Archive for the ‘Innovation’ Category

Natural Ideas and ideas in greenhouse
Dezembro 29, 2010

(Texto em Português depois deste)

Do you have preference?

We can say that creativity is the basis where innovation is founded, but even this base requires some kind of construction.

We spend a lot of time collecting information and transform it into knowledge and frequently create new knowledge when we develop new perspectives when faced with a problem that arises.

But as new ideas arise we felt need for more information, thereby creating more knowledge and new perspectives emerge.

 

New ideas are stimuli for knowledge creation and foundations to raise the innovation.

This type of power, new ideas/new knowledge, where curiosity has a crucial energy role, makes from whom it serves  an expert in a particular matter. There is a process of growth but also refining that allows the construction of cognitive skills to identify the relevant elements in more complex issues.

It seems to be right, according to Amabile, that certain personality traits facilitate creativity, independence, tolerance to ambiguity or greater acceptance of risk. However any of us can improve their skills in these or other “areas” through training and workout.

There are more two factors that need to be considered for the construction of base of innovation:

The environment or context and motivation!

Intrinsic motivation, which involves the pleasure to perform a task and the sense of responsibility in executing are powerful levers for creativity whether it be during the design, preparation, incubation or implementation.

The environment can be both an inhibitor, when is characterized by the absence of risk or afraid to fail, as can be a facilitator when promoting interdisciplinarity and allows experimentation.

Suppose that our environment is fertile ground for spreading our ideas. From the moment that we sow should need to sprinkle with an interest equivalent to passion and feed them with constant curiosity.

If the environment is not favorable we have to prepare the ground, digging deep ignorance, removing obstacles and putting opening and knowledge inside.

When our seeds start to germinate we do research and gather information for treating plant properly to their growth. It is important that your growth corresponds to the desired result.

The whole preparation around an idea so that this becomes a solution, includes new hypotheses and knowledge of previous failures.

Observation and reflection are now extremely useful.

All the information we collect begins to self-organize them inside us and we are freed from the tutelage of logic to be able to find solutions.

Our seed try now the various environmental conditions where is installed.

Finally when the fruit is ripe it is time to test it. It is time for emotions, to taste the flavor, smell the aroma and assess the weight.

The idea was developed as the solution, and now the product is recognized as being viable or not. There is a need to test.

It is also desirable and should know now if there are conditions for its implementation. Some moments are inopportune so it is important to verify the existence of serious impediments.

Our thoughts came from the problem until the project that is the vehicle that carries the idea from concept to reality.

 

Often the ideas (seeds), do not follow a normal path nor linear as presented here.

What are the biggest obstacles to the development of our ideas?

 

Will the ideas survive better in cognitive greenhouses ?

 

What do you think?

 

Ideias ao natural e ideias em estufa

 

Tem preferência?

Podemos dizer que a criatividade é a base onde a inovação assenta, mas mesmo essa base requer algum tipo de construção.

Nós passamos muito tempo a recolher informação e a transformá-la em conhecimento e com frequência criamos novos conhecimentos quando desenvolvemos novas perspectivas face a um problema que nos surge.

Mas à medida que novas ideias surgem sentimos necessidade de mais informação, criando assim mais conhecimento e novas perspectivas emergem.

As novas ideias são estímulos para a criação de conhecimento e fundações para erguer a inovação.

Este tipo de alimentação, novas ideias / novo conhecimento, onde a curiosidade tem um papel energético crucial, faz de quem se serve dela, um perito numa determinada matéria. Há um processo de crescimento mas também de refinação que permite a construção de competências cognitivas para identificar os elementos relevantes em problemas mais complexos.

Parece ser certo, de acordo com Amabile, que certos traços de personalidade facilitam a criatividade, como a independência, a tolerância à ambiguidade ou uma maior aceitação do risco. Contudo qualquer um de nós pode melhorar as suas competências, nestas ou noutras “áreas” através de formação e treino.

Há ainda dois factores que importa considerar para a construção da base da inovação:

O meio ambiente ou contexto e a motivação!

A motivação intrínseca, que envolve o prazer de executar uma tarefa e o sentido de responsabilidade na execução são alavancas poderosas para a criatividade seja ela na fase de concepção, preparação, incubação ou realização.

O meio ambiente tanto pode ser um inibidor, quando se caracteriza por ausência de risco ou medo de falhar, como pode ser um facilitador quando promove a interdisciplinaridade e permite a experimentação.

Suponhamos que o nosso meio ambiente é um terreno fértil para semear as nossas ideias. A partir do momento que as semeamos há que necessidade de as regar com um interesse equivalente à paixão e nutri-las com curiosidade constante.

Se o ambiente não for favorável teremos que prepara o terreno, cavando fundo a ignorância, removendo obstáculos e colocando abertura e conhecimento no seu interior.

Quando as nossas sementes começam a germinar há que fazer pesquisa e recolher informação para tratar a planta de forma adequada ao seu crescimento. É importante que o seu crescimento corresponda ao resultado desejado.

Toda a preparação à volta de uma ideia de modo a que esta se converta em solução, inclui novas hipóteses e conhecimento de falhas anteriores.

A observação e a reflexão são agora extremamente úteis.

Toda a informação que recolhemos, começa a auto-organizar-se dentro de nós e ficamos livres da tutela da lógica para poder encontrar soluções.

A nossa semente experimenta agora as diversas condições ambientais onde se instalou.

Finalmente quando o fruto está maduro é altura de o testar. É altura das emoções, de provar o sabor, sentir o aroma e avaliar o peso.

A ideia foi desenvolvida como a solução e agora produto é reconhecida como sendo viável ou não. Há necessidade de testar.

Ela é também desejável e importa saber agora se existem condições para a sua execução. Alguns momentos são inoportunos por isso é importante verificar a existência de impedimentos sérios.

O nosso pensamento veio do problema até ao projecto que é o veículo que transporta a ideia desde o conceito até à realidade.

Muitas vezes as ideias (sementes), não seguem um percurso normal nem linear como o aqui apresentado.

Quais são os maiores obstáculos ao desenvolvimento das nossas ideias?

Será que as ideias sobrevivem melhor em estufas cognitivas?

O que acha?

From creativity to entrepreneurship – What kind of passion in my age?
Dezembro 21, 2010

(Texto em Português depois deste)

What kind of needs?

When innovation is the strong theme, diversity is the condiment most appetizing!

Last week Deb Mills Scofield (@dscofield on Twitter) shared ” Why old people make better entrepreneurs than young ones” by Lowrey Annie, and I felt desire to return to this topic, not only in terms of creative potential but also on potential implementer.

Sometime ago I had written on this blog an article “The tendency to reduce relevance on creativity” which focused on some aspects of the differences between generations. 

Later Ralph-Ohr (@ ralph_ohr on Twitter), wrote a great article “Is Innovation a Matter of Age?” which also gave rise to a great discussion.

The question of differences between generations will not deplete here and I also won’t look to make the defense of any of them.

My opinion is that every generation has a role to play in innovation and that the combination of three or four (include veterans) generations often gives an exceptional result. 

Under the article mentioned by Deb Mills we can read: “older entrepreneurs are creating increasingly new businesses and can overcome younger entrepreneurs within a few years. And that’s not necessarily a bad thing: older entrepreneurs tend to be more successful. ”

The reasons given for the success of older generations as entrepreneurs include the availability of time, a bank account with history of solidity, which includes savings, etc.

It’s easy to see that who is funding, makes it ease to who gives guarantees and if the older generation invests in the creation of an enterprise and that is risking, as in most business.

And it is here, on the notion of risk, that there is a big difference between generations, and where the experience can have a significant weight in the selection of investment.

On the other hand, older generations who got tired of working for others, possible bet more on start-ups where the learned knowledge is crucial to success, situation that hardly happen in younger.

According Wadhwa , “Older entrepreneurs are just able to build companies that are more advanced in their technology and more sophisticated in the way they deal with customers”, when compared with younger entrepreneurs in technology.

Great ideas of older generations are not summarize to the procedures and processes more effective and efficient. The work on innovation by older generations also is more profitable than the younger age groups.

It seems that the exodus occurred in Baby Boomers for innovation and entrepreneurship should not only by tiredness of bosses, but above all because organizations do not leverage its potential.

“Having three generations of workers–Baby Boomers, Generation X and Generation Y–under the same roof could be a recipe for disaster if managed carelessly. But market observers and players say the whole of the strengths, innovation, knowledge and experience gained from having generational diversity at the office is greater than the sum, and well worth the effort.”  – Jamie Yap

Baby boomers in general have an attitude “live to work” and appreciate the employment stability and security, but many of them already felt this stability undermined and decided to undertake other crusades through the creation of enterprises.

Generation X, or the generation of the balance between work and family and social life are usually independent and skilled whilst collaborative.

They are a good example of transition between generations Baby Boomers and generation Y!

The younger generation Y, like to be treated on an equal footing with the other generations, but flexible working and yearns for freedom in their development.

I would argue that there is no age to be creative and to be entrepreneur because in my point of view is the satisfaction of a need that is always underlying and that exist across generations.

–      But what kind of passion?

If it is a dream with little lifetime or a dream of a lifetime, when motivational conditions are combined entrepreneurs emerge and not only in traditional endeavors, but especially in innovation.

For those who risk less and who prefer to work to others it will be useful and healthy if businesses:

For instance, assigning Boomers to be team leaders of a certain project would fulfill their inclination for position and prestige. Gen Xers would appreciate being given autonomy to achieve goals–that were set for them–using their own resourcefulness and creativity. Gen Ys enjoy having opportunities to multitask and be flexible with their working hours, and to work creatively in teams where they are welcome to offer ideas and suggestions.”

Do you want to comment?

Da criatividade ao empreendedorismo – Que tipo de paixão?

Que necessidades?

Quando a inovação é o tema forte, a diversidade é o condimento apetecido!

Na semana passada Deb Mills Scofield (@dscofield no twitter) partilhou “Por que os velhos fazem melhor do que os empresários mais jovens” de Lowrey Annie, eu senti vontade de voltar a este tema, não em termos de potencial criativo mas também de potencial implementador.

Há algum tempo atrás eu tinha escrito neste blogue um artigo “A nossa tendência para reduzir a relevância em criatividade”, onde focava alguns aspectos das diferenças entre gerações.

Mais tarde Ralph-Ohr (@ralph_ohr no twitter), escreveu um óptimo artigo “É a inovação uma questão de idade?” que deu origem a uma também óptima discussão.

A questão das diferenças entre gerações não se vão aqui esgotar e também não vou procurar fazer a defesa de nenhuma delas. A minha opinião é que cada geração tem um papel importante a desempenhar em inovação e que a combinação das três ou quatro (incluir os veteranos) gerações dá, muitas vezes, um resultado excepcional.

No artigo referido por Deb Mills pode ler-se: “os empresários mais antigos estão a criar cada vez mais novas empresas e podem ultrapassar os empresários mais jovens dentro de poucos anos. E isso não é necessariamente uma coisa ruim: os empresários mais velhos tendem a ser mais bem sucedido.”

As razões apontadas para o sucesso das gerações mais velhas como empreendedores incluem a disponibilidade de tempo, uma conta bancária com histórico de solidez, o que inclui poupanças, etc.

È fácil perceber que quem financia o faz com facilidade a quem dá garantias e se a geração mais velha investe na criação de uma empresa, fá-lo arriscando, como na maior parte dos negócios.

E é aqui, na noção de risco, que existe a grande diferença entre gerações e onde a experiência pode ter um peso significativo na selecção de investimento.

Por outro lado, as gerações mais velhas que se cansaram de trabalhar para os outros, possívelmente apostam mais na criação de empresas onde o conhecimento adquirido é crucial para o sucesso, situação que dificilmente se verifica nos mais jovens.

Segundo Wadhwa “Os empresários com mais idade são apenas capazes de construir empresas que estão mais avançados em tecnologia e mais sofisticada na maneira como lidam com os clientes”, quando os comparamos com empresários em tecnologia mais jovens.

As grandes ideias das gerações mais velhas não se resumem a procedimentos e processos mais eficazes e eficientes. O trabalho desenvolvido em inovação pelas gerações mais velhas também é mais rentável que o dos grupos etários mais jovens.

Parece que o êxodo verificado nos Baby Boomers para a inovação e empreendedorismo não se deve só ao cansaço de aturar patrões, mas acima de tudo ao não aproveitamento do seu potencial por parte das organizações.

 “Tendo três gerações de trabalhadores – Baby Boomers, Geração X e Geração Y – sob o mesmo tecto pode ser uma receita para o desastre se gerida sem cuidado. Mas os observadores do mercado e os jogadores dizem que o conjunto das forças, conhecimento, inovação e experiência adquirida com a diversidade de gerações no escritório é maior que a soma, e merece o esforço”

Os Baby Boomers, de uma forma geral, têm uma atitude “viver para trabalhar” e apreciam a estabilidade no emprego e a segurança, mas muitos deles já sentiram essa estabilidade posta em causa e decidiram empreender outras cruzadas atravé da criação de empresas.

A Geração X, ou a geração do equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar e social são geralmente independentes e habilidosos sem deixarem de ser colaborativos.

São um bom exemplo de transição entre as gerações Baby Boomers e geração Y!

Os mais jovens, a geração Y, gostam de ser tratados em igualdade com as outras gerações, mas anseia pelo trabalho flexível e liberdade no seu desenvolvimento.

Eu defendo que não existe idade para se ser criativo nem para se ser empreendedor porque no meu ponto de vista é a satisfação de uma necessidade que está sempre subjacente e elas existem em todas as gerações.

Seja um sonho com pouco tempo de vida ou um sonho de uma vida inteira, quando as condições motivacionais se conjugam os empreendedores emergem e não é só em empreendimentos tradicionais, mas sobretudo em inovação.

Para aqueles que arriscam menos e que preferem o trabalho por conta de outrem, era útil e saudável que as empresas:

“Por exemplo, ao atribuir aos Boomers o serem líderes de equipa de um determinado projecto iria satisfazer a sua inclinação para a posição e prestígio. Geração X gostaria de ser dada autonomia para alcançar metas – que foram definidos para eles – usando seus próprios recursos e criatividade. A geração Y gosta de ter a oportunidade de realizar várias tarefas e ser flexível com as suas horas de trabalho, e para trabalhar criativamente em equipas de onde eles são bem-vindos para oferecer ideias e sugestões.” Jamie Yap

Quer comentar?

Idea’s Flow– a challenge for each one of us
Dezembro 12, 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Dreamers, performers and others

There are stories with two centuries that lead us to the future.

Between 1815 and 1818 the hearing of Beethoven deteriorated to such an extent that he was considered clinically deaf and hit the bottom.

At that time an economic crisis precipitated the decline (as has happened from time to time) and, once again, Beethoven had to reinvent itself, using innovation as an instrument to exit the abyss (bottom).

During six years 1820 the 1826, Beethoven sick and constantly annoyed, but I suppose always passionate about their music, composed some masterpieces as the “Mass in C major”, “Mass in C minor” and the “Ninth Symphony” among other pieces.

Instead of doing like most people with social isolation (attitudes of unloading by contempt suffered), Beethoven turned his experience into music that have become universal on account of their problems and solutions.

Those solutions borne always, from his intuition and his ability to rewrite rules when, environmental and personal issues, threatened him with defeat.

Who reported these steps of Beethoven’s life could have written the story and temperate it with his own emotions, but it is a beautiful story.

When people think of creativity, they generally associate to artwork resulting from an enormous effort that leads to a beautiful result and worthy of admiration.

But if we look and we see how Da Vinci did, do not go to the next without first observe well that before us, we found that some of these achievements are impregnated with restrictions or constraints.

They are beautiful because creativity triumphed over the “rules”.

Restrictions of shape provide clear challenges to overcome.

The works of Johan Sebastian Bach (1685 the 1750) are considered a source of inspiration for creativity and help us to exercise our brain.

I personally feel the float when I hear Bach even touched on electronic devices.

Our brain is an organ that allows us to think and that learns and grows through interacting with the world of perception and action.

Mental stimulation improves brain function and protects really of cognitive decline, as it happens when we exercise. The human brain is able to adapt and reprogram. Even in advanced age, new neurons can develop.

The severe mental decline is usually caused by the disease, while most age-related losses, memory or simply motor skills are the result of inaction and lack of exercise and mental stimulation.

A stream of ideas is music and smooth movement that slides now fast now as turbulence and must account for each one of us a special challenge.

Do you want to comment?

 

Fluxos de ideias – Um desafio para cada um de nós

Sonhadores, executores e os outros

Há histórias com dois séculos que nos levam até ao futuro.

Entre 1815 e 1818 a audição de Beethoven deteriorou-se a tal ponto que ele foi considerado clinicamente surdo e bateu no fundo do poço.

Nessa altura uma crise económica precipitou o seu declínio (como tem acontecido de tempos em tempos) e, mais uma vez, Beethoven teve de se reinventar a si mesmo, usando a inovação como um instrumento para sair do abismo (fundo do poço).

Durante seis anos, 1820 a 1826, Beethoven  doente e constantemente irritado, mas suponho sempre apaixonado pela sua música, compôs algumas obras-primas como a Missa em Dó Maior, a Missa em Dó Menor e a Nona Sinfonia entre outras peças.

Em vez de fazer como a maioria das pessoas com isolamento social, atitudes de descarga pelo desprezo sofrido, Beethoven converteu a sua experiência em músicas que tornaram universais quer os seus problemas quer as soluções.

As suas soluções, nasceram sempre da sua intuição e capacidade de reescrever as regras, quando as questões ambientais e pessoais o ameaçavam com a derrota.

Quem relatou estes passos da vida de Beethoven poderá ter escrito a história temperando-a com as suas próprias emoções, mas não deixa de ser uma linda história.

Quando as pessoas pensam em criatividade, associam de uma forma geral ao trabalho artístico resultante de um esforço enorme que leva a um resultado belo e digno de admiração.

Mas se olharmos e virmos  como fazia Da Vinci, não avançar para um pormenor sem primeiro observar bem aquele que temos em mãos, descobrimos que algumas dessas realizações estão impregnadas de restrições ou constrangimentos.

Elas são bonitas porque a criatividade triunfou sobre as “regras”.

Restrições de forma proporcionam desafios claros a superar.

As obras de Johan Sebastian Bach (1685 a 1750) são consideradas uma fonte de inspiração para a criatividade e ajudam-nos a exercitar o nosso cérebro.

Eu pessoalmente sinto-me a flutuar quando ouço Bach mesmo tocado em aparelhos electrónicos.

O nosso cérebro é um órgão que nos permite pensar e que aprende e cresce interagindo com o mundo através da percepção e da acção.

A estimulação mental melhora a função cerebral e protege realmente do declínio cognitivo, como aliás acontece ao fazermos exercício físico.

O cérebro humano é capaz de se adaptar e se reprogramar. Mesmo em idade avançada, novos neurónios podem desenvolver-se.

O declínio mental severo é geralmente causado pela doença, enquanto a maioria das perdas relacionadas com a idade, memória ou simplesmente habilidades motoras são o resultado da inactividade e falta de exercício e estimulação mental.

Um fluxo de ideias é música e movimento que desliza ora suave ora rápido como turbulência e deve representar para cada um de nós um desafio especial.

No variety of perspectives within organizations
Dezembro 6, 2010

(Texto em Português depois deste)

Creativity camouflaged

Last week, Syamant Sandhir, @ futurescape on Twitter, shared an expression of Vineet Nayar that makes us all, I think, reflect:

In my conversations with students I am surprised at the variety of perspectives. Why can’t we ideate at the same level inside our org.?”

And I might add!

Which Organizational factors inhibit the variety of perspectives?

Which factors can facilitate creativity?

Perspectives don’t have of course to do only with knowledge and not only with our past experience, because they carry a lot of our ability to combine and recreate knowledge and experience.

Will these students when entering the world of organizations loses this capability of exposure their own perspective and the expressions of creativity?

The organizational context, which includes management practices, the work itself and human resources policies, plays an important role in creativity.

We believe that creativity and innovation are important for all organizations and to all jobs, although it is recognized the assumption that some situations and some jobs are more likely to benefit from the creativity than others.

When creativity helps us in integrating an environment it becomes more visible, but the active role of elements of an organization is fundamentally contribute to a common good that translates in the company’s success.

If a student, as such, has space and environment receptive to their ideas, and as Nayar said, such is not the case in organizations, it is very likely that what was attractive becomes routine.

Creativity swamped and became the habitual behavior, almost always of obedience, the visible portion. On the one hand, the organizational context feeds or a comfort zone or constant challenge and on the other hand the personal characteristics determine the movement between creativity and routine. 

When management behaviors are opening and challenge, the characteristics of the work permit interaction and form the groups contemplates the diversity, with a favorable environment for creativity.

A complex and challenging where decision-making is important encourages and motivates intrinsically.

A routine work, with precise tasks where efficiency is considered important, turns creativity in a little risk not acceptable by third parties.

More distant factors may also influence creativity within organizations as its structure and the social climate. 

Min Basadur did an analysis of a Japanese company that uses a structured approach and intentional to develop creativity and problem solving.

The Japanese program included three key components: monetary incentives, alignment of training/training with organizational strategy.

To encourage the ideas, were given monetary rewards for all ideas implementable, regardless of their size. Small rewards were given to individuals, and big rewards have been assigned primarily to the teams.

The program had a broad participation across the enterprise and resulted in about 140 suggestions per person/per year. 

Min Basadur argues that the program succeeded because it was highly motivating. 

However, the motivation there referred to is the result of falling sources, including the rewards, recognition, and coaching. It is unclear to Min Basadur if intrinsic motivation has played a significant role, but it is clear to Daniel Pink in “Drive” for other situations.

What is even clearer is that the motivation is an important factor in the development of perspectives of people within an organization.

This development requires an environment of creativity and fun so characteristic of student groups.

Why the responsibility required to an employee of an organization, can be by one hand a motivating factor and by the other hand inhibit creativity?

If the standards are constraints and this is good for creativity, then why is that the elements of an organization, turn into patterns of obedience and not the challenge?

Are irreverence and rebellion contagious?

 

 

Fraca variedade de perspectivas dentro das Organizações

Criatividade camuflada

A semana passada Syamant Sandhir, @futurescape no twitter, deu a conhecer uma expressão de Vineet Nayar que nos faz a todos, penso eu, reflectir:

“Nas minhas conversas com estudantes eu fiquei surpreendido com a variedade de perspectivas. Porque é que nós não geramos ideias a esse nível dentro da nossa organização?”

E eu acrescento!

Que factores organizacionais inibem a variedade de perspectivas?

Que factores podem facilitar a criatividade?

As perspectivas não têm naturalmente a ver só com conhecimento, nem só com a nossa experiência passada, pois elas carregam muita da nossa capacidade em combinar e recriar conhecimentos e experiências.

Será que esses estudantes quando ingressam no mundo das organizações perdem essa capacidade de exposição de perspectiva própria e as manifestações de criatividade?

O contexto organizacional, que inclui as práticas de gestão, o trabalho em si e políticas de recursos humanos, desempenha um papel importante na criatividade.

Nós pensamos que a criatividade e a inovação são importantes para todas as organizações e para todos os postos de trabalho, embora se admita o pressuposto de que algumas situações e alguns trabalhos são mais propensos a beneficiar da criatividade que outros.

Quando a criatividade nos ajuda na integração de um meio ambiente ela torna-se mais visível, mas o papel activo dos elementos de uma organização é fundamentalmente o de contribuir para um bem comum que se traduz no sucesso da empresa.

Se um estudante, enquanto tal, encontra espaço e ambiente receptivo para as suas ideias, e como diz Nayar, tal não acontece nas organizações, é muito provável que o que era atraente se transforme em rotina.

A criatividade submergiu e passou a ser o comportamento habitual e quase sempre de obediência, a parte visível. Por um lado, o contexto organizacional alimenta ou uma zona de conforto ou de desafio constante e por outro lado as características pessoais determinam a movimentação entre a criatividade e a rotina.

Quando os comportamentos de gestão são de abertura e desafio, as características do trabalho permitem interacção e a constituição dos grupos contempla a diversidade, havendo lugar a um ambiente favorável à criatividade.

Um trabalho complexo e cheio de desafios onde a tomada de decisão é importante encoraja e motiva intrinsecamente.

Um trabalho de rotina, com tarefas precisas onde a eficiência é considerada importante transforma a criatividade num risco pouco aceitável por terceiros.

Factores menos próximos podem também influenciar a criatividade dentro das organizações como a sua estrutura e o clima social.

Min Basadur fez uma análise a uma empresa japonesa que usa uma abordagem estruturada e intencional para desenvolver a criatividade e a resolução de problemas.

O programa japonês incluía três componentes chave: incentivos monetários, alinhamento de formação/treino com a estratégia organizacional. Para incentivar as ideias, foram dadas recompensas monetárias para todas ideias implementáveis, não importando a sua dimensão.

Pequenas recompensas foram dadas para os indivíduos, e grandes recompensas foram atribuídas principalmente às equipas.

O programa teve uma ampla participação em toda a empresa e resultou em cerca de 140 sugestões por pessoa / por ano.

Min Basadur argumenta que o programa teve sucesso porque foi altamente motivador.

No entanto, a motivação aí referida resulta de fontes extrínsecas, incluindo as recompensas, reconhecimento, e coaching. Não está claro para Min Basadur se a motivação intrínseca desempenhou um papel significativo, mas está claro para Daniel Pink em “Drive”

O que fica ainda mais claro é que a motivação é um factor importante no desenvolvimento das perspectivas das pessoas dentro de uma organização. Esse desenvolvimento necessita de um ambiente de criatividade e de divertimento tão característico dos grupos de estudantes.

Porque será que a responsabilidade exigida a um colaborador de uma organização, pode ser por um lado motivadora e por outro inibidora de criatividade?

Se as normas são constrangimentos e isso é bom para a criatividade, então porque é que os elementos de uma organização, as transformam em padrões de obediência e não as desafiam?

Será que a irreverência e a rebeldia são contagiosas?

Guidelines and conflicts in the creative process
Novembro 3, 2010

(Texto em Português depois deste)

Tasks and results

An organization wishing to be creative should be constantly looking for people with ability and willingness for collaboration between the various existing disciplines.

After all is this ability that distinguishes the multidisciplinary teams of interdisciplinary teams. In multidisciplinary team every individual seeks to defend its own specialty and special techniques which causes long approaches and probably weak conclusions.

In an interdisciplinary team, there is a collective ownership of ideas and a shared responsibility assumed.

The creative teams are dynamic, given the diversity of talents that make them up or by how they face the conflict of ideas, either by how they manage the available energies (strengths or weaknesses).

The elements of creative teams are skilled in compensating for the weaknesses of one with the others forces. There is a constant challenge between them and the criticism is taken as a way to raise the level of enjoyment of creative play.

But when an organization is presented with a vertical structure, where the leadership is imposed and ideas circulate with difficulty the environment is not favorable to creativity.

The demand for a single answer to solving a problem that usually originates in a complex situation that corresponds to our everyday lives or looking for logic and standards to find solutions makes it difficult to offer answers based on ideas.

By direct and prolonged observation I think we can say that there are two main types of people:

Those in which the social aspect is remarkable, and

Those most oriented by the instrumentation.

In an organization people-driven instrumentation tend to adhere to standards and strategies that experience has taught them they are more apt to do.

This membership does not facilitate creativity.

When these people will be placed in jobs outside their specialization, creativity tends to develop but can be a conflict and then there is a tendency for regression of development.

We know or think that creativity calls for autonomy and responsibility and that one of the factors that the leverage it exposure to many stimuli from the experience with many diverse local experiences.

In addition, contact with other people allows the confrontation with divergent thoughts that promote consistency of the concept.

In order to blur the barriers to creativity and the conflicts that lead to failure to develop a social climate is important to highlight some aspects.

In an organization when an idea is presented by one of its members, the role of other employees with regard to knowledge is important at the stage of idea generation, as it is, according to Amabile, a prerequisite for creative success.

The interdisciplinary approach is highlighted here and lessens the tendency for orientation by instruments.

The complementarity of networks of team members is essential to promote the idea. If the other team members occupy a different role or a different level on the organization, working in another field of interest, or has connections with people different from the usual contacts, complementarity is evidenced.

Another type of conflict arises when it comes to height of the realization of the idea where the complexity and diversity of details makes the team members despair. At this point it is worth remembering that a results orientation and need for flexibility are the key.

Some studies indicate that successful creative people are aware of his weakness when confronted with the need to perform tasks and for that and for it to meet people qualified to assume the role of expert implementation.

Here the conflict does not exist because complementary personalities emerged.

Note:

Creativity is not typical of creative people, belongs to everyone.

 

Orientações e conflitos no processo criativo

Tarefas e resultados

Uma organização que pretenda ser criativa deve estar constantemente à procura de pessoas com capacidade e com disposição para a colaboração entre as várias disciplinas existentes.

Afinal é essa capacidade que distingue as equipas multidisciplinares das equipas interdisciplinares. Numa equipa multidisciplinar cada indivíduo procura defender a sua própria especialidade e técnicas privilegiadas o que provoca longas abordagens e provavelmente fracas conclusões.

Numa equipe interdisciplinar, há uma apropriação colectiva das ideias e uma co-responsabilização assumida.

As equipas criativas são dinâmicas, dada diversidade de talentos que as compõem, quer pela forma como encaram os conflitos de ideias, quer pela forma como gerem as energias disponíveis (forças ou fraquezas).

Os elementos de equipas criativas são hábeis na compensação das fraquezas de uns com as forças de outros. Há um desafio constante entre eles e as críticas são assumidas como uma forma de elevar o nível de diversão do jogo criativo.

Mas quando uma organização se apresenta com uma estrutura vertical, na qual a liderança é imposta e as ideias circulam com dificuldade o ambiente não é favorável á criatividade.

A procura de uma resposta única para a resolução de um problema que normalmente tem origem numa situação complexa que corresponde ao nosso quotidiano ou a procura de lógica e de normas para encontrar soluções torna difícil a oferta de respostas com base em ideias.

Por observação directa e prolongada penso que podemos afirmar que há dois grandes tipos de pessoas:

Aquelas em que o cunho social é marcante, e

Aquelas mais orientadas pela instrumentalização.

Numa organização as pessoas orientadas pela instrumentalização tendem a aderir a padrões e estratégias que a experiência lhes ensinou estarem mais propensos para realizar.

Esta adesão não facilita a criatividade.

Quando estas pessoas passam a estar inseridas em tarefas fora da sua especialização a criatividade tende a desenvolver-se mas pode surgir um conflito e há então uma tendência para a regressão desse desenvolvimento.

Nós sabemos ou pensamos que a criatividade apela à autonomia e à responsabilidade e que um dos factores que a alavanca é a exposição a muitos estímulos provenientes da vivência com muitas experiências em locais diversificados.

Para além disso, o contacto com outras pessoas permite a confrontação com pensamentos divergentes que promovem a coerência do conceito.

De forma a diluir as barreiras à criatividade e os conflitos que levam ao não desenvolvimento de um clima social importa realçar alguns aspectos.

Numa organização quando uma ideia é apresentada por um dos seus membros, o papel dos restantes colaboradores no que diz respeito ao conhecimento é importante na fase da geração de ideias, pois é, segundo Amabile, um pré-requisito para o sucesso criativo.

A interdisciplinaridade é aqui realçada e esbate a tendência para a orientação instrumentalizada.

A complementaridade das redes dos membros da equipa é essencial para a promoção da ideia. Se os outros membros da equipa ocupam  uma função diferente ou num nível diferente da organização, trabalhando noutro domínio de interesses, ou tem conexões com pessoas diferentes dos contactos usuais, a complementaridade é evidenciada.

Um outro tipo de conflito surge quando se chega á altura da realização da ideia onde a complexidade e diversidade de detalhes faz com que os membros da equipa desesperem. Nesta altura é bom lembrar que uma orientação para resultados e necessidade de flexibilidade são fundamentais.

Alguns estudos referem que as pessoas criativas bem sucedidas estão conscientes da sua fraqueza quando se confrontam com a necessidade de executar tarefas e por isso e para isso reúnem-se de pessoas qualificadas para assumirem o papel de especialistas de implementação.

O conflito não existe porque a complementaridade de personalidades emergiu.

Nota:

A criatividade não é própria de gente criativa, é própria de toda a gente.

Culture and the climate for creativity
Outubro 29, 2010

(Texto em Português depois deste) 

 

Culture and the climate for creativity

Another way

With some regular reading and a little observation we can come to the conclusion that for many problems, the solution can be achieved through the routine, incrementally or analysis processes.

However it is often necessary to resort to other processes, such as intuitive solutions, creative, not incremental and even radical.

The resolution of analytical problems or incremental is a systematic process of working that part of a particular problem for a given solution. This involves defining the problem and a set of appropriate operations to solve the problem, but depending on the description of this and its implementation is limited to a small number of people.

The problem that the problem stated creates often exists when the solution does not fit the stated objectives.

Then we have to look the other way!

When an organization is committed to solving problems, but for which the department cannot respond, we must drop their horizon and develop a culture of creativity.

Maybe Apple is the exception, but in the business world today, the product cycles are becoming shorter and shorter. For organizations to keep pace with demand, they have to be fast and be awake, have to be innovative and constantly adapt to new market.

The need to develop a culture of creativity becomes a reality, but it is not easy to achieve. In fact what is intended is that the visible result can be an abundance of ideas supported by a solid structure.

The culture has to do with the maintenance of convictions, meanings and beliefs in an organization and that are deeply ingrained. If we make the analogy with an iceberg culture represents the submerged part.

But for people to develop creativity, they must work in environments where it manifests inspiring and a cozy atmosphere.

It is the manifestation of climate patterns and behavioral practices that are grounded in culture.

When the strategic vision is shared, there is provided a policy framework that serves as a compass, but when employees are provided a GPS your creativity boils down to turn on and off any one switch.

A deep motivation to generate ideas and pass these to the final product is a result of the tracks and forces that constitute the organizational climate.

Organizations must provide their employees with freedom and sense of responsibility. When an organization provides time to be creative is to develop a climate of creativity.

People, who feel challenged, feel that there is a place to stretch personal boundaries, develop latent talents and explore new possibilities, living a climate of creativity.

People who have a smile, that look like a fun way to experiment and make jokes about that unexpected things are placed in a climate of creativity.

Organizations that invest in a climate of creativity create conditions for dealing with risk and develop an environment of trust. People know they are not punished for failing, when they are involved in activities of experimentation, which is crucial in the journey of ideas.

People who live a climate of creativity are in constant conflict of ideas which provides new opportunities and widening the scope of knowledge.

This attitude of provoked curiosity produces energy and promotes debate.

 

                                                   

Cultura e clima de criatividade

Um outro caminho

 

Com alguma leitura regular e um pouco de observação nós podemos chegar à conclusão que, para muitos problemas, a solução pode ser alcançada através da rotina, de forma incremental ou por processos de análise.

Contudo muitas vezes é necessário recorrer a outros processos, tais como soluções intuitivas, criativas, não incrementais e mesmo radicais.

A resolução de problemas analíticos ou incremental é um processo sistemático de trabalho que parte de um determinado problema para uma determinada solução. Isto envolve uma definição do problema e um conjunto de operações adequadas para resolver o problema, mas dependentes da descrição deste e a sua execução está limitada a um número restrito de pessoas.

O problema que o problema enunciado cria muitas vezes existe quando a solução encontrada não se encaixa nos objectivos definidos.

Aí temos de procurar outro caminho!

Quando uma organização está empenhada na resolução de problemas, mas para os quais os departamentos não conseguem dar resposta, tem de largar os seus horizonte e desenvolver uma cultura de criatividade.

Talvez a Apple seja a excepção, mas no mundo dos negócios de hoje, os ciclos de produtos tornam-se cada vez mais curtos. Para as organizações acompanharem a demanda, têm que ser rápidas e estar despertas, tem que ser inovadoras e adaptar-se constantemente ao novo mercado.

A necessidade de desenvolver uma cultura de criatividade passa a ser uma realidade, mas que não é fácil de se atingir. Na verdade o que se pretende é que o resultado visível possa ser uma abundância de ideias suportada por uma estrutura sólida.

A cultura tem a ver com a manutenção de convicções, significados e crenças, numa organização e que estão profundamente enraizados. Se fizermos a analogia com um iceberg a cultura representa a parte submersa.

Mas, para as pessoas desenvolverem criatividade elas devem trabalhar em ambientes inspiradores e onde se manifesta um clima acolhedor.

Esse clima é a manifestação de padrões e práticas comportamentais que estão alicerçados na cultura.

Quando a visão estratégica é compartilhada, é fornecido um quadro de orientação que serve de bússola, mas quando aos colaboradores é fornecido um GPS a sua criatividade resume-se a ligar e desligar um qualquer interruptor.

A motivação profunda para a geração de ideias e passar destas ao produto final é resultado das pistas e forças que constituem o clima organizacional.

As organizações devem fornecer aos seus colaboradores com liberdade e sentido de responsabilidade. Quando uma organização disponibiliza tempo para se ser criativo está a desenvolver um clima de criatividade.

As pessoas que se sentem desafiadas, que sentem que existe um lugar para estender os limites pessoais, desenvolver talentos latentes e explorar novas possibilidades, vivem um clima de criatividade.

As pessoas que apresentam um sorriso nos lábios, que encaram a diversão como uma forma de experimentação e que contam piadas sobre coisas inesperadas, estão inseridas num clima de criatividade.

As organizações que investem num clima de criatividade, criam condições para enfrentar o risco e desenvolvem um ambiente de confiança. As pessoas sabem que não são punidas por falhar, quando estão envolvidas em actividades de experimentação, que é fundamental no trajecto das ideias.

As pessoas que vivem um clima de criatividade estão em constante conflito de ideias o que proporciona novas oportunidades e alarga o âmbito de conhecimento.

 Esta atitude de curiosidade provocada produz energia e promove o debate.

Ideas need space to be born and time to grow!
Outubro 25, 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Connections, Collisions, and Collaboration

The ideas need two spaces! A space to rise, an inspiring environment, and other of temporal nature, a space to grow and mature.

Often an idea jumps into our world and seems to have appeared out of nowhere or at least without being the result of a research project, known reason or apparent reason, but in fact they represent a set of connections we make.

The connections we make, with some frequency are surprisingly fresh and original, and it seems that the ideas “come from nothing.”

But “From nothing, nothing happens. Each original thought is based on information we already have in our catalog. In a methodical process or by sheer luck, all new ideas come from a combination of existing concepts together in ways that nobody ever did before. Here’s how the imagination is. “-James C. Christiansen

With the ease of gathering information networks that bring the Web today, we are provided a large amount of material to produce combinations that seem to come from nowhere.

To be creative our ideas need to collide with other ideas. Thus novelty is confirmed or not and is enriched both through the construction of complex shapes, or simplification of existing forms.

Our idea through connectivity can find a place to be born and a space to grow, because many times the idea remains within us without being made known to the world around us.

One idea under these circumstances is merely a statement of intent.

But through the connectivity our declaration ceases to be an intention, and we stop being an individual to become a crowd.

If we want to be creative, we have to leave comfort zones and conformist attitudes that can be understood as the product of human adaptation.

To be creative we must be flexible and look at problems from many different angles. The path is towards divergence time for another look at the convergence toward the problem

To be creative we must be able and feel the need to generate a large number of ideas to select a solution.

To be creative we have to face the news as an overarching principle. We refer novelty as being the original.

To be creative we need to elaborate or define our idea. An idea cannot be vague, we must be specific enough so that others can understand, talk about it, work on it and explore it according to their potential.

And to go further and to do in a way that with our idea becomes innovation we have to play with our ability to accept risk.

We know that the individual uncertainty and aversion to risk that we have may affect a choice of conformity, i.e., either we adapt or create.

On the other hand, when we endogenously adapt to our preferences, as individuals conformists, we increase our likelihood of satisfaction, but we give up a better or ideal.

It may seem unrealistic for us to be all creative, but remember that we do not have to be creative with the same problem and that even here the diversity produces better solutions.

Os espaços que as ideias, reclamam!

 

Conexões, Colisões e Colaboração

As ideias precisam de dois espaços! Um espaço para nascer, um ambiente inspirador, e outro de natureza temporal um espaço para crescer e amadurecer.

Muitas vezes uma ideia salta para o nosso mundo e parece ter surgido do nada ou pelo menos sem ser fruto de um trabalho de pesquisa, razão conhecida ou motivo aparente, mas de facto elas correspondem a um conjunto de conexões que fazemos.

As conexões que fazemos, com alguma frequência são surpreendentemente novas e originais, e por isso parece que as ideias “vêm do nada”.

Mas, “De nada, nada se faz. Cada pensamento original baseia-se nas informações que já temos no nosso catálogo. Por um processo metódico ou por pura sorte, todas as novas ideias vêm da combinação de conceitos existentes juntos em formas que nunca ninguém fez antes. Eis como funciona a imaginação”. James C. Christiansen

Com a facilidade de recolha de informação que as redes Web hoje nos trazem, nós estamos fornecidos de uma grande quantidade de material capaz de produzir combinações que parece que vêm do nada.

Para sermos criativos as nossas ideias precisam de colidir com outras ideias. Desta forma a novidade confirma-se ou não e enriquece-se quer através da construção de formas complexas, quer da simplificação das formas existentes.

A nossa ideia através da conectividade pode encontrar um espaço para nascer e um espaço para crescer, porque muitas vezes a ideia permanece dentro de nós sem ser dada a conhecer ao mundo que nos rodeia.

Uma ideia nestas circunstâncias não passa de uma declaração de intenções.

Mas através da conectividade a nossa declaração deixa de ser uma intenção e nós deixamos de ser um indivíduo para passar a ser uma multidão.

Se queremos ser criativos, temos de deixar as zonas de conforto e as atitudes de conformismo que podem ser entendidas como o produto da adaptação humana.

Para sermos criativos temos de ser flexíveis e olhar os problemas de muitos e diferentes ângulos. O caminho é no sentido da divergência para noutro momento encarar a convergência em relação ao problema

Para sermos criativos temos de ser capazes e sentir a necessidade de gerar um grande número de ideias para seleccionar uma solução.

Para sermos criativos temos de encarar a novidade como princípio dominante. Refira-se novidade como sendo a originalidade.

Para sermos criativos temos de elaborar ou definir a nossa ideia. Uma ideia não pode ser vaga, tem de ser suficientemente específica para que os outros a possam entender, falar sobre ela, trabalhar sobre ela e explorá-la de acordo com o seu potencial.

E, para irmos mais longe e fazermos com que a nossa ideia se torne inovação nós temos que jogar com a nossa capacidade de aceitação de risco.

Nós sabemos que a incerteza e a aversão individual que temos ao risco podem afectar uma escolha de conformidade, isto é, ou nos adaptamos ou criamos.

Por outro lado, quando endogenamente adaptamos as nossas preferências, como indivíduos conformistas, aumentamos nossa a probabilidade de satisfação, mas renunciamos a uma situação melhor ou ideal.

Pode parecer utópico que todos sejamos criativos, mas lembremo-nos que não temos que ser criativos em relação ao mesmo problema e que mesmo nesse caso a diversidade produz melhores soluções.

Creativity is neither a disease nor over-sensitivity!
Outubro 7, 2010

(Texto em Português depois deste)

Context is important

Creativity is a human capacity to create something new.

Faced with a situation, usually a problem, our thinking and our actions are in constant motion.

To this movement exists there is need of courage to take risks and make decisions. We must see and have a sense of how things are or can be.

Creativity is full of experiences and emotions that make us integrate small things into a whole and lead to more questions and empty places of understanding.

Creativity is essentially our sensitivity to a context!

Our ability to receive sensations, or our attention and responsiveness in relation to something is responsible for producing ideas which are often used to solve problems.

The image of a creative person, in business, can relate to the image of a hero, a fearless person who faces challenges that go beyond borders and living environments of embarrassment.

These environments are those that require an extra effort to reconcile work and family or social life and often are not a work recognized and rewarded.

Companies and organizations, the large majority still consider creativity as a “special gift” that is useful once in a while. In contrast acknowledge and reward “scribes,” those who faithfully replicate what is already established.

Creativity is a human force constant, not a task or a department.

Creativity lives in people and for people and as such is a source of production and satisfaction of needs even the most hidden.

Being able to understand others, the deeper reasons of their needs is a creative act when defining by creation the path to find them.

But certain contexts make it difficult to be creative in the workplace.

If, for instance, the change is not addressed in the context of working with the developer, may experience situations of this not welfare and negative stress. But if this change is accompanied by creativity and innovation welfare is not at issue.

Aspects of the context of the company or organization such as the structural dependence, organizational obstacles, difficulties of cooperation and wild competition policies can prevent people from being creative.

However creativity is a necessity not an option for most organizations interested in finding an answer to:

– Advanced Technology.

– A changing environment.

– Changes in organizational structures or strategies.

– Overcoming competitors improve their products, processes and services.

– To evolve according to customer wishes.

– Evolution of societies that are increasingly influenced by global issues and diversity. – Marshall Egan

Creativity is important because it allows the application by the organizations of the best balance between adaptability, the ability to plan ahead and alignment, the ability to deal with this.

Some may be many, are forced to focus on this and have closed many of its centers of activity. This happens as a result of the negative impact when the balance is not achieved.

However, it is important to highlight the need to assess the organizational context in which this balance is sought and thus enable the development of creativity and individual well-being and organizational.

Also here the sensitivity has a word to say!

Do you want to comment?

 

 

A criatividade não é uma doença nem excesso de sensibilidade!

O contexto é importante

Criatividade é uma capacidade humana de criar algo de novo.

Face a uma situação, normalmente um problema, o nosso pensamento e a nossa acção estão em constante movimento.

Para que esse movimento exista é preciso ter coragem para assumir riscos e tomar decisões. È preciso ver e ter uma percepção de como as coisas são ou podem ser.

A criatividade é cheia de experiencias e emoções que nos fazem integrar pequenas coisas num todo e nos conduzem a mais interrogações e lugares vazios de compreensão.

A criatividade é essencialmente a nossa sensibilidade face a um contexto!

A nossa capacidade de receber sensações ou a nossa atenção e capacidade de resposta em relação a algo é responsável pela produção de ideias muitas vezes utilizadas para resolver problemas.

A imagem de uma pessoa criativa, nos negócios, pode relacionar-se com a imagem de um herói, uma pessoa destemida que enfrenta desafios, que ultrapassa fronteiras e que vive em ambientes de constrangimento.

Ambientes que obrigam a um esforço suplementar para conciliar o trabalho com a vida familiar e social e que muitas vezes não é um trabalho reconhecido e recompensado.

As empresas e organizações, a larga maioria, ainda considera a criatividade como um “jeito especial” que convém de vez em quando. Em contrapartida reconhece e recompensa “os copistas”, aqueles que replicam com fidelidade o já estabelecido.

A criatividade é uma força humana constante, não é uma tarefa nem um departamento.

A criatividade vive nas pessoas e para as pessoas e como tal é fonte de produção e satisfação de necessidades mesmo as mais ocultas.

Ser capaz de compreender os outros, nas razões mais profundas das suas necessidades é um acto criativo, no sentido em que definiu, criando, o caminho para as encontrar.   

Mas determinados contextos tornam difícil ser criativo no local de trabalho.

Se, por exemplo, a mudança não é tratada, num contexto de trabalho, com o colaborador, este pode experimentar situações de mal-estar e stress negativo. Mas se essa mudança for acompanhada de criatividade e inovação o bem-estar não está em causa.

Aspectos do contexto da empresa ou organização tais como, a dependência estrutural, obstáculos organizacionais, dificuldades de colaboração e as políticas de competição selvagem podem impedir as pessoas de serem criativas.

Mas a criatividade é uma necessidade, não uma opção, para a maioria das organizações interessadas em encontrar uma resposta a:

– Tecnologia avançada.

– Um ambiente em mudança.

– Alteração de estruturas organizacionais ou estratégias.

– Superar concorrentes que melhoram seus produtos, processos e serviços.

– Evoluir de acordo com os desejos do cliente.

– Evolução das sociedades cada vez mais influenciadas pelas questões globais e pela diversidade. – Marshall Egan

A criatividade é importante porque permite realização, pelas organizações, do melhor equilíbrio entre adaptabilidade (a capacidade para planear o futuro) e o alinhamento (a capacidade de lidar com presente).

Algumas, senão muitas, são forçadas a concentrar-se sobre o presente e têm fechar muitos dos seus centros de actividade. Isso acontece como resultado do impacto negativo quando esse equilíbrio não é alcançado.

Contudo, é importante realçar a necessidade de avaliar o contexto organizacional em que esse equilíbrio é procurado e possibilitar assim o desenvolvimento da criatividade e do bem-estar individual e organizacional.

Também aqui a sensibilidade tem uma palavra a dizer!

Quer comentar?

Ideas that break like waves of the sea
Outubro 2, 2010

(Texto em Português depois deste )

Surprising findings

 

There is something very different between what we find  suddenly and what we discover as a result of a systematic and persistent work with logical deduction.

In the first instance it  can be due to serendipity or the faculty of making happy discoveries by accident.

Put it in another way:

The art of finding what we are not seeking when looking for what we do not find!

It is an art and as such it can be practiced. When problems arise in our path we tend to resolve them, i.e., look for solutions. It is a matter of focus! We either face the problems or intentionally turn away from them, and in situations of escape the unexpected can happen.

It is serendipity.

The basic principle to prevent the occurrence of serendipity is to avoid favourable environments

If I don’t pull out the weeds in my garden, I know I won’t have flowers. However, cleaning the ground does not guarantee it will produce beautiful flowers.

The ideas that happen by chance are not built, but the chance may be a favorable environment for ideas to happen!

At home, in a workgroup or an organization, if I keep the information, very tidily organised, I will never be able to combine the ideas at random, and therefore new ideas will not emerge.

Mixing information occasionally may bring surprising results.

Some topics that may be useful to explore the activity of finding something by accident:

– Work with analogies!
– Think about ways to combine sensitivity with the casual!

– Find a special place to think about anything!

– Choose the best times of the day to think about nothing!

– Discover in which field of knowledge do ideas occur by chance

– Check how many random thoughts were the result of misperceptions!

Serendipity is often associated with intuition, but intuition is indeed often linked to decision making and not exactly the birth of a casual idea.

Those who enjoy jazz, easily associate improvisation to serendipity and extraordinary musical discoveries. Jazz is perhaps a good example to opine that the sudden occurrence of ideas can be planned.

In this case, exercise will have to do with the frequency of events.

The important thing to enable ideas to pop up or bubble  is to create a good environment so as to release the day to day tensions and leave room for the imagination.

Finally I can only wish you bon voyage, if you continue to think about serendipity, because a study showed that transatlantic travel presented new possibilities for imagination and creativity to travelers.

Or take a seat  on a terrace by the sea on a small island and then tell me what happened!

 

Ideias que rebentam como as ondas

As descobertas surpreendentes

 

Há algo de muito diferente entre aquilo que descobrimos repentinamente e o que descobrimos fruto de um trabalho sistemático e persistente com dedução lógica.

No primeiro caso poderemos estar face a uma serendipidade ou a faculdade de fazer descobertas felizes e por acidente

Dito de outra maneira:

A arte de encontrar aquilo que não procuramos, ao procurar aquilo que não encontramos!

É uma arte e como tal pode ser praticada. Quando nos surgem problemas o nosso caminho tende para os resolver, isto é, procurar soluções. É uma questão de foco! Ou encaramos os problemas ou nos afastamos intencionalmente deles, e nas situações de fuga o inesperado pode acontecer.

É a serendipidade.

O princípio fundamental para que a serendipidade não aconteça é, evitar ambientes favoráveis.

Se no meu jardim, eu não retirar as ervas daninhas eu sei que não vou ter flores. No entanto se as limpar do terreno, nada me garante que elas vão dar flores bonitas.

A ideias fruto do acaso não são construídas, mas o acaso pode ter um ambiente favorável para que as ideias aconteçam!

Em casa ou num grupo de trabalho ou ainda numa organização, se eu mantiver a informação, muito disciplinadamente arrumada, nunca conseguirei combinar as ideias ao acaso, e consequentemente novas ideias não surgirão.

Misturar ocasionalmente informação pode trazer resultados surpreendentes.

Alguns tópicos que podem ser úteis para explorarmos a actividade de encontrar algo por acidente:

 

– Trabalhar com analogias!
– Pensar em formas de combinar a sensibilidade com o casual!

– Procurar um lugar especial para pensar em nada!

– Escolher, os melhores momentos do dia, para não pensar em nada!

– Analisar em que área do conhecimento é que ocorrem ideias por acidente!

– Verificar quantas ideias casuais foram resultado de percepções incorrectas!

A serendipidade é, muitas vezes, associada à intuição, mas de facto a intuição ocorre frequentemente ligada à tomada de decisão e não propriamente ao nascimento de uma ideia casual.

Para quem aprecia jazz, associa facilmente a serendipidade ao improviso e a descobertas musicais extraordinárias. O jazz é, talvez, um bom exemplo para alvitrar que a ocorrência de ideias repentinas pode ser planeada.

Neste caso o exercício terá a ver com a frequência dos acontecimentos.

No fundo, o importante, para que as ideias saltem ou borbulhem, é criar um bom ambiente, libertar as tensões do dia-a-dia e deixar lugar à imaginação.

Por fim resta-me desejar-lhe boa viagem, se continua a pensar em serendipidade, pois um estudo mostrou que as viagens transatlânticas apresentavam novas possibilidades de imaginação e criatividade para viajantes.

Ou então fique sentado numa esplanada junto ao mar numa ilha de pequenas dimensões e depois conte-me o que se passou!

Travel to the people’s behavior with creativity!
Setembro 29, 2010

(Texto em Português depois deste)

Motivated only till competencies

When I read a Tweet from @ Martin_Jordan “Insights into people’s behavior are the fuel for innovation. — Dennis Boyle of @IDEO, immediately I signed my agreement and thought who observes the behavior of people.

The ability to comment is a skill that must of course be resident on someone and this person need energy to overcome barriers and to be integrated in an ecosystem.

It is necessary the motivation to be creative and the best direction to take is by walking the paths of observation of the behavior of people.

Creativity can be defined as the competence of any problem identification and idea generation that lead us to innovation.

There is a theory of motivation that proposes that the motivation is based on feelings of personal competence.

According to this theory the motivation increases when a person performs a task successfully. But we know that any organization is composed of individuals with different skills and motivations, and most successful companies know how to make individual skills available to the group.

The more effectively way of a business be able to operate within a framework of cooperation is to take advantage of individual successes and thrive as a whole.

However the demand for meaning to the existence of different answers against adversity or obstacles does not stay there.

Another approach shows us a differentiation between intrinsic and extrinsic motivation. The motivation to go to work is concerned, because the activity will bring some reward at the end. We are intrinsically motivated when, seek compromise and well-being in the things we do and this leads us to creativity.

How we use fuel innovation perhaps is easier to understand if we take some time to think on work by Ryan and Deci!

Differentiating extrinsic motivation in types that differ in their degree of autonomy, Ryan and Deci, classify gradations of motivation the genocidal theory of self-determination.

Lack of motivation-Is a state where lack of intention to act. People leave theirself “go on the wave”.

External Adjustment – Activities are made exclusively to comply with external requests. People feel controlled.

Adjustment by introspection – Activities are carried out to get a reward or avoid a punishment, but these things are internal, for example, to avoid the blame or anxiety.

Regulation Identified – People identify themselves with the activities, which are seen as important personally.

Integrated Adjustment – Regulation identified was fully integrated in our “self”.

Intrinsic motivation – Activities that are performed only by the satisfaction of doing it.

These are some of the conditions of departure for a thorough observation of behavior of people and believe that not all that perform go as deep as desired because the energy available is not enough for a trip of this magnitude.

There is subtle but important differences between people who seek to play activities to meet its strengths, which are natural, therefore, feel competent, and people who feel enjoyment face challenges and try out new skills and that are typical of successful entrepreneurs.

If we look only situations that make us feel competent, it is likely that the age let us look bad, and it is unlikely that we have satisfaction with what we do.

People, who have managed to find competence in new skills, found, for sure, the motivation to develop more creative work and better adapted to the real needs of people.

We can’t give motivation, we can facilitate it!

 

Viajar até ao comportamento das pessoas com criatividade!

Motivado só até à competência

Ao ler um tweet de @Martin_Jordan “A capacidade da observação profunda do comportamento das pessoas é o combustível para a inovação” – Dennis Boyle da @IDEO, imediatamente subscrevi o meu acordo e pensei em quem observa o comportamento das pessoas.

A capacidade de observação é uma competência que tem naturalmente de estar residente em alguém e essa pessoa necessita de energia para ultrapassar barreiras e para se integrar num ecossistema.

É necessária a motivação para se ser criativo e a melhor direcção a tomar é percorrendo os caminhos da observação do comportamento das pessoas.

A criatividade pode ser definida como a competência de identificação de qualquer problema e na geração de ideias que nos levam à inovação.

Existe uma teoria da motivação que propõe que a motivação é baseada nos sentimentos de competência pessoal.

Segundo esta teoria a motivação aumenta quando uma pessoa realiza com sucesso uma tarefa. Mas nós sabemos que toda e qualquer organização é composta por indivíduos com diferentes motivações e competências, e as empresas mais bem sucedidas sabem como tornar as competências individuais disponíveis para o grupo.

A forma mais eficaz um negócio poder funcionar dentro de um quadro de colaboração, é tirar proveito de sucessos individuais e prosperar como um todo.

Contudo a procura de significado para a existência de respostas diferentes face a adversidades ou obstáculos, não fica por aí.

Uma outra abordagem, mostra-nos uma diferenciação entre a motivação extrínseca e a intrínseca. A motivação para ir para o trabalho é extrínseca, porque a actividade vai trazer alguma recompensa no fim. Nós estamos intrinsecamente motivados quando, procuramos o compromisso e o bem-estar nas coisas que fazemos e isso conduz-nos à criatividade.

A forma como nós utilizamos o combustível para a inovação talvez fique mais fácil de entender se tirarmos algum tempo para pensar no trabalho de Ryan e Deci!

Diferenciando motivação extrínseca em tipos que diferem no seu grau de autonomia, Ryan e Deci, classificam gradações de motivação a que chamaram teoria da auto-determinação.

Ausência de motivação –  É um estado onde falta de intenção de agir. As pessoas deixam-se “ir na onda”.

Regulação externa – As actividades são feitas exclusivamente para satisfazer solicitações externas. As pessoas sentem-se controladas.

Regulação por introjeção – As actividades são realizados para conseguir uma recompensa ou evitar uma punição, mas essas coisas são internas, por exemplo, para evitar a culpa ou ansiedade.

Regulação Identificada – As pessoas identificam-se com as actividades, que são vistas como pessoalmente importantes.

Regulação Integrada – Uma regulação identificada foi totalmente integrada no nosso “auto”.

Motivação Intrínseca – Uma actividade que é realizada apenas pela satisfação inerente ao facto de a fazer.

Estas são algumas das condições de partida para uma observação profunda do comportamento das pessoas e acredito que nem todos os que a realizam vão tão fundo quanto necessário porque a energia de que dispõem não é suficiente para uma viagem desta dimensão

Há uma diferença subtil, mas importante, entre as pessoas que procuram desempenhar actividades ao encontro dos seus pontos fortes, o que é natural, pois, sentem-se competentes, e as pessoas que sentem o gozo de enfrentar desafios e testar novas habilidades e que são típicas de empresários bem sucedidos, os empreendedores.

Se nós procurarmos apenas situações que nos fazem sentir competentes, é provável que a idade nos deixe ficar mal, e é improvável que tenhamos satisfação com o que fazemos.

As pessoas que conseguiram procurar a competência em novas habilidades, encontraram, por certo, a motivação para desenvolver mais trabalho criativo e melhor adaptado às verdadeiras necessidades das pessoas.

A motivação não se dá, facilita-se!