

Ter uma ideia partilhada, significa muitas vezes ter aceitação num grupo e ser reconhecido como um valor, o que acarreta motivação.

Ter um propósito com a nossa ideia significa ter energia para vencer qualquer obstáculo.

Create new things and learn to use new things!
Novembro 29, 2010

(Texto em Português depois deste)

Creativity and intuition

From some years ago till now I noted that many groups of people devoted all their energy to how they could maximize the profitability of their work.

The answer they found was learning to play with a minimum error possible and for as long as possible.

They were and are what I call the high competition of good copy!

On nothing that they do they add texture, richness and complexity to understand everyday life and meaning to his efforts.

If they eventually found some meaning it was or it is outside their working environment where any financial reward for their effort was translated into purchase of things that are “desirable” by others of their social sphere.

This was and is true today and yesterday, at any age and any social group.

Closed in obedience to the norms people forget their potential for creativity and intuition, as a result of forgetfulness ignores emotions and sustainable allocation of meaning to their acts.

We cover the daytime hours without finding a balance between work effort and the joy of accomplishment. When we put creativity at the service along with our intuition, we create an environment of simplicity and movement around us able to solve most of what we call problems every day.

Together, creativity and intuition, they form an inseparable duo, able to stimulate our curiosity and lead us to new discoveries and ask more questions, no matter what discipline is: art, music, literature, science or everyday life.

If you spend a little of our time to dig deep into the place of intuition and creativity in our work we can create an extremely interesting story of ourselves.

Telling our own story in the work environment is a reflection that takes us to the world of solutions.

First, because this story will enable us to identify “our tragedy”, i.e., the set of problems we face in work and family and social life as well as the implications between them.

Second, because easily find links that allow us to create shortcuts, simplifying the way for the creation of solutions.

Third, because the details fit in whole, giving a different meaning and broader problems that we detected and face.

Fourth, it frees our creative and intuitive capacity, leaving room for fun and for satisfaction with what we do, saying goodbye to most conflicts.

Being able to think about what is possible, without having to prove that truth before experiment is a capability within our reach.

Create can and should be an option to decide whether without having to justify why my way, and if I paint my story by the taste of my desire, then I get a happy ending.

Criar coisas novas e saber utilizar coisas novas!

Criatividade e intuição

Há uns anos atrás observei que muitos grupos de pessoas dedicavam toda a sua energia à forma como poderiam maximizar a rentabilidade do seu trabalho.

A resposta que encontravam, era reproduzir aprendizagens com um mínimo de erro possível e durante o máximo de tempo possível.

Eram e são aquilo que eu chamo a alta competição do bem copiar!

Em nada do que fazem adicionam textura, complexidade e riqueza para compreender a vida quotidiana e atribuir significado ao seu esforço.

Se eventualmente encontravam algum significado era fora do seu ambiente de trabalho onde, qualquer recompensa financeira pelo seu esforço era traduzida em aquisição de bens “cobiçados” por terceiros da sua esfera social.

Isto era e é verdade ontem e hoje, em qualquer idade e para qualquer grupo social.

Fechadas na obediência às normas as pessoas esquecem o seu potencial de criatividade e intuição e como resultado desse esquecimento ignoram emoções e atribuição de significado sustentável aos seus actos.

Nós percorremos as horas do dia sem encontrar um equilíbrio entre o esforço do trabalho e a alegria da realização. Quando pomos a criatividade ao nosso serviço conjuntamente com a intuição, nós criamos um ambiente de simplicidade e de movimento à nossa volta capaz de resolver a maior parte daquilo a que chamamos problemas de todos os dias.

Juntas, criatividade e intuição, formam uma dupla inseparável, capaz de incentivar a nossa curiosidade e levam-nos a novas descobertas e a fazer mais perguntas, seja em que disciplina for, arte, música, literatura, ciências, ou vida quotidiana.

Se gastarmos um pouco do nosso tempo a escalpelizar o lugar da intuição e criatividade no nosso trabalho nós conseguimos criar uma história extremamente interessante de nós próprios.

Contar a nossa própria história no ambiente de trabalho é um exercício de reflexão que nos transporta ao mundo das soluções.

Primeiro, porque essa história nos vai possibilitar identificar “o nosso drama”, isto é, o conjunto de problemas com que nos debatemos no trabalho e na vida familiar e social, bem como as implicações entre elas.

Segundo, porque com facilidade encontramos ligações que nos permitem criar atalhos, simplificando o caminho para a criação de soluções.

Terceiro, porque encaixamos os pormenores, no todo, dando um significado diferente e mais abrangente aos problemas que detectamos e enfrentamos.

Quarto, porque liberta a nossa capacidade criativa e intuitiva, deixando espaço para o divertimento e para a satisfação com o que fazemos, dizendo adeus à maior parte dos conflitos.

Ser capaz de pensar naquilo que é possível, sem ter que provar que é verdade antes de experimentar é uma capacidade ao nosso alcance.

Criar pode e deve ser uma opção para decidir e se, sem ter que justificar o porquê do meu caminho, eu pinto a minha história ao sabor do meu desejo, então eu consigo um final feliz.

Creativity – An idea is a gift without fears!
Novembro 24, 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Yes, I am able to do that!

One of the reasons that lead employees of an organization not to participate creatively in business life is the feeling of not being able to develop and implement an idea, feeling that can be translated in various ways.

Often a developer puts forward an idea that has a tacit acceptance, but when it is proposed that he or she develops it, he retracts, leaving its share reduced to verbalizing a concept unstructured.

The fact that he does not grab his own idea almost always has to do with the fear of not being able to take the next step.

Fear ‘unfounded’ or shyness.

From an original idea there is a need to research that supports the development of the idea and this is an indispensable requirement.

This is not to prove that it runs but only that is possible.

We can see that the development of ideas is only possible with the collaboration of other people because there are areas of deep knowledge that we have not mastered and are crucial to deliver the product or service to the user or consumer.

No one alone can create something and everyone needs recognition.

Learning some techniques of ideation facilitates the cultivation of the idea that, so this, as seed, can develop and produce fruit. Do not just toss it into fertile ground; you need to take care of it.

The learning process of innovation is extremely important to ensure a framework of ideas into reality upon us.

What skills should I possess to develop ideas?

How can I improve them?

The answer to these questions away the fear of failure!

Our creativity does not necessarily have to be oriented to a product. Any set “organization”, company, family, school, etc., is a prime target for our creativity when applied to processes or services and even management.

The fear of not being able only exists when we want to embrace something greater than our arms. However, if we gather around us a group of people with the same passion, the embrace by all will involved the greatest of ideas.

The fear of not being able disappears with an attitude of collaboration.

To collaborate means providing the intersection of ideas and pollination knowledge, which create paths on soft ground over plans to take the necessary steps to develop our ideas.

I think one of the best ways to create creative skills is to begin to reflect on the forces that impel us or hinder us in creativity.

If on one hand the fears or concerns prevent us from presenting or developing ideas in different environments, the perception of energy that is contained in us serves as a lever to let go and develop these ideas.

If reflection is to identify the significance of the proposed idea, it’s easy to find an opponent more powerful than fear. The purpose or reason of an idea embodies values that give meaning.

And because I think my idea is good and should be implemented, I’ll work on it!

When I look for a birthday gift to offer, what I feel?

Do you want to comment!

 

Criatividade – Uma ideia é uma prenda sem medos!

Sim, eu sou capaz!

Uma das razões que leva os colaboradores de uma organização a não participar criativamente na vida da empresa é o sentimento de não serem capazes de desenvolver e implementar uma ideia, sentimento esse que pode ser traduzido de várias maneiras.

Muitas vezes um colaborador expõe uma ideia que tem uma aceitação tácita, mas quando lhe é proposto que a desenvolva, retrai-se, deixando a sua participação reduzida à verbalização de um conceito não estruturado.

O facto de ele não agarrar a sua própria ideia tem quase sempre a ver com o medo de não ser capaz de dar o próximo passo.

Medo “sem fundamento” ou timidez.

A partir de uma ideia original é necessário proceder a uma investigação que suporte o desenvolvimento dessa ideia e este é um requisito indispensável.

Não se trata de provar que funciona mas apenas que é possível.

Podemos verificar que o desenvolvimento das ideias só é possível com a colaboração de outras pessoas, pois há áreas do conhecimento que não dominamos profundamente e que são cruciais para fazer chegar o produto ou serviço até ao utilizador ou consumidor final.

Ninguém cria algo sozinho e toda a gente precisa de reconhecimento.

A aprendizagem de algumas técnicas de ideação facilita o cultivo da ideia para que esta, como semente que é, se desenvolva e produza frutos. Não basta lançá-la em terreno fértil, é precisa cuidar dela.

A aprendizagem de processos de inovação é extremamente importante para garantir um enquadramento das ideias numa realidade próxima de nós.

Que competências devo eu possuir para desenvolver ideias?

Como posso melhorá-las?

A resposta a estas questões afasta o receio da incapacidade!

A nossa criatividade não tem necessariamente que ser orientada para um produto. Qualquer conjunto “organização”, empresa, família, escola, etc., é um alvo privilegiado para a nossa criatividade quando aplicada aos processos ou serviços e até mesmo na gestão.

O medo de não ser capaz só existe quando pretendemos abraçar algo maior que os nossos braços. Contudo se reunirmos à nossa volta um grupo de pessoas com a mesma paixão, o abraço dado por todos envolve a maior das ideias.

O medo de não ser capaz desaparece com uma atitude de colaboração.

Colaborar significa proporcionar a intersecção de ideias e a polinização de conhecimentos, que criam caminhos mais planos em terrenos macios para dar os passos necessários ao desenvolvimento das nossas ideias.

Eu penso que uma das melhores formas de criarmos competências criativas é começarmos a reflectir sobre as forças que nos impelem ou nos impedem na criatividade.

Se por um lado os medos ou receios nos impedem de apresentar ou desenvolver ideias em diferentes ambientes, a percepção da energia que está contida em nós serve de alavanca para soltarmos e desenvolvermos essas ideias.

Se a reflexão passa por identificar o significado da ideia proposta, é fácil encontrar um adversário mais poderoso do que os medos. O propósito ou a razão de ser de uma ideia incorpora valores que lhe dão significado.

E porque eu acho que a minha ideia é boa e deve ser implementada, eu vou trabalhar nela!

Quando eu procuro uma prenda de aniversário para oferecer, o que é que eu sinto?

Quer comentar!

Creativity and the ridicule!
Novembro 22, 2010

(Texto em Português depois deste)

Why me?

Roisin Markham made a comment in one of my recent articles that I wrote Creative profile embedded in a context!, where she considered that it would be helpful if I develop each of the points there raised to allow a better connection with what I think.

Is a great reason that I add to my desire to find justification tips that often are individual and contextualized and which cannot be seen as transversal to all work environments.

The question that I raised and I put again was the following:

“What does it take for people to be able to participate in business life in a creative way?

One of the points raised in our conversation was the confidence that each of us has in himself to win and courage to express and to share in our idea. There are many reasons why we are afraid to talk about the ideas that come up, but I seem to predominate:

The fear of being ridiculed. To read authors of the fifth century BC and find when reading one click to solve a problem can be seen as “outdated”. However when we are able to find analogies in the history of ideas that trigger our future intrinsic motivation is strengthened.”

When we solve a problem or when we try to resolve it, we often evoque how our ideas emerged or the environment where these ideas were born.

The analogies we do or the sources of information to which we appeal are often considered not appropriate and after prolonged and repetitive exposure, this kind of comments leaves us inhibited, willingly, to submit proposals for resolving problems.

Even when we participate in a brainstorming session and even though they are guaranteed all technical conditions and “all” the ice broken, our participation is low when compared with what we think we are able.

In fact, the fear is immersed and our share of participation summarizes the visible part of the iceberg.

There is an academic “costume” that I remember often and that is translated by the need to justify our statements referring to authors who can sustain so as to ensure that the knowledge that we evoke isn’t our creation, but derives from “proven” knowledge of third parties.

This trap that we were accustomed blocks creativity and retain us in the innovators dilemma.

Creativity is to search impossible and show that it is possible! This means that when my ideas are rejected because what I want is seen as unthinkable I have to find the path to a particular context, that is, show that this is possible.

When I find this path, fears disappear and my creative capacity reborn i.e. emerges. The ice melts completely.

Our bias, while the ice, that exists within us, does not melt (the fear of being ridiculed)  prevent us from presenting ideas when we’re in a group, is seeking to resolve problems by having recourse to isolation.

This isolation, which apparently works well with some people, and that lasts until we find a solution, carries various dangers, particularly a precarious comprehensiveness of creation and an insufficient knowledge of some subjects that the idea can imply.

 

Ridicule is defined as the act of making someone laugh object of whom has a feeling overdone of his personal value.

We can be targets of ridicule made by third parties, which was the approach made so far or we can ridicule ourselves as a way to create an environment facilitator.

In the first case arises naturally our inhibition. In the second case is very likely that creativity increase even comparing with environments where does not exist ridicule.

Is a good time to remind the stories and songs of derision and cursing so common in the middle ages!

 Add or contradict! You are welcome!

 

Criatividade e a ridicularização

Porquê eu?

Roisin Markham fez um comentário num dos últimos artigos que escrevi Perfil criativo integrado num contexto!, onde considerava que, seria útil eu desenvolver cada um dos pontos aí focados para permitir uma melhor conexão com aquilo que eu penso.

É uma óptima razão que eu acrescento à minha vontade de encontrar pontas de justificação que frequentemente são individuais e contextualizadas e que não podem ser vistas como transversais a todos os ambientes de trabalho.

A questão que eu levantei e volto a colocar era a seguinte:

O que é preciso para que as pessoas sejam capazes de participar na vida da empresa de forma criativa?

Um dos pontos abordados na nossa conversa foi a confiança que cada um de nós tem em si próprio para ganhar coragem e expressar, partilhando, a sua ideia. Existem muitas razões porque tememos falar sobre as ideias que nos surgem, mas parecem-me predominantes algumas:

O receio de ser ridicularizado. Ler autores do século V A.C. e encontrar nessa leitura um clique para resolver um problema pode ser encarado como “fora de moda”. No entanto quando somos capazes de descobrir analogias na história que despoletam ideias de futuro a nossa motivação intrínseca sai reforçada.”

Quando resolvemos um problema ou quando o procuramos resolver evocamos muitas vezes a forma como surgiram as nossas ideias ou o meio ambiente onde essas ideias nascerem.

As analogias que fazemos ou as fontes de informação a que recorremos são muitas vezes consideradas não adequadas, o que após uma exposição prolongada e repetitiva, a este tipo de comentários, nos deixa inibidos, por vontade própria, de apresentar propostas de resolução de problemas.

Mesmo quando participamos numa sessão de brainstorming e apesar de estarem garantidas todas as condições técnicas e de “todo” o gelo quebrado, a nossa participação é fraca quando a comparamos com aquilo que achamos que somos capazes.

De facto, o medo está imerso e a nossa quota-parte de participação resume-se à parte visível do iceberg.

Existe um “costume” académico que eu recordo com frequência e que se traduz em justificar as nossas afirmações referindo autores que as possam sustentar de forma a garantir que, o conhecimento que evocamos não é nossa criação, mas deriva sim do conhecimento “provado” de terceiros.

Esta armadilha a que fomos habituados bloqueia a criatividade e retêm-nos do dilema do inovador.

A criatividade é procurar o impossível e mostrar que é possível! Quer isto dizer que, quando as minhas ideias são rejeitadas porque aquilo que procuro é visto como impensável eu tenho que encontrar o caminho, para num determinado contexto, isto é, mostrar que isso é possível.

Quando eu encontro esse caminho, os medos desaparecem e a minha capacidade criativa renasce, isto é emerge. O gelo derrete-se completamente.

A nossa tendência, enquanto não se derrete o gelo (o medo de ser ridicularizado) que existe dentro de nós e que nos impede de apresentar ideias quando estamos em grupo, é procurar resolver os problemas recorrendo ao isolamento.

Este isolamento, que aparentemente funciona bem com algumas pessoas, e que dura até encontrarmos uma solução, transporta vários perigos, nomeadamente uma precária abrangência da criação e um insuficiente conhecimento de algumas disciplinas que a ideia pode implicar.

Ridicularizar é definido como o acto de fazer alguém o objecto de riso de quem tem um sentimento exagerado do seu valor pessoal.

Nós podemos ser alvos da ridicularização feita por terceiros, que foi a abordagem feita até agora ou nós podemos ridicularizar-nos a nós próprios como forma de criar um ambiente facilitador.

No primeiro caso surge naturalmente a nossa inibição. No segundo caso é muito provável que a criatividade aumente mesmo comparando com ambientes onde a ridicularização não existe.

É uma boa altura para recordar as cantigas de escárnio e maldizer tão comuns na Idade Média!

Acrescente ou contrarie que é bem-vindo!

Segmentation and the loss of the whole on problem solving
Novembro 20, 2010

 (Texto em Português depois deste)

Creativity and knowledge

“It is interesting to consider that psychologists have been using the scales of seven points for a long time, with intuitive base, that try to tax on thinner categories but doesn’t add much to the usefulness of classifications”. George a. Miller

When faced with a complex problem the alternative that we are more “well educated” to use in resolving this issue is fragmentation.

This ”chunking” allows us to escape the trap (limits) of observation and retention capacity but can go further.

Breaking the project into parts that fit in our capacity to manage an act is almost automatic. This act is advised to relieve tension, considered as a facilitator of creativity by enabling the prolonged dedication on aspects more delimited and even to improve the focus of attention.

Jonah Leher in an article refrred on Twitter by @ dscofield – The Cognitive Cost Of Expertise –  reports some experiments with segmentation and shows the good and the bad side, or sides, of this mental process.

On the one hand, on the basis of this process, some people show greater “the ability to rely on learned patterns to compensate for the inherent limitations of information processing in the brain”, but on the other hand it can come with a dark side, where all ” learned patterns make it harder for us to integrate wholly new knowledge”.

In fact the trap that underlies this segmentation is the ease with which we create blind spots in the observation that eventually we do and the ease with which lost details that may be relevant to our knowledge.

As says Leher you need to be careful and not fall into the temptation to be an expert “unique” of a segment of knowledge and let the world around hovering.

This could be called conventional thinking, focused on what is the obvious relevance with linear causality and relationships that leads to fragmentation to work individually each of the parties. In the case of chess players or London taxi drivers referred to in Leher article, and using conventionality, the choices are made in the best options available.

But I can browse the impact that despite being less obvious are potentially relevant factors shaping decisions and to find solutions coordinates.

I do not need to choose! I can create!

Is this a way of bridging our blind spots?

The intention to develop in-depth knowledge in a specific area must be accompanied by the desire to be alert to the surrounding world and avoid the pitfalls that blind spots represent.

The scope of our field of observation shall be extended by allowing not only the growth of our knowledge but also the birth of new ideas.

Our creativity works like an earthquake, for each major concussion arise a number of replicas that cannot be ignored.

Do you want to comment?

A segmentação e a perda do todo na resolução de problemas

Criatividade e conhecimento

“É interessante considerar que os psicólogos têm vindo a utilizar as escalas de sete pontos há já muito tempo, com base intuitiva, que tentam taxar em categorias mais finas mas não acrescenta muito para a utilidade das classificações”. George A. Miller

Quando nos deparamos com um problema complexo a alternativa a que estamos mais “bem-educados” a usar na resolução desse problema é a fragmentação.

Esta fragmentação permite fugir à armadilha (limites) da capacidade de observação e retenção mas pode ir mais longe.

Quebrar o projecto em partes que se encaixem na nossa capacidade de gestão é quase um acto automático. Este acto é aconselhado para aliviar a tensão, considerado como facilitador de criatividade ao permitir a dedicação prolongada sobre aspectos mais delimitados e até para melhorar o foco de atenção.

Jonah Leher num artigo indicado no twitter por @dscofield The Cognitive Cost Of Expertise relata algumas experiências com a segmentação e mostra o lado bom e o lado mau, ou os lados, deste processo mental.

Por um lado, com base neste processo, algumas pessoas mostram uma maior capacidade  de confiar em padrões aprendidos para compensar as limitações inerentes ao processamento de informações no cérebro”, mas por outro ldao, pode vir com um lado negro, onde todos “os padrões aprendidos tornam mais difícil para nós, integrar inteiramente novos conhecimentos”.

De facto a armadilha que está subjacente  a esta segmentação é a facilidade com que criamos pontos cegos na observação que eventualmente fazemos e a facilidade com que perdemos detalhes que podem ser relevantes para o nosso conhecimento.

Como diz Leher é preciso ter cuidado e não cair na tentação de ser um perito “unique” de um segmento do conhecimento e deixar o mundo à volta a pairar.

Isto poderia ser chamado o pensamento convencional, focado no que é a relevância óbvia, com relações lineares de causalidade e que nos leva à fragmentação para trabalharmos individualmente cada uma das partes. No caso dos jogadores de xadrez ou dos taxistas de Londres referidos no artigo de Leher, e utilizando o convencionalismo, as escolhas são feitas na melhor das opções disponíveis.

Mas eu posso procurar as relevâncias que apesar de serem menos óbvias são factores potencialmente relevantes e modelar as decisões para encontrar soluções coordenadas.

Não preciso de optar! Posso criar!

Será esta uma forma de colmatar os nossos pontos cegos?

A intenção de desenvolver conhecimento aprofundado numa área específica deve ser acompanhada da vontade de estar alerta para o mundo envolvente e evitar as armadilhas que os pontos cegos representam.

O âmbito do nosso campo de observação deve ser alargado permitindo não só o crescimento do nosso conhecimento mas também o nascimento de ideias novas.

A nossa criatividade funciona como um abalo sísmico, por cada grande abalo surgem uma série de réplicas que não podem ser ignoradas.

Quer comentar?

Creative profile embedded in a context!
Novembro 18, 2010

(Texto em Português depois deste)

Fears!

I was invited to participate and talk about creativity and innovation in a software company at an event called “After-work” which had more than thirty employees of the company.

My intention, rather than talk about what I think about creativity, was to be able to create a climate of openness for the people that where present so they speak on the subject and especially about the feeling they had in relation to creativity.

The starting point was the role of humans and the environment on creativity within the organization. I must confess that the debate not only exceeded my expectations as to the number of interventions but also the duration. It was great!

When I left I brought with me an idea that was throbbing:

– How can an individual entering a creative profile being put in a given context?

I’m still not able to answer this question so much of what I believe is translated into questions.

The idea of being part of an organization that represents an entity responsible for payment of regular monthly amounts able to ensure some quiet family life underlies any employee of an organization.

The idea that creativity is essential in an organization is subjacent in most of the employees.

The idea that anyone can contribute through creativity for the development of the organization underlies a good number of employees.

The idea that anyone is able to contribute through creativity for the growth of the company underlies only a small number of employees.

This set of statements is an extrapolation that results from my appreciation after the conversation we had and that led to the idea of creative profile in context.

What does it take for people to be able to participate in business life in a creative way?

One of the points raised in our conversation was the confidence that each of us has in himself to win and courage to express and to share in our idea. There are many reasons why we are afraid to talk about the ideas that come up, but I seem to predominate:

The fear of being ridiculed. To read authors of the fifth century BC and find when reading one click to solve a problem can be seen as “outdated”. However when we are able to find analogies in the history of ideas that trigger our future intrinsic motivation is strengthened.

The fear of not being able. We can see that often the development of ideas is only possible with the collaboration of other people because there are areas of deep knowledge that have not mastered. No one creates something alone! Everyone needs recognition.

The fear of confrontation and face a non-acceptance. I am able to propose but cannot face defeat, even if it is postponing a decision. The awareness that we are not the only creators of the universe and that not all my ideas are brilliant future business allows me to face adversity with serenity and recreate ideas suspended or denied by others.

The fear that my purpose is not shared by others or not meeting their needs. Often our purpose, or meaning to the idea we have, does not meet the expectations of third parties or partners. But just the fact that you have found a meaning makes me and the idea a value-added and that’s why I should tell my story so it can be integrated by others.

The fear of leaving the comfort zone and facing new responsibilities. This is the resistance to change most common to the expression of ideas. It is the feeling that to express and share an idea implies responsibilities and need to restructure the routine. This situations causes the silence.

Probably many ideas are retained in the minds of a lot of lonely creative people waiting for freedom that will only come when they can overcome some fears and concerns.

The potential is there but we need to create an environment that detonates the containers. This may be the first step to building an integrated and creative profile in context.

What do you think?

 

Perfil criativo integrado num contexto!

Receios!

Fui convidado a participar e falar sobre criatividade e inovação numa empresa de software, num evento chamado “After-work” que contou com mais de trinta colaboradores da empresa.

A minha intenção, mais do que falar sobre o que eu penso sobre criatividade, era conseguir criar um clima de abertura para que os presentes falassem sobre o tema e principalmente sobre o sentimento que tinham em relação à criatividade.

O ponto de partida foi o papel das pessoas e do ambiente na criatividade dentro da organização. Devo confessar que o debate excedeu não só as minhas expectativas quanto ao número de intervenções mas também quanto à duração. Foi muito bom!

Quando saí trazia comigo uma ideia latejante que era:

– Como pode um indivíduo incorporar um perfil criativo estando inserido num determinado contexto?

Ainda não tenho uma resposta capaz a esta questão por isso muito do que penso é traduzido em perguntas.

A ideia de fazer parte de uma organização que representa uma entidade pagadora de montantes regulares mensais capazes de garantirem algum sossego na vida familiar está subjacente em qualquer colaborador de uma organização.

A ideia de que a criatividade é fundamental numa organização está subjacente em grande parte dos colaboradores.

A ideia de que qualquer um pode contribuir através da criatividade para o desenvolvimento da organização está subjacente num bom número de colaboradores.

A ideia de que qualquer um é capaz de contribuir através da criatividade para o crescimento da empresa só está subjacente num pequeno número de colaboradores.

Este conjunto de afirmações é uma extrapolação que resulta da minha apreciação durante a conversa que tivemos e que deu origem à ideia de perfil criativo contextualizado.

O que é preciso para que as pessoas sejam capazes de participar na vida da empresa de forma criativa?

Um dos pontos abordados na nossa conversa foi a confiança que cada um de nós tem em si próprio para ganhar coragem e expressar, partilhando, a sua ideia. Existem muitas razões porque tememos falar sobre as ideias que nos surgem, mas parecem-me predominantes:

– O receio de ser ridicularizado. Ler autores do século V A.C. e encontrar nessa leitura um clique para resolver um problema pode ser encarado como “fora de moda”. No entanto quando somos capazes de descobrir analogias na história que despoletam ideias de futuro a nossa motivação intrínseca sai reforçada.

– O receio de não ser capaz. Podemos verificar que, frequentemente, o desenvolvimento das ideias só é possível com a colaboração de outras pessoas, pois há áreas do conhecimento que não dominamos profundamente. Ninguém cria algo sozinho! Toda a gente precisa de reconhecimento.

– O medo da confrontação e de encarar uma não-aceitação. Eu sou capaz de propor mas não consigo enfrentar a derrota, mesmo que esta seja um adiamento de decisão. A consciência de que não somos os únicos criadores do universo e de que nem todas as minhas ideias são futuros negócios brilhantes, permite-me encarar a adversidade com serenidade e recriar as ideias suspensas ou negadas por outros.

– O receio de que o meu propósito não seja partilhado por outros ou que não satisfaça as suas necessidades. Muitas vezes o nosso propósito, ou o significado que para nós a ideia tem, não corresponde às expectativas de terceiros ou parceiros. Mas, só o facto de ter encontrado um propósito faz da ideia e de mim um valor acrescentado e por isso devo contar bem a minha história para que seja integrada pelos outros.

– O receio de sair da zona de conforto e encarar novas responsabilidades. Esta é a resistência à mudança mais comum à expressão de ideias. O sentimento de que expressar e partilhar uma ideia implica assumir responsabilidades e reformular a rotina faz com que o silêncio muitas vezes impere.

Provavelmente muitas ideias ficam retidas nas mentes de muitos criadores solitários aguardando a liberdade que só chegará quando conseguirem vencer alguns medos e receios.

O potencial existe mas é preciso criar um ambiente que faça explodir os contentores. Este pode ser o primeiro passo para a construção de um perfil criativo integrado e num contexto.

O que acha?

Creativity, Connectivity and Trust
Novembro 14, 2010

(Texto em Português depois deste)

Knowledge as a lever!

Trust is a building of emotions and thoughts, based on interactions conducted over time and the result of previous experiences.

A relationship of trust is a psychological state comprising the intention to accept the vulnerability based on the positive expectations of intent or behavior of another person.

May seem irrelevant but when we talk about creativity or when we have creative attitudes confidence emerges as a latent need.

We need to trust ourselves to accept share our ideas, or need to create a trust when we co-create.

Trust may be represented or felt at three distinct levels, ethical, behavioral and knowledge that make us vulnerable according to the concept of tolerable risk that we set for ourselves and for others at these levels.

In a world of virtual connections we trust in the other will accumulate with the experience that is translated by the positive feedback that we consider acceptable but that is not always perceived similarly by whom gives return and by whom does not.

This return is fundamental when we believe in the role that knowledge has on creativity and how often shared not hitherto disciplines are now targets of curiosity and questions. It is trust in who transfers knowledge.

But as the tacit knowledge is more specialized and the exchange of tacit knowledge is what leads to creativity, requires an understanding of the background of interlocutors that tacit knowledge exchange.

Similarly, we need to create trust, an understanding of the background of our interlocutors, to share ideas and to cocreate we will need to know the intentions and observable behaviors of individuals involved in sharing.

The level of trust that I have in me could allow my openness and consequently provide information or ideas because it allows me to accept the critical thinking and refine my thoughts about a particular subject.

The level of trust deposited in other allows me to not only have a starting point of predictable acceptance but also be able to expect a positive contribution to development of ideas or solve problems for which feel incapable.

A sustained balance between confidence in me and trust in others, that is reciprocal, is only possible to settle by feeling generated and perceived in these connections.

Will be predictable building a tool capable of analyzing all our journey in networks and through this analysis we assign the level of trust shown?

Is that confidence can be shaken by a disruptive way?

Is that confidence is related to the ability to establish connections and increase exponentially the stimuli and consequently creativity?

 

 

Criatividade, Conectividade e Confiança

O conhecimento como alavanca.

A confiança é uma construção de emoções e pensamentos, com base em interacções realizadas ao longo do tempo e o resultado de experiências anteriores.

Uma relação de confiança é um estado psicológico que compreende a intenção de aceitar a vulnerabilidade com base nas expectativas positivas das intenções ou comportamento de outra pessoa.

Pode parecer irrelevante mas quando falamos de criatividade ou quando temos atitudes criativas a confiança emerge como uma necessidade latente.

Precisamos de ter confiança em nós próprios para aceitar partilhar as nossas ideias ou precisamos de criar uma relação de confiança quando pretendemos co-criar.

A confiança pode ser representada ou sentida a três níveis distintos, ético, comportamental e conhecimento que nos tornam vulneráveis de acordo com a noção de risco aceitável que definimos para nós próprios e para os outros nesses níveis.

Num mundo de conexões virtuais a confiança que depositamos nos outros vai-se acumulando com a experiência que é traduzida pelo retorno positivo que entendemos aceitável mas que nem sempre é percebido da mesma forma por quem dá retorno e por quem não dá.

Este retorno é fundamental quando pensamos no papel que o conhecimento tem na criatividade e como muitas vezes disciplinas até então não partilhadas são agora destinos de curiosidade e de interrogações. É a confiança depositada em quem transfere conhecimento.

Mas como o conhecimento mais especializado é tácito e o intercâmbio de conhecimento tácito é o que leva à criatividade, é necessária uma compreensão dos antecedentes dos interlocutores para troca desse conhecimento tácito.

Da mesma forma que necessitamos, para criar confiança, de uma compreensão dos antecedentes dos nossos interlocutores, para partilharmos ideias e co-criarmos, vamos precisar de conhecer as intenções e os comportamentos observáveis das pessoas envolvidas na partilha.

O nível de confiança que eu tenho em mim próprio pode permitir a minha abertura e consequentemente disponibilizar informação ou ideias, pois permite-me aceitar o pensamento crítico e refinar os meus pensamentos sobre determinada matéria.

O nível de confiança depositado nos outros permite-me não só ter um ponto de partida de aceitação previsível como também poder esperar contributos positivos para desenvolvimento de ideias ou resolução de problemas para os quais me sinto incapaz.

Um equilíbrio sustentado entre a confiança em mim próprio e a confiança nos outros, que é recíproca, só é possível estabelecer-se pelo sentimento gerado e percebido nessas conexões.

Será previsível a construção de uma ferramenta capaz de analisar todo o nosso trajecto nas redes e através dessa análise nos atribua o nível de confiança demonstrado?

Será que a confiança pode ser abalada de forma disruptiva?

Será que a confiança está relacionada com a capacidade de estabelecer conexões e aumentar exponencialmente os estímulos e consequentemente a criatividade?