Archive for the ‘Conhecimento’ Category

Knowledge and creativity are liberators!
Dezembro 23, 2010

(Texto em Português depois deste)

Exchanges of experience


Interdisciplinarity appears to have potential to liberate knowledge.

Imagine an exchange of experiences in an interdisciplinary team in which participants build a map through which any user can build new structured representations of concepts and the relationships between them!

This map can be used to formalize, organize and represent concepts and even other maps of various disciplines, thereby facilitating the sharing of information and knowledge, but since it is a collaborative environment.


This is a liberating knowledge and simultaneously a lever for creativity.

However, the process of integration of knowledge requires the exercise of judgment, that is, the selection and acceptance of transferable knowledge.

We note with ease that is common to have knowledge of boundary between the various disciplines and this knowledge is easily integrated.

One who does not reside at the borders favors the curiosity and research providing greater wealth between the various disciplines.

Insofar as the results based on different theoretical and methodological perspectives complement each other, we acquired a whole greater than the sum of the parts, because there the validations that before were not imagined

Creativity often requires an interdisciplinary knowledge, and of that are good example immigrants when making important contributions as they install in new stops. This “phenomenon” is not exclusive of genetics, as we can see through reciprocal learning that delivers.

Unlike teams where disciplinary unity prevails and even teams where knowledge of the representatives of the various disciplines are messages of no return and which provide silent errors, interdisciplinarity towards greater openness of communication and developed creative potential, can not only detect these errors as to find solutions for them.

Another feature liberating knowledge is the possibility of differentiated approach when facing many intellectuals and social problems as well as their practices.

But let’s see! The more knowledge we’ve integrated closest to the ideal of knowledge. Admittedly, by the way was tidying the shelves and recycling information or even burning much garbage. But this was only possible in interdisciplinary collaboration environment, environment in which we feel more flexible.

This liberating wording is a good purpose for application in higher education, so that younger generations, not confine to super specialists and have a more real and more social world.

Today we are in the era of nano Science, where he achieved one of the highest levels of interdisciplinary creativity.

Knowledge is liberating because we solves many of our problems, be they more simple or more complex, but when releasing as the knowledge that exist in us and we share in an environment of openness we express a feeling of global liberty.

Freedom does not admit “gurus” or “experts”! We feel it! 


O conhecimento e a criatividade são libertadores!

Trocas de experiências

A interdisciplinaridade parece possuir potencial libertador do conhecimento.

Imaginemos uma troca de experiências numa equipa interdisciplinar, em que os participantes constroem um mapa através do qual um qualquer utilizador pode construir novas representações estruturadas de conceitos e dos relacionamentos entre eles!

Esse mapa pode ser usado para formalizar, organizar e representar conceitos e até outros mapas das várias disciplinas, facilitando assim a partilha de informação e de conhecimento, mas desde que seja num ambiente de colaboração.

Isto é uma forma libertadora de conhecimento e simultaneamente uma alavanca para criatividade.

No entanto, o processo de integração do conhecimento requer o exercício do juízo de valor, isto é, a selecção e aceitação do conhecimento transferível.

Observamos com facilidade que é comum haver conhecimento de fronteira entre as várias disciplinas e esse conhecimento é facilmente integrado.

Aquele que não reside nas fronteiras favorece a curiosidade e a investigação proporcionando maior riqueza entre as várias disciplinas.

Na medida em que os resultados baseados em diferentes perspectivas teóricas e metodológicas se complementem uns aos outros, adquirimos um todo muito maior que a soma das partes, pois há lugar a validações que antes não eram imaginadas

A criatividade muitas vezes exige um conhecimento interdisciplinar, e disso são um bom exemplo os imigrantes, ao fazerem contribuições importantes quando se instalam em novas paragens. Este “fenómeno” não é exclusivo da genética, como é fácil de constatar através das aprendizagens recíprocas que proporciona.

Ao contrário das equipas onde prevalece a unicidade disciplinar e até em equipas onde os conhecimentos dos representantes das várias disciplinas são mensagens sem retorno e que proporcionam erros silenciosos, a interdisciplinaridade face à maior abertura de comunicação e ao desenvolvido potencial criativo, pode não só detectar esses erros como encontrar soluções para eles.

Outra das características libertadoras do conhecimento é a possibilidade de abordagem diferenciada, face a muitos problemas intelectuais, sociais bem como as suas práticas.

Mas vejamos! Quanto mais conhecimento integramos mais próximos estamos do ideal do conhecimento. É certo que pelo caminho fomos arrumando as prateleiras e reciclando informação ou até mesmo incinerando muito lixo. Mas isso só foi possível em ambiente de colaboração interdisciplinar, ambiente em que nos sentimos mais flexíveis.

Esta formulação libertadora é um bom propósito para aplicação no ensino, para que as gerações mais novas, não se confinem aos super especialistas e tenham uma visão mais real e mais social do mundo.

Hoje estamos na era da nano ciência, onde se atingiu um dos patamares mais elevados da criatividade interdisciplinar.

O conhecimento é libertador porque nos resolve muitos dos nossos problemas, sejam eles mais simples ou mais complexos, mas quando libertamos o conhecimento que existem em nós e o partilhamos num ambiente de abertura expressamos um sentimento de liberdade global.

A liberdade não admite “gurus” nem “especialistas”! Sente-se!


Segmentation and the loss of the whole on problem solving
Novembro 20, 2010

 (Texto em Português depois deste)

Creativity and knowledge

“It is interesting to consider that psychologists have been using the scales of seven points for a long time, with intuitive base, that try to tax on thinner categories but doesn’t add much to the usefulness of classifications”. George a. Miller

When faced with a complex problem the alternative that we are more “well educated” to use in resolving this issue is fragmentation.

This ”chunking” allows us to escape the trap (limits) of observation and retention capacity but can go further.

Breaking the project into parts that fit in our capacity to manage an act is almost automatic. This act is advised to relieve tension, considered as a facilitator of creativity by enabling the prolonged dedication on aspects more delimited and even to improve the focus of attention.

Jonah Leher in an article refrred on Twitter by @ dscofield – The Cognitive Cost Of Expertise –  reports some experiments with segmentation and shows the good and the bad side, or sides, of this mental process.

On the one hand, on the basis of this process, some people show greater “the ability to rely on learned patterns to compensate for the inherent limitations of information processing in the brain”, but on the other hand it can come with a dark side, where all ” learned patterns make it harder for us to integrate wholly new knowledge”.

In fact the trap that underlies this segmentation is the ease with which we create blind spots in the observation that eventually we do and the ease with which lost details that may be relevant to our knowledge.

As says Leher you need to be careful and not fall into the temptation to be an expert “unique” of a segment of knowledge and let the world around hovering.

This could be called conventional thinking, focused on what is the obvious relevance with linear causality and relationships that leads to fragmentation to work individually each of the parties. In the case of chess players or London taxi drivers referred to in Leher article, and using conventionality, the choices are made in the best options available.

But I can browse the impact that despite being less obvious are potentially relevant factors shaping decisions and to find solutions coordinates.

I do not need to choose! I can create!

Is this a way of bridging our blind spots?

The intention to develop in-depth knowledge in a specific area must be accompanied by the desire to be alert to the surrounding world and avoid the pitfalls that blind spots represent.

The scope of our field of observation shall be extended by allowing not only the growth of our knowledge but also the birth of new ideas.

Our creativity works like an earthquake, for each major concussion arise a number of replicas that cannot be ignored.

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A segmentação e a perda do todo na resolução de problemas

Criatividade e conhecimento

“É interessante considerar que os psicólogos têm vindo a utilizar as escalas de sete pontos há já muito tempo, com base intuitiva, que tentam taxar em categorias mais finas mas não acrescenta muito para a utilidade das classificações”. George A. Miller

Quando nos deparamos com um problema complexo a alternativa a que estamos mais “bem-educados” a usar na resolução desse problema é a fragmentação.

Esta fragmentação permite fugir à armadilha (limites) da capacidade de observação e retenção mas pode ir mais longe.

Quebrar o projecto em partes que se encaixem na nossa capacidade de gestão é quase um acto automático. Este acto é aconselhado para aliviar a tensão, considerado como facilitador de criatividade ao permitir a dedicação prolongada sobre aspectos mais delimitados e até para melhorar o foco de atenção.

Jonah Leher num artigo indicado no twitter por @dscofield The Cognitive Cost Of Expertise relata algumas experiências com a segmentação e mostra o lado bom e o lado mau, ou os lados, deste processo mental.

Por um lado, com base neste processo, algumas pessoas mostram uma maior capacidade  de confiar em padrões aprendidos para compensar as limitações inerentes ao processamento de informações no cérebro”, mas por outro ldao, pode vir com um lado negro, onde todos “os padrões aprendidos tornam mais difícil para nós, integrar inteiramente novos conhecimentos”.

De facto a armadilha que está subjacente  a esta segmentação é a facilidade com que criamos pontos cegos na observação que eventualmente fazemos e a facilidade com que perdemos detalhes que podem ser relevantes para o nosso conhecimento.

Como diz Leher é preciso ter cuidado e não cair na tentação de ser um perito “unique” de um segmento do conhecimento e deixar o mundo à volta a pairar.

Isto poderia ser chamado o pensamento convencional, focado no que é a relevância óbvia, com relações lineares de causalidade e que nos leva à fragmentação para trabalharmos individualmente cada uma das partes. No caso dos jogadores de xadrez ou dos taxistas de Londres referidos no artigo de Leher, e utilizando o convencionalismo, as escolhas são feitas na melhor das opções disponíveis.

Mas eu posso procurar as relevâncias que apesar de serem menos óbvias são factores potencialmente relevantes e modelar as decisões para encontrar soluções coordenadas.

Não preciso de optar! Posso criar!

Será esta uma forma de colmatar os nossos pontos cegos?

A intenção de desenvolver conhecimento aprofundado numa área específica deve ser acompanhada da vontade de estar alerta para o mundo envolvente e evitar as armadilhas que os pontos cegos representam.

O âmbito do nosso campo de observação deve ser alargado permitindo não só o crescimento do nosso conhecimento mas também o nascimento de ideias novas.

A nossa criatividade funciona como um abalo sísmico, por cada grande abalo surgem uma série de réplicas que não podem ser ignoradas.

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Creativity – Sensations, Perceptions and Realities!
Outubro 20, 2010

(Texto em Português depois deste)

The perception of the whole and the reality!

As the world changes, we create a new model of how it works and that is why, perhaps often, perception is more important than reality.

In fact we are creatures with the power to shape the different things in a unified whole, and it can be demonstrated by our experience, when from an ambiguous image we took several interpretations at the level of perception.

Although closely related, sensation and perception play two complementary functions, but different in how we interpret our world.

The feeling refers to the process of feeling our environment through touch, taste, sight, hearing and smell. This information is sent to our brains, which we interpret to make sense (our way) to everything around us.

Perception is the process, constant, where the human mind organizes the vast amount of material received, records and forwards to cognition. The objective is to select the sensations that are important or are of interest to us, and this happens continuously and often unconsciously.

In the initial phase of perception it seems to be the formation of patterns or contours that dominates. It is an important step to reduce the amount of superfluous details (to us) in sensations, and finding familiar and understandable patterns.

But we were trained to believe that there is only one truth and if we follow this path perception only serves to remove information that does not fit our standards.

Creativity, or the future reality, has other advantages as it allows us to reach new truths with the help of perception that is conditioned by our sensitivity, the quality of stimuli, our experience and the “whole” who receives these stimuli.

This conditioning naturally differ from person to person and from situation to situation, but without wanting to abuse the labeling, I can say that standardization comes at some point common to all these elements of the process of perception.

Yet it is the impact on our past and accumulated experience where patterns are rooted more. The new experiences that bring many sensations, are compared and related to the experience and records accumulated over the years, giving rise to new combinations often surprising.

Our new world takes shape! We create something new that gives rise to a different “whole”.

The whole is always different from the sum of its parts. But, how does it happen?

When we look at things, shapes or objects, proximity or similarity between them determines our perception of them and when these objects are grouped, are viewed as a whole.

Basically, what we do is to reduce it to simple things.

I must confess I do not always perceive the reality that is shown to me in this way. There are lots of creative activities in the sense of complexity, although almost always undesirable!

The creativity of these will depend on the perception and reality, read “truth” that “only” makes sense for anyone who creates laws or delves into philosophy, will be the result of many perceptions.

When I see I create my truth! And because there are many possible truths that I have need to be creative!

Does this somehow have to do with empathy?

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Criatividade – Sensações, Percepções e realidades!

A percepção do todo e a realidade!

À medida que mundo se transforma, nós criamos um novo modelo de como ele funciona e por isso, talvez muitas vezes, a percepção seja mais importante que a realidade.

De facto somos criaturas com o poder de moldar as coisas diferentes, num todo unificado, e isso pode ser demonstrado pela nossa experiência, quando de uma imagem ambígua tiramos várias interpretações, ao nível de percepção.

Embora intimamente relacionados, sensação e percepção desempenham duas funções complementares, mas diferentes na forma como interpretamos o nosso mundo.

A sensação refere-se ao processo de sentir o nosso meio ambiente através do tacto, paladar, visão, audição e olfacto. Essa informação é enviada para os nossos cérebros, onde as interpretamos para dar sentido (o nosso sentido) a tudo que nos cerca.

A percepção é o processo, constante, onde a mente humana organiza a imensa quantidade de material recebido, regista e encaminha à cognição. O objectivo é seleccionar as sensações que têm importância ou são de interesse para nós, e isto acontece de forma contínua e muitas vezes inconsciente.

Na fase inicial da percepção, parece ser a formação de padrões ou contornos que domina. É um passo importante, para reduzir a quantidade de detalhes supérfluos (para nós) nas sensações, e encontrar padrões familiares e compreensíveis.

Mas nós fomos treinados para acreditar que só existe uma verdade e se seguirmos esse caminho a percepção só nos serve para eliminar informação que não se encaixa nos nossos padrões.

A criatividade tem outras vantagens pois permite-nos chegar a “novas verdades” com a ajuda da percepção que é condicionada pela nossa sensibilidade, pela qualidade dos estímulos, a nossa experiência e o “todo” que recebe esses estímulos.

Este condicionamento difere naturalmente de indivíduo para indivíduo e de situação para situação, mas sem querer abusar de rotulagem, pode-se dizer que a padronização toca nalgum ponto comum a  todos estes elementos do processo de percepção.

Contudo é no impacto com a nossa experiência passada e acumulada que a padronização mais se enraíza. As novas experiências que trazem consigo inúmeras sensações, são comparadas e relacionadas com as experiências e registos acumulados ao longo dos anos, dando lugar muitas vezes a novas combinações surpreendentes.

O nosso mundo toma nova forma, criamos algo de novo que dá lugar a um “todo” diferente.

O todo é sempre diferente da soma das partes.  Como é que isso acontece?  

Quando olhamos para as coisas, formas ou objectos, a proximidade ou semelhança entre si determina a percepção que temos delas e quando esses objectos estão agrupados, são vistos como um todo.

No fundo, o que fazemos é reduzi-los a coisas simples.

Devo confessar que nem sempre percepciono a realidade, que me é mostrada, dessa forma. Há muita actividade criativa no sentido da complexidade, embora quase sempre, indesejável!

A criatividade vai depender dessas percepção e a realidade, entenda-se “verdade”, que “só” faz sentido para quem cria leis ou se embrenha em filosofia, vai ser o resultado de muitas percepções.

Quando percepciono crio a minha verdade! E porque há muitas verdades possíveis eu tenho necessidade de ser criativo!

Será que isto tem de alguma maneira a ver com empatia?

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Next stop! Creativity
Outubro 5, 2010

(Texto em Português depois deste)

Goodbye Knowledge! Hello Creativity!

Mankind has an infinite amount of knowledge at their disposal, but not everyone has equal amounts. Knowledge can take many forms and depending on the ease at which it is acquired or internalized, it provides greater or lesser benefits.

This reminds me that one of the first characteristics of materiality is that matter is always limited, i.e. the amount of matter in a certain place and under certain conditions, is limited.

So there are two questions I ask in terms of provoking thought:

– Can knowledge belong to everyone?

– Can knowledge even belong to many?

Lets consider “complex” knowledge, that which we acquire every day and is needed to gain new skills on a personal level, for groups and organizations. These skill levels are enhanced as the difficulty and complexity of such knowledge increases, and require increased levels of ability.

But according Gary Hamel ” In a world of commoditized knowledge, the returns go to the companies who can produce non-standard knowledge. Success here is measured by profit per employee, adjusted for capital intensity. Apple’s profit per head is significantly higher than its major competitors, as is the company’s ratio of profits to net fixed assets.”

In seeking this unique knowledge, creativity emerges as  a differential advantage. The knowledge produced by companies such as Apple is easily transferred to the competition, leading to a new need:-

Create and Re-Create.

The wide variety of information provided by external networks for businesses increases the difficulty of decision making, and assessing the quality and sustainability of information becomes more complex.

The consequences are an extension of general skills and a reliance on experts or specialists.

For this reason and given the nature of the impossibility of exclusive access to knowledge, companies have to find other creative ways to assimilate knowledge.

The territory of Knowledge Management, as it was until recently, is endangered. The new rule will be the combination of knowledge with creativity.

We must build a working environment that embraces attributes such as passion and creativity within organizations. To achieve this we need a fundamental change in the thinking models of those responsible within organizations.

Increasing complexity in an open and dynamic world, as we have today, requires an exceptional development of flexibility and adaptability of individuals and organizations. We are now facing an environment of skills development and growth of knowledge, and at the same time this requires a prominent place for creativity and innovation.

In a complex and knowledge intensive environment, the agents involved in it must not only learn, but also learning to learn and especially to adapt and create something new.

This means that sometimes we need to improve our ability to adapt and remain resilient to market changes.

The increasing intensity of knowledge in our life has moved from the pursuit of physical power and dexterity, to the processing and evaluation of ideas, from materials handling to the symbols and from action to the mind.

We must say goodbye to the “knowledge economy” and say hello to the “creative economy”. – Gary Hamel

 A special thanks to James Rock from @Cultivar for helping me with this translation!


Próxima paragem! Criatividade

Adeus Conhecimento! Olá Criatividade!

A humanidade tem uma determinada quantidade de conhecimentos à sua disposição, mas nem toda a gente o possui. O conhecimento possui qualidades diferentes e conforme a dosagem, da sua aquisição ou internalização, é tomado em grandes quantidades ou pequenas quantidades.

Isto faz-me lembrar que uma das primeiras características da materialidade é que a matéria é sempre limitada, ou seja, a quantidade de matéria, num determinado local e em determinadas condições, é limitada.

Por isso há duas questões que coloco em termos de provocação de pensamento:

– O conhecimento não pode pertencer a todos?

– O conhecimento não pode, sequer, pertencer a muitos?

O conhecimento “complexo”, corrente e a adquirir, aumenta todos os dias e são exigidas novas competências a nível pessoal, aos grupos e às organizações. Estes níveis de competência são alterados à medida que a dificuldade e a complexidade aumentam e exigem capacidade de combinação.

Mas, segundo Gary Hamel, “num mundo do conhecimento como produto, o retorno vai para as empresas que podem produzir conhecimento não standard. O sucesso aqui é medido pelo lucro por empregado, ajustado pela intensidade de capital. O lucro da Apple, per capita, é significativamente maior do que seus principais concorrentes, assim como é o rácio de lucros da empresa para o imobilizado líquido.”

Na procura desse conhecimento que não é o padrão, emerge a criatividade como vantagem de diferenciação. O conhecimento produzido pelas empresas como foi o caso da Apple, facilmente é transferido com facilidade para a concorrência, provocando uma nova necessidade: Criar e voltar a criar.

Face à grande variedade de informação disponibilizada pelas redes exteriores às empresas, aumenta a dificuldade na tomada de decisão e a avaliação da qualidade e sustentabilidade da informação torna-se mais complexa.

As consequências são um alargamento de competências gerais e uma dependência de peritos ou especialistas.

Por essa razão e dada a natureza da impossibilidade de retenção exclusiva dessa informação as empresas têm de encontrar outros caminhos que, necessáriamente passam pela criatividade.

O reinado da gestão do conhecimento, tal como ele era até há pouco tempo está em extinção. O novo reinado será da combinação do conhecimento com a criatividade.

É preciso construir um clima de trabalho, que acolha atributos como a paixão e a criatividade, dentro das organizações. É preciso uma mudança fundamental nos modelos mentais dos responsáveis dentro das organizações.

Aumentar a complexidade num ambiente aberto e dinâmico, como temos hoje, exige um desenvolvimento excepcional de flexibilidade e adaptabilidade dos indivíduos e organizações. Estamos perante um cenário de desenvolvimento de competências e de crescimento de intensidade do conhecimento e que ao mesmo tempo exige um lugar de destaque para a criatividade e a inovação.

Num sistema complexo e envolvente de conhecimento intensivo, os agentes que nele participam têm não só de aprender, como também de aprender a aprender e sobretudo a adaptar-se e a criar algo de novo.

Isto significa que por vezes, estamos a superar a nossa capacidade de adaptação e permanecemos resistentes às mudanças dos mercados.

A crescente intensidade do conhecimento na nossa vida, é expressa na passagem do poder físico e destreza para o processamento e avaliação de ideias, da manipulação de materiais para os símbolos, da acção para a mente.

Temos de dizer Adeus à “economia do conhecimento” e dizer Olá à “economia criativa “. – Gary Hamel


A desired balance or intuition and wisdom
Setembro 23, 2010

(Texto em Português depois deste)

A life’s work has always meaning!

The senior scientists, experienced managers or wise men who attended the informal schools can separate their wisdom into pieces, capable of management, and teaching specific skills associated with wisdom to the younger generations who succeed them.

People have individual learning styles, and select information according to their preferences or availability of reception.

Thus it was that wisdom has been constructed and that is how it can be transmitted.

There is however, a result that is indistinguishable or similar to wisdom – Intuition. I say result because wisdom without sharing it makes no sense.

The standard definition of intuition is “acquired knowledge of something without the use of reasoning or the five basic senses”. We have found over time, many decisions that were successful based on hunches, insights, visions or feelings, but also some failures.

What kind of wisdom is this? Am I intuitive or just run the pleasure principle?

There are similar terms as the sixth sense, insight or instinct.

The first, more like to consider it from a technological standpoint and imagine the use of extra sensors in the fingers not to have to hit. While the instinct is a more of “Animal Kingdom”, discernment may be the “reason” soaked in concentrated doses of attention.

Moreover, the intuition is not a conscious process and not a procedure in stages or steps that finds support bases in deductive logic or inductive. Truly it is not an analytical process.

The intuition results – it can therefore be learned and trained – from a constant attitude of openness to information and of the ability to transform that information into knowledge.

Maintaining a posture of openness, curiosity and exercise in the face of information, causes the application, relevant and timely, of our knowledge in a process of decision making.

Intuition should be taken with balance as you can see this note:

“In order to achieve internalization of information transfer that occurs between shifts of senior officials in the emergency department, there were passages, were interviewed and medical questionnaires were distributed. We found that only considering the transfer of “hard data “such as the rate of cardiac patients, blood pressure, etc., may be insufficient : the transfer of data subtle, “as the ambiguity of intuition, is also a central aspect of this type the working environment is vital to successful cross- coverage. We describe design concepts that aim to capture, display and transfer of intuition to the process of moving. Addressing the issue of support of intuition can be a challenge but also a rewarding opportunity to research human interaction / computer support to the passages of healthcare.” Proceedings of the 18th Australian conference on Computer -Human Interaction: Design: Activities, Artifacts and Environments

Wisdom is, being able to apply knowledge and leverage the balance between the conscious and unconscious.


Um equilíbrio desejado ou intuição e sabedoria

Uma vida de trabalho tem sempre significado!

Os cientistas veteranos, os gestores experientes ou ainda os sábios que frequentaram as escolas informais podem partir a sua sabedoria em pedaços, passíveis de gestão, e ensinar competências específicas com a sabedoria associada, às gerações mais novas ou que lhes sucedem.

As pessoas têm estilos de aprendizagem individuais, e seleccionam a informação de acordo com as suas preferências ou disponibilidades de recepção.

Foi assim que a sabedoria se foi construindo e é assim que ela poderá ser transmitida.

Há no entanto, um resultado que se confunde ou assemelha à sabedoria: a intuição. Digo resultado porque sabedoria sem partilha não faz sentido

A definição padrão da intuição é “conhecimento adquirido de alguma coisa sem o uso do raciocínio ou dos cinco sentidos básicos”. Encontramos ao longo do tempo, muitas decisões que fizeram sucesso com base em palpites, percepções, visões ou sentimentos, mas também encontramos insucessos.

Que tipo de sabedoria é esta? Será que eu sou intuitivo ou apenas funciona o princípio do prazer?

Há termos similares como o sexto sentido, o discernimento ou o instinto.

Quanto ao primeiro, gosto mais de o considerar na perspectiva tecnológica e imaginar a utilização de sensores extra nos dedos para não ter que teclar. Enquanto o instinto é uma abordagem mais do “reino animal”, o discernimento poderá ser a “razão” embebida em doses concentradas de atenção.

Por outro lado a intuição não é um processo consciente, bem como não é um procedimento por fases ou etapas que encontra bases de sustentação em lógica dedutiva ou indutiva. Verdadeiramente não é um processo analítico.

A intuição resulta – pode portanto ser aprendida e treinada – de uma atitude constante de abertura à informação da capacidade de transformar essa informação em conhecimento.

Manter uma postura de abertura, curiosidade e exercício face à informação, provoca a aplicação, pertinente e atempada, do nosso conhecimento, num processo de tomada de decisão.

A intuição deve ser levada com equilíbrio como se pode ver neste apontamento:

“A fim de conseguir uma interiorização da transferência de informações que ocorre entre os turnos de altos funcionários num departamento de emergência, observaram-se as passagens, entrevistaram-se médicos e distribuíram-se questionários. Descobrimos que, apenas considerando a transferência de “dados concretos”, como a taxa de pacientes cardíaca, pressão arterial, etc, pode ser insuficiente: a transferência de “dados subtis”, como a ambiguidade da intuição, também é um aspecto central neste tipo do ambiente de trabalho e vital para cobertura cruzada de sucesso. Nós descrevemos conceitos de design que apontam para a captura, visualização e transferência de intuição para o processo de passagem. Abordar a questão do apoio da intuição pode ser um desafio, mas também uma oportunidade gratificante para pesquisas de interacção humana/computador no apoio às passagens de cuidados de saúde.” Proceedings of the 18th Australia conference on Computer-Human Interaction: Design: Activities, Artefacts and Environments

Ser sábio é, o ser capaz de aplicar o conhecimento e alavancar o equilíbrio entre o consciente e o inconsciente.

(Este texto foi adaptado e traduzido de artigo anterior neste blogue.)

Do not waste your creative ability. Grow It!
Setembro 21, 2010

(Texto em Português depois deste)

Creativity long-term

The creativity is considered the best of human qualities, a key measure of intelligence which separates us from the remainder of the animal kingdom.

Our ability to create, to innovate, it is almost on par with the divine character. Our capacity can result from a recombination of ideas or the restructuring of a form.

But what brings a different dimension to our idea in a world with increasingly available knowledge, is our ability to understand the need to do something that is to detect what is wonderfully different to understand what this idea.

When we were children and adolescents the standards served to counteract them and unleash creativity. We tried different things and experimented with often in our games or events in groups.

But we grow and create habits, create fear of failure and gain our comfort zone. No longer relate to things like when we were kids, because as a child dreamed of having enough strength to lift a truck, today we dream that we are invisible or that when we want to levitate to escape problems or relieve stress.

Our creativity has been shaping up according to the following equation, enunciated by Haren: idea = p(k+I) where p is the person, k is knowledge, and I refers to new information.

“The ability to combine knowledge and information in a new way is important. Only because he has the knowledge and information does not mean that you are a creative person. But it is also impossible to be a creative person without knowledge and information. ”

What happened is that we were growing up, gaining knowledge and being confronted with ever more information and now our ideas resulting from the effects of our experiences, our structure and the information available.

The knowledge then wins a role in the development of creativity through the numerous possible combinations that we can accomplish.

Some studies report that a large number of employees of organizations perceive creativity as fundamental to their work, however there are few who think they are creative.

For there to be more creative people in organizations need to create favorable environmental conditions and policies that do not punish the error. The culture of each society or ecosystem cannot be ignored as can be concluded from examples collected in Japan , Brazil, Sweden , Iceland or the United States.

Existing knowledge in each of these societies is not necessarily equal or similar to, but never fails to be essential in the creative process.

It is often the diversity of cultures and disciplines that leads to more creativity and solutions, to solve problems, more effective and simpler.

In an organization the cult of diversity leads to a wealth of ideas and brings complementarities among their employees, but this requires knowledge sharing and collaborative co -creation.

It is an example of a tool for sharing ideas in an organization:

The exposition of ideas is an important step for all disciplines to combine existing knowledge !

The initiative is an attitude !


 Não percas a tua capacidade criativa! Cultiva-a!

Criatividade de longa duração

A criatividade é considerada a melhor das qualidades humanas, uma das principais medidas de inteligência que nos separa do resto do Reino animal.

A nossa capacidade de criar, de inovar, é quase equiparada às personagens divinas. Esta nossa capacidade pode ser resultado de uma recombinação de ideias ou a reestruturação de uma forma.

Mas o que traz uma dimensão diferente à nossa ideia, num mundo cada vez mais com conhecimento disponível, é a nossa capacidade de compreender a necessidade de fazer algo, isto é, detectar o que é maravilhosamente diferente para compreender o que significa essa ideia.

Quando éramos crianças e até adolescentes as normas serviam-nos para as contrariarmos e dar asas à criatividade. Procurávamos coisas diferentes e experimentávamos com frequência nas nossas brincadeiras ou manifestações em grupos.

Mas crescemos e criamos hábitos, criamos medo de falhar e ganhamos a nossa zona de conforto. Já não relacionamos as coisas como quando éramos crianças, porque enquanto criança sonhávamos em ter força suficiente para levantar um camião, hoje sonhamos que somos invisíveis ou que levitamos quando queremos, para fugir a problemas ou aliviar o stress.

A nossa criatividade foi-se moldando em função da seguinte equação, enunciada por Haren: ideia = p(k+Eu) onde p é a pessoa, k é o conhecimento, e Eu refere-se a novas informações.

“A capacidade de combinar o conhecimento e a informação de uma maneira nova é importante. Só porque se tem o conhecimento e a informação não significa que se é uma pessoa criativa. Mas também é impossível de ser uma pessoa criativa, sem conhecimento e informação. ” 

O que aconteceu é que fomos crescendo, ganhando conhecimento e sendo confrontados com cada vez mais informação e agora as nossas ideias resultam dos efeitos, das nossas experiências, na nossa estrutura e da informação disponível.

O conhecimento ganha então um papel fundamental no desenvolvimento da criatividade através das inúmeras combinações possíveis que podemos realizar.

Alguns estudos referem, que um grande número dos colaboradores das organizações, encaram a criatividade como fundamental para o seu trabalho, no entanto poucos são os que acham que são criativos.

Para que haja mais pessoas criativas nas organizações é preciso criar condições ambientais favoráveis e políticas que não castiguem o erro. A cultura de cada sociedade ou ecossistema não pode ser ignorada como se pode concluir de exemplos recolhidos no Japão, Brasil, Suécia, Islândia ou Estados Unidos.

O conhecimento existente em cada uma destas sociedades não é necessariamente igual ou semelhante, mas nem por isso deixa de ser fundamental no processo criativo.

É muitas vezes a diversidade de culturas e de disciplinas que conduz a mais criatividade e a soluções, para a resolução de problemas, mais eficazes e mais simples.

Numa organização o culto da diversidade conduz à riqueza de ideias e traz complementaridades entre os seus colaboradores, mas para isso é necessária a partilha do conhecimento e a colaboração em co-criação.

Fica um exemplo de um instrumento para a partilha de ideias numa organização:

A exposição de ideias é um passo importante para que todas as disciplinas de conhecimento existentes se combinem!

A iniciativa é uma atitude!

Innovation – Recombine creativity , cognition and learning
Setembro 13, 2010

(Texto em Português depois deste)

From Child to Organization

“Children in this century are too different from us. So we really have to give them all the opportunities, to have the skills so that when they reach our age, they will be equipped in doing what is positive, appropriate for the”- De Ocampo

It does not take much thinking to discover that these children are the next generation to create businesses or to occupy our places in the organizations where we work.

The explosive combination of creativity, cognition and learning coated with a spirit of a champion is not only a model to incorporate as a source of reflection for our status quo, but also a start point.

Let us leave our comfort zones and let us approach this model through the activities we have developed in our organizations.

It is expected that addressing this combination innovation emerge quickly, but sometimes uncoordinated or not inserted in contexts , which does not facilitate or hinder business growth .

If for those children we have to create an environment favorable to its growth by directing it to produce positive results, it is also crucial that our creative ability and innovation should be developed in a balanced and healthy environment within organizations.

Many of our ideas, which may have been launched on a platform like the case of “teepin” are more than intentions to create new procedures , processes and forms of project management, they are representations of will to act. Others are promising products, services or business models.

As a laboratory, our team or organization, need to work in good environmental conditions, as they are comparable to hospitals or to the studio of a sculptor.

In any case before starting another innovation activity we have to clean house.

Then we must orient our ideas based on these challenges:

What can be created to increase our internal capacity to work? 

What can be created to increase our job satisfaction?

What can be created to facilitate and render more agile projects?

What can be created to balance and reconcile work and family?

What can be created to promote sustainability?

What can be created to enhance learning and knowledge transfer?

The answers or solutions to these issues or the mere fact of reflecting on them is a good step to leverage innovation in the organization.

To conclude, in the mode of inspiration, a study of Accenture:

Accenture has identified three steps that leading companies are taking to change their business structure to reach this goal.

First, these companies embrace “recombinant modularity,” breaking their offerings, processes and technologies down into components and platforms that form the basis of extensive low-cost reuse. “Like Volkswagen, and numerous other companies in industries ranging from consumer electronics to consumer packaged goods, firms are converting their businesses into reusable components and platforms and recombining these into new offerings,” observes Paul Nunes, an executive research fellow at the Accenture Institute for High Performance Business in Wellesley, Mass. The advantages of this approach are greater agility and flexibility, and a greater ability to help the business evolve.

Second, having broken their products and processes down into modules, these companies accelerate the speed at which they combine these components to form innovative new processes and offerings. An example is Denmark’s Lego Group. The same interlocking parts are the basis of a multitude of packages and play themes, ranging from kits for making cars and castles to Exo-Force, a brand extension based on the concept of renegade robots.

These companies are effectively moving to a “design once, build once” capability, Mr. Nunes explains. The acceleration of new releases, coupled with the rapid pace of change in technology and fashion, is leading more companies to execute a single production run.

Third, successful companies carefully choose the right combinations of these reusable modules based on an understanding of their distinctive capabilities. “There are an infinite number of possible paths through those component parts, and making the right choices — those that best fit with the company’s business strategy and formula for success — is crucial to achieving high performance,” Mr. Nunes concludes.”

Recombining is to create!


Inovação – Recombinar criatividade, cognição e aprendizagem

Da criança à organização

“A criança do século 21 é uma combinação das três coisas – criador, cognitivas e de aprendizagem e é também uma criança com um espírito de campeão. Ele ou ela pode realmente dizer ‘ eu posso fazer o meu melhor em qualquer situação que eu estou cedido e se eu não sou bom nisso, isso não significa que eu não posso fazer nada ” – De Ocampo

Não é preciso pensar muito para verificarmos que essas crianças são a próxima geração a criar empresas ou a ocupar os nossos lugares nas organizações onde trabalhamos.

A combinação explosiva de criatividade cognição e aprendizagem revestida de um espírito de campeão é, não só, um modelo a incorporar como uma fonte de reflexão para o nosso status quo, mas também um ponto de partida.

Deixemos as nossas zonas de conforto e aproximemo-nos desse modelo através das actividades que desenvolvemos nas organizações.

É esperado que face a esta combinação a inovação surja de forma acelerada, mas por vezes descoordenada ou não inserida em contextos, o que não facilita ou prejudica o crescimento das empresas.

Se para aquelas crianças é necessário criar um ambiente favorável ao seu crescimento, orientando este de forma a produzir resultados positivos, também é fundamental que a nossa capacidade criativa e de inovação seja desenvolvida num ambiente equilibrado e saudável dentro das organizações.

Muitas das nossas ideias, que eventualmente foram já lançadas numa plataforma como o caso do teepin, são mais do que intenções de criar novos procedimentos, processos e formas de gestão de projectos, são representações de vontade de agir. Outras serão promissores produtos, serviços ou modelos de gestão.

Tal como num laboratório, a nossa equipa ou organização precisa de trabalhar em boas condições ambientais, sejam elas comparáveis às instalações hospitalares ou ao ateliê de um escultor.

Quer num caso quer noutro antes de iniciar actividades de inovação temos de arrumar a casa.

Então orientemos as nossas ideias com base nesse desafio:

O que pode ser criado para aumentar a nossa capacidade interna de trabalho?

O que pode ser criado para aumentar a nossa satisfação no trabalho?

O que pode ser criado para facilitar e tornar mais ágeis os projectos?

O que pode ser criado para equilibrar e conciliar trabalho e família?

O que pode ser criado para favorecer a sustentabilidade?

O que pode ser criado para melhorar a aprendizagem e a transferência de conhecimento?

As respostas ou soluções a estas questões, ou o simples facto de reflectirmos sobre elas é um bom passo para alavancar a inovação na organização.

Para concluir, em modo de inspiração, um estudo de Accenture:

Accenture identificou três etapas que as empresas líderes estão a tomar para alterar a sua estrutura empresarial para alcançar esse objectivo.

Em primeiro lugar, essas empresas adoptam a modularidade “recombinante “, separando os seus produtos, processos e tecnologias em componentes e plataformas que formam a base da reutilização de baixo custo extensiva. “Como a Volkswagen, e inúmeras outras empresas em indústrias que vão desde os consumidores de electrónica aos consumidores de produtos embalados, as empresas estão a converter os seus negócios em componentes reutilizáveis e plataformas e recombinando-as em novas ofertas”, observa Paul Nunes, um investigador executivo do Instituto para a Accenture High Performance Business, em Wellesley , Massachusetts. As vantagens desta abordagem são maior agilidade e flexibilidade e uma maior capacidade para ajudar a empresa a evoluir.

Em segundo lugar, depois de ter separado seus produtos e processos em módulos, as empresas aceleram a velocidade a que combinam esses componentes de forma inovadora de novos processos e ofertas. Um exemplo é o Grupo Lego na Dinamarca. As peças interligadas mesmo são a base de uma infinidade de pacotes e os temas jogo, que vão de kits para fazer os carros e os castelos de Exo-Force, uma extensão de marca baseado no conceito de robôs renegados.

Estas empresas estão efectivamente a mudar para uma capacidade “projectar uma vez, construir uma vez “, explica o Sr. Nunes. A aceleração de novos lançamentos, juntamente com o ritmo acelerado das mudanças na tecnologia e moda, está levando mais empresas a executar um ciclo de produção única.

Em terceiro lugar, empresas bem-sucedidas escolhem cuidadosamente as combinações correctas dos módulos reutilizáveis baseados numa compreensão de suas potencialidades distintivas. “Há uma infinidade de caminhos possíveis através desses componentes, e fazendo as escolhas certas – aquelas que melhor se adequam à estratégia de negócios da empresa e a fórmula para o sucesso – é crucial para alcançar alta performance “, conclui o Sr. Nunes.”

Recombinar é criar!

What is knowledge, when change is needed?
Setembro 11, 2010

(Texto em Português depois deste) 

Attitudes, behaviors and knowledge

When there is the intention of performing a specific behavior, we suffer combined influences, of the standards and controls of society in our attitudes.

– What happens if this particular behavior, is change?

– What is the value of our knowledge?

– What is our attitude?

Attitudes are typically derived from trials that everybody does and are rooted in affection, behavior change and cognition. That is, the attitude is a set of a person’s inner thoughts and feelings, while the behavior is usually an outward expression of attitude.

The behaviors often but not always, reflect the established beliefs and attitudes.

After all, the attitude is a little thing that makes a big difference!

We may think that knowledge plays an important role in getting people to begin to change behavior, but this is far from true. 

The ability to socialize with others and encourage them to cooperate to bring about change can be called Social Intelligence, or a combination of five dimensions that reflects our potential when we interact with other individuals.

– Presence – The feeling we have of how our image is perceived.

– Clarity – Our ability to express themselves clearly, to explain concepts and using language effectively, which translates into acceptance through ideas.

– Consciousness – Our ability to understand the social contexts that influence behavior, and through that understanding to develop a strategy for success.

– Authenticity – The way we behave to create a perception of honesty.

– Empathy – Our ability to create a sense of connection with others and encourage them to cooperate.

We know that empathy is an individual capacit , which lies within the person, but in fact arises only when there is an exchange . For this exchange takes place  we must use our ability to understand the intentions and desires of others and thus to relate well in society.

It is the social intelligence that allows us to return, and this is useful for organizations where we do work, because knowledge must be socialized.

The knowledge itself, when only related with the personal data of two parties has not, usually, big trouble.

However we know that most companies have a lot of information scattered departments within them. The content that (should be “knowledge”) is contained in various systems, folders and storage units, which does not allow its management to be shared.

A social attitude in the face of knowledge enables increased productivity and employee satisfaction in the organization and facilitates the acceptance of change.

If we think that eighty -five percent of workers in “Desks” say they are unable to access the right information at the right time, which is a waste of time, easily conclude that there is no collaboration and that without this change behavior is difficult.

Having a good social climate and tools based on new technologies, employees can focus their time on their own competences, and focus on the objective of the business instead of wasting time searching for and validating information.

We are in an environment where we have people, technologies and tools with which we engage.

If we consider all these elements as part of a dynamic structure of knowledge, when we realize how to use it, communication becomes effective, so that it becomes invisible to us , and knowledge becomes collaboration.

Our social intelligence is then put to the test.

In a final approach, the rapid discovery, with high quality, relevant information, improves organizational effectiveness and create an enabling environment for other adventures. It is the adventure of discovery, creativity and innovation.

A clean environment in the information field inspires and creates space to develop our emotional self -awareness and improving interpersonal relations.

Then yes, perhaps the knowledge may have a role in behavioral change.

It’s easy to understand the intentions and desires of others?

– May be! By asking questions!

Para que serve o conhecimento, quando a mudança é necessária ?

Atitudes, comportamentos e conhecimento

Quando existe a intenção de realizar um comportamento específico, sofremos influências, combinadas, das normas e controlos da sociedade nas nossas atitudes.

E se esse comportamento específico é a mudança?

Qual o valor do nosso conhecimento?

Qual é a nossa atitude?

Atitudes são tipicamente derivados de julgamentos, que toda gente faz e estão enraizadas no afecto, na mudança de comportamento e na cognição. Ou seja a atitude, é um conjunto de pensamentos interiores de uma pessoa e dos seus sentimentos, enquanto o comportamento é normalmente uma expressão externa da atitude.

Os comportamentos geralmente, mas nem sempre, reflectem as crenças estabelecidas e atitudes.

Afinal a atitude, é uma coisa pequena que faz uma grande diferença!

Nós podemos pensar que conhecimento desempenha um papel importante para conseguir que as pessoas comecem a mudar o comportamento, mas isso está longe de ser verdade.

A capacidade de conviver com outros e incentivá-los a colaborar no sentido de provocar a mudança, pode chamar-se Inteligência Social, ou seja uma combinação de cinco dimensões que traduz o nosso potencial quando interagimos com outros indivíduos.

– Presença – A sensação que nós temos da forma como a nossa imagem é percebida.

– Clareza – A nossa capacidade de expressão clara, ao explicar conceitos e usando a linguagem de forma eficaz, o que se traduz em aceitação através das ideias.

– Consciência – A nossa capacidade de compreender os contextos sociais que influenciam o comportamento e através dessa compreensão definir uma estratégia de sucesso.

– Autenticidade – A forma como nos comportamos para criar uma percepção de honestidade.

– Empatia – A nossa capacidade de criar um sentimento de ligação com os outros e incentivá-los a colaborar.

Nós sabemos que a empatia é uma capacidade individual, que reside no interior da pessoa, mas só surge quando de facto há uma troca. Para que esta troca se realize, temos de usar a nossa capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e consequentemente de nos relacionarmos bem em sociedade.

É a inteligência social que nos permite a troca, e isso é útil para as organizações onde realizamos trabalho, pois o conhecimento deve ser socializado.

O conhecimento em si, quando encerra apenas os dados pessoais de dois interlocutores não apresenta, normalmente, grandes transtornos.

No entanto nós sabemos que maioria das empresas têm muitas informações espalhados departamentos dentro delas. O conteúdo que (deveria ser “saber”) está contido em vários sistemas, pastas e unidades de armazenamento, o que não permite a sua gestão, para poder ser partilhado.

Uma atitude social face ao conhecimento permite um aumento de produtividade e de satisfação nos colaboradores da organização e facilita a aceitação da mudança.

Se pensarmos que oitenta e cinco por cento dos trabalhadores de “secretária”, dizem não serem capazes de aceder à informação certa, no momento certo, o que é um desperdício de tempo, facilmente concluímos que não existe colaboração e que sem esta a mudança de comportamento é difícil.

Havendo um bom clima social e ferramentas baseadas nas novas tecnologias, os funcionários podem concentrar o seu tempo nas suas competências próprias, e focar o objectivo do negócio, em vez de perder tempo a procurar e validar informação.

Estamos dentro de um ambiente, em que temos pessoas, tecnologias ferramentas e com que nos envolvemos.

Se considerarmos todos estes elementos como parte de uma estrutura dinâmica do conhecimento, quando percebermos como a usar, a comunicação torna-se eficaz, de tal forma que se torna invisível para nós, e o conhecimento passa a colaboração.

A nossa inteligência social está então posta à prova.

Numa abordagem final,  a descoberta rápida, com alta qualidade, da informação relevante, melhora a eficácia organizacional e cria um ambiente propício para outras aventuras. A aventura da descoberta, da criatividade e da inovação.

Um ambiente limpo no domínio da informação, inspira e cria espaço para desenvolver a nossa auto-consciência emocional e melhorar o relacionamento interpessoal.

Aí sim, talvez o conhecimento possa ter um papel activo na mudança comportamental.

– É fácil entender as intenções e desejos dos outros?

– Talvez, fazendo perguntas!

Innovation – To trust ourselves it is not easy!
Setembro 8, 2010

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Courage and Fear

I become curious how some messages provoke some curiosity in me .

With some frequency are directed to me some messages (content produced by third parties) on twitter labeled “cc”! In addition to ensuring my receipt they usually contain materials of personal interest. This was the case in this article, sent by Jorge Barba – Why I Don’t Innovate at Work (or Watch Cooking Shows at the Gym) de Andrew O´Connell.

O’Connell addresses the issue of image risk that people feel when they want to make suggestions for improvement or innovation in an organization.

The feeling that by doing so, we will be judged for the rest of our lives or did not endure a moment of contempt or humiliation, is, in many cases, very strong. But if our attitude is seen as an act of courage to overcome the most conformist mentality or backward, then even if our idea is ridiculed, our self -confidence increases.

For example, if an employee has functions that do not normally call for innovation, it will tend to avoid giving their opinion for fear of being called to attention, as Yuan said and our experience too.

However when the company asks its employees to participate in processes of ideation and supports these initiatives by providing tools and the intersection of views, the initial inhibition tends to disappear.

It may be difficult for some developers to kick off, but being given, participation becomes contagious.

The article mentioned above, suggests some solutions and one of them is to create a culture where everyone understands that being innovative is a desirable image. This is easier said than done, say the author.

And it takes time, I say. It is absolutely right that without a culture of innovation, climate hardly exist for the participation and cooperation of employees of the organization.

However, other actions can be taken, for example, recognizing the initiatives of innovation from those who felt no fear and who were under the same conditions, ensures that there is no punishment.

The role of Human Resources must also be reformed.

It is part of establishing a culture of innovation to innovate processes and organizational structures, their definitions and descriptions.

Although rooted as formal, the “written word”, it is a safety factor, which can be translated in the definitions of functions of team’s leaders, departments or other structures. The obligations of leadership can go through the facilitation and recognition of creativity. It is not an obligation of being creative!

While fear may arise in a clear way or masked fears of tweaking the image, fear of failure, fear of being punished, etc., that fear differs according to the experiences of the past and maybe it is these experiences that are the solution of the problem.

It is up to leadership and Human Resources to create a favorable climate for unlocking.

The first tendency of those who resist giving his opinion is the conviction of one who does.

– “If, I do not because, it is because it doesn’t worth.”

– “If, I do not is because I do not want you to take risks.”

– “If, you take risks, take it! But do not say that I did not warn you.”

These are all expressions used by those who are afraid and demand support for their “weakness.” This “weakness” is most often the joint responsibility of the organizations.

If you do not participate in the processes of innovation at least facilitate them!

Confiar em nós mesmos, não é fácil!

A coragem e o medo

Eu acho curiosa a forma como algumas mensagens provocam em mim alguma curiosidade.

Com alguma frequência são-me dirigidas mensagens (conteúdos elaborados por terceiros) no twitter com a indicação “cc”! Para além de garantirem a minha recepção elas normalmente encerram matérias do meu interesse pessoal. Foi o caso deste artigo, enviado por Jorge Barba – Why I Don’t Innovate at Work (or Watch Cooking Shows at the Gym) de Andrew O´Connell.

O’Connel aborda a questão do risco de imagem que as pessoas sentem quando querem apresentar sugestões para a melhoria ou inovação numa organização.

Um sentimento de que, ao fazê-lo, iremos ser julgados para o resto da nossa vida ou que não suportaremos um momento de desprezo ou humilhação, é, em muitos casos, muito forte. Mas se a nossa atitude for encarada como um acto de coragem para vencer as mentalidades mais conformistas ou retrógradas, então, mesmo que a nossa ideia seja ridicularizada, a nossa auto-confiança aumenta.

Por exemplo, se um funcionário tem funções que normalmente não apelam à inovação, ele terá tendência a evitar dar a sua opinião com medo de ser chamado à atenção.

No entanto quando a empresa solicita a participação dos seus colaboradores em processos de ideação e dá apoio a essas iniciativas, disponibilizando ferramentas e a intersecção de opiniões, a inibição inicial tende a desaparecer.

Poderá ser difícil a alguns colaboradores dar o pontapé de saída, mas sendo dado, a participação passa a ser contagiosa.

O artigo referido acima, aponta algumas soluções e uma delas é criar uma cultura em que todos entendam que ser inovador é uma imagem desejável. Isso é mais fácil dizer do que fazer, diz o autor.

E demora tempo, digo eu. È absolutamente correcto que sem uma cultura de inovação dificilmente existirá clima para a participação e colaboração dos colaboradores da organização.

Entretanto outras atitudes podem ser tomadas, como por exemplo, ao reconhecer, as iniciativas de inovação, daqueles que não sentiram medo e que estavam nas mesmas condições, garante-se a não existência de punição.

O papel do departamento de recursos humanos também tem que ser reformulado.

Faz parte, do estabelecimento de uma cultura de inovação, inovar processos e estruturas organizacionais, as suas definições e descrições.

Embora de cariz formal a palavra escrita, nestas circunstâncias, é um factor de segurança, que pode ser traduzido nas definições de funções de responsáveis de equipas, departamentos ou outro tipo de estruturas. As obrigações de liderança podem passar pela facilitação e reconhecimento da criatividade.

Embora o medo possa surgir de forma clara ou mascarado de receio de beliscar a imagem, receio de falhar, receio de ser punido, etc., esse medo difere de acordo com as experiências do passado e pode ser que seja nessas experiências que esteja a solução do problema.

Cabe à liderança e aos Recursos Humanos criar um clima favorável ao desbloqueio.

A primeira tendência de quem resiste a dar a sua opinião é a condenação de quem o faz.

– “Se eu não faço é porque não vale a pena”.

– “Se eu não faço é porque não quero que corras riscos”.

– “Se queres correr riscos, corre! Mas não digas que eu não te avisei”

São tudo expressões utilizadas por quem tem medo e procura apoio para a sua “fraqueza”. Esta “fraqueza” é na maior parte das vezes da co-responsabilidade das organizações.

Se não participar nos processos de inovação, pelo menos, facilite-os!

Let’s put some color in the Organization.
Agosto 28, 2010

(Texto em Português depois deste)

Living the passion

Passion is an essential component of innovation that can be expressed differently by different leaders, but it is always a major source of energy in a team and an organization.

Passion is not incompatible with a certain amount of discipline.

Teresa Amabile says, ” Every innovation begins with creative ideas … We define innovation as the successful implementation of creative ideas within an organization.

In this perspective creativity by individuals and teams is a starting point for innovation the first is necessary but not sufficient condition for the second.

Innovation, as the business functions, is a management process that requires specific tools, rules and discipline”

The passion and innovation are contagious and should be experienced by all, not being recommended vaccinations or other preventive measures.

” For management it is important to maintain a balance in the leadership team , between lovers, idealists , visionaries , those who are capable of firing the team with creative enthusiasm, and sometimes so passionate realistic, pragmatic, which will ensure that the projects are well run and has hit the market.” Jean -Philippe Deschamps.

In a universe whatever their size, we always find three organizational perspectives, the pessimist, the optimist and the realist.

We need to regulate the environment and try to make people to be passionate about working in the demand for innovation.

How to instill these feelings?

-Exiting the office, so consistent with our tastes and so amenable to accommodation, to talk with employees and “internal customers” about our concerns and about the successes.

-Waving to passing and showing their satisfaction with the dynamics of the project and the great expectations that it places on them.

-Directing its action towards the positive.

-Whilst giving feedback, as is desirable, for, in the application teepin, where you can read:

“Ideas are uploaded and debated by all employees. They can follow, vote and comment them, thus keeping up-to-date on the debates and ideas status of development.”

Leaders and managers are the first to know what is working well and what is not, by virtue of their contact with customers and employees and thereby address the negative aspects in realistic order.

Always concerned with the work the leaders or managers are well aware of the dimensions of the challenges and often raise the bar of expectations.

They should not, however, create extra work space leaving the initiative itself to creativity and innovation. It must be done in a balanced approach to meet the challenges offered and the demands of work and skills to overcome them.

Keep expectations high but not the extra workload.

Generate passion for work is important but it is not by itself guarantee success.

Vamos pôr alguma cor na Organização.

Viver a paixão

A paixão é um componente essencial da inovação que pode ser expressa de forma diferente por diferentes líderes, mas é sempre uma das principais fontes de energia numa equipa e numa organização.

Paixão não é incompatível com uma certa dose de disciplina.

Teresa Amabile diz, “Toda inovação começa com ideias criativas… Nós, definimos inovação como a implementação bem sucedida de ideias criativas dentro de uma organização.

Nesta perspectiva criatividade, pelas pessoas e equipas é um ponto de partida para a inovação, a primeira é condição necessária mas não suficiente para a segunda.

A inovação, como as funções empresariais, é um processo de gestão que requer instrumentos específicos, regras e disciplina”

A paixão e a inovação são contagiosas e devem ser vividos por todos, não sendo aconselhável a vacinação nem outras medidas preventivas.

“Para a gestão o importante é manter um equilíbrio,  na equipa de liderança, entre os apaixonados, idealistas, visionários, os que são capazes de disparar a equipa com entusiasmo criativo, e às vezes tão realisticamente apaixonados, pragmáticos, que irá certificar se os projectos são bem executados e tem sucesso no mercado.” Jean-Philippe Deschamps.

Num universo, qualquer que seja a sua dimensão, organizacional encontramos sempre três perspectivas, o pessimista, o optimista e o realista.

 Há que regularizar o ambiente e procurar fazer com que as pessoas fiquem apaixonadas pelo trabalho na demanda da inovação.

E como incutir esses sentimentos?

Saindo dos gabinetes, tão condizentes com os nossos gostos e tão propícios à acomodação, para falar com colaboradores e “clientes internos” sobre as nossas preocupações e sobre os sucessos.

Acenando ao passar e mostrando o sua satisfação pela dinâmica dos projectos e pelas boas expectativas que deposita neles. Dirigindo a sua actuação para o positivo.   

Não deixando de dar feedback, como é aconselhado, por exemplo, na aplicação teepin, onde se pode ler: “As ideias são inseridas e discutidas por todos os colaboradores, que as podem seguir, votar e comentar, mantendo-se sempre informados sobre a discussão e os diversos estados de evolução dessas ideias”.

Os líderes ou gestores são os primeiros a saber o que está a funcionar bem e o que não está, por força do seu contacto com os clientes e os colaboradores e desta forma abordam os aspectos negativos de forma realista.

Sempre preocupados com o trabalho os líderes ou gestores conhecem bem as dimensões dos desafios e elevam muitas vezes a fasquia das expectativas.

Não devem, no entanto, criar sobrecarga de trabalho deixando espaço à iniciativa própria para a criatividade e inovação. Deve ser sempre feita uma abordagem equilibrada face aos desafios propostos e às exigências de trabalho e competências para os vencer.

Manter as expectativas altas mas nunca a sobrecarga de trabalho.

Gerar paixão é importante para o trabalho mas não é por si só garantia de sucesso.