Natural Ideas and ideas in greenhouse
Dezembro 29, 2010

(Texto em Português depois deste)

Do you have preference?

We can say that creativity is the basis where innovation is founded, but even this base requires some kind of construction.

We spend a lot of time collecting information and transform it into knowledge and frequently create new knowledge when we develop new perspectives when faced with a problem that arises.

But as new ideas arise we felt need for more information, thereby creating more knowledge and new perspectives emerge.

 

New ideas are stimuli for knowledge creation and foundations to raise the innovation.

This type of power, new ideas/new knowledge, where curiosity has a crucial energy role, makes from whom it serves  an expert in a particular matter. There is a process of growth but also refining that allows the construction of cognitive skills to identify the relevant elements in more complex issues.

It seems to be right, according to Amabile, that certain personality traits facilitate creativity, independence, tolerance to ambiguity or greater acceptance of risk. However any of us can improve their skills in these or other “areas” through training and workout.

There are more two factors that need to be considered for the construction of base of innovation:

The environment or context and motivation!

Intrinsic motivation, which involves the pleasure to perform a task and the sense of responsibility in executing are powerful levers for creativity whether it be during the design, preparation, incubation or implementation.

The environment can be both an inhibitor, when is characterized by the absence of risk or afraid to fail, as can be a facilitator when promoting interdisciplinarity and allows experimentation.

Suppose that our environment is fertile ground for spreading our ideas. From the moment that we sow should need to sprinkle with an interest equivalent to passion and feed them with constant curiosity.

If the environment is not favorable we have to prepare the ground, digging deep ignorance, removing obstacles and putting opening and knowledge inside.

When our seeds start to germinate we do research and gather information for treating plant properly to their growth. It is important that your growth corresponds to the desired result.

The whole preparation around an idea so that this becomes a solution, includes new hypotheses and knowledge of previous failures.

Observation and reflection are now extremely useful.

All the information we collect begins to self-organize them inside us and we are freed from the tutelage of logic to be able to find solutions.

Our seed try now the various environmental conditions where is installed.

Finally when the fruit is ripe it is time to test it. It is time for emotions, to taste the flavor, smell the aroma and assess the weight.

The idea was developed as the solution, and now the product is recognized as being viable or not. There is a need to test.

It is also desirable and should know now if there are conditions for its implementation. Some moments are inopportune so it is important to verify the existence of serious impediments.

Our thoughts came from the problem until the project that is the vehicle that carries the idea from concept to reality.

 

Often the ideas (seeds), do not follow a normal path nor linear as presented here.

What are the biggest obstacles to the development of our ideas?

 

Will the ideas survive better in cognitive greenhouses ?

 

What do you think?

 

Ideias ao natural e ideias em estufa

 

Tem preferência?

Podemos dizer que a criatividade é a base onde a inovação assenta, mas mesmo essa base requer algum tipo de construção.

Nós passamos muito tempo a recolher informação e a transformá-la em conhecimento e com frequência criamos novos conhecimentos quando desenvolvemos novas perspectivas face a um problema que nos surge.

Mas à medida que novas ideias surgem sentimos necessidade de mais informação, criando assim mais conhecimento e novas perspectivas emergem.

As novas ideias são estímulos para a criação de conhecimento e fundações para erguer a inovação.

Este tipo de alimentação, novas ideias / novo conhecimento, onde a curiosidade tem um papel energético crucial, faz de quem se serve dela, um perito numa determinada matéria. Há um processo de crescimento mas também de refinação que permite a construção de competências cognitivas para identificar os elementos relevantes em problemas mais complexos.

Parece ser certo, de acordo com Amabile, que certos traços de personalidade facilitam a criatividade, como a independência, a tolerância à ambiguidade ou uma maior aceitação do risco. Contudo qualquer um de nós pode melhorar as suas competências, nestas ou noutras “áreas” através de formação e treino.

Há ainda dois factores que importa considerar para a construção da base da inovação:

O meio ambiente ou contexto e a motivação!

A motivação intrínseca, que envolve o prazer de executar uma tarefa e o sentido de responsabilidade na execução são alavancas poderosas para a criatividade seja ela na fase de concepção, preparação, incubação ou realização.

O meio ambiente tanto pode ser um inibidor, quando se caracteriza por ausência de risco ou medo de falhar, como pode ser um facilitador quando promove a interdisciplinaridade e permite a experimentação.

Suponhamos que o nosso meio ambiente é um terreno fértil para semear as nossas ideias. A partir do momento que as semeamos há que necessidade de as regar com um interesse equivalente à paixão e nutri-las com curiosidade constante.

Se o ambiente não for favorável teremos que prepara o terreno, cavando fundo a ignorância, removendo obstáculos e colocando abertura e conhecimento no seu interior.

Quando as nossas sementes começam a germinar há que fazer pesquisa e recolher informação para tratar a planta de forma adequada ao seu crescimento. É importante que o seu crescimento corresponda ao resultado desejado.

Toda a preparação à volta de uma ideia de modo a que esta se converta em solução, inclui novas hipóteses e conhecimento de falhas anteriores.

A observação e a reflexão são agora extremamente úteis.

Toda a informação que recolhemos, começa a auto-organizar-se dentro de nós e ficamos livres da tutela da lógica para poder encontrar soluções.

A nossa semente experimenta agora as diversas condições ambientais onde se instalou.

Finalmente quando o fruto está maduro é altura de o testar. É altura das emoções, de provar o sabor, sentir o aroma e avaliar o peso.

A ideia foi desenvolvida como a solução e agora produto é reconhecida como sendo viável ou não. Há necessidade de testar.

Ela é também desejável e importa saber agora se existem condições para a sua execução. Alguns momentos são inoportunos por isso é importante verificar a existência de impedimentos sérios.

O nosso pensamento veio do problema até ao projecto que é o veículo que transporta a ideia desde o conceito até à realidade.

Muitas vezes as ideias (sementes), não seguem um percurso normal nem linear como o aqui apresentado.

Quais são os maiores obstáculos ao desenvolvimento das nossas ideias?

Será que as ideias sobrevivem melhor em estufas cognitivas?

O que acha?

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Creativity in business! Is it a sacrifice?
Dezembro 27, 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Where is beauty?

“The more perfect the artist, the more completely separate in him will be the man who suffers and the mind which creates; the more perfectly will the mind digest and transmute the passions which are its material” – T. S. Elliot

Creativity and art are two notions that originate often conflicts both for the creator and to the viewer whether it be a passive person or active of the shared as well.

Creativity is often faced with two questions:

Should I sacrifice creativity in favor of business?

I have to sacrifice sales in favor of my creativity?

When we created it is necessary that we are familiar with the walk towards the unknown and not lose in the uncertainty of the future or succumb to fear, when faced with the sacrifice of creation.

“In the creative act, the artist goes from intention to realization through a chain of totally subjective reactions. His struggle toward the realization is a series of efforts, pains, satisfaction, refusals, decisions, which also cannot and must not be fully self-conscious, at least on the esthetic plane.” – Marcel Duchamp

The sacrifices in creativity are often placed both designers of Web pages as the painters of illustrious people portraits or the creators of toothbrushes.

But to what extent there is a sacrifice in the creative act? To what extent a creative person in a company is sacrificed?

The creator gives its mark to the “taste” of the spectator, consumer or user, but it is important to know the weight of that mark in the final product.

It matters whether the creative act in its process of mutation of the intention to realization, destroys the intentions to meet consumer needs or desires.

To what extent is a creative act, satisfaction of needs of the user or consumer?

A creative act is not executed by the creator alone. The recipient of mental creation participates in the construction carried out by the creator, because he represents the outside world that is necessary to decipher.

It seems to be a fact that there are the aesthetic qualities of consumer products, important factors in the formation of behavior and consumer preferences.

Consumers or users of products are consumers of beauty and creativity and these two attributes, sometimes go hand in hand other backs, even though the two represented positive charges when there is a decision.

Beauty can be seen as part of creativity, although many opinions relate as fundamental factors of creativity the novelty and usability.

With elegance and attractiveness beauty is also an important factor in creativity.

There are however argue that beauty and creativity cannot coexist because beauty is part of a domain of familiarity that opposes originality.

Is this dilemma, the ultimate sacrifice, which defends creativity as leverage critical to the success of organizations?

To what extent the intent and the values of a creator should be sacrificed in favor of something familiarly beautiful?

Do you want to comment?

 

 

Criatividade em negócios é um sacrifício?

Onde pára a beleza?

“Quanto mais perfeito do artista, quanto mais completamente separado dele será o homem que sofre e a mente que cria; quanto mais perfeitamente a mente digerirá e transmutará as paixões que são os seus materiais. ” T. S. Elliot

A criatividade e arte são duas noções que originam muitas vezes conflitos quer para o criador quer para o espectador seja ele um sujeito passivo ou activo do bem partilhado.

A criatividade é muitas vezes confrontada com duas questões:

Devo sacrificar a criatividade a favor dos negócios?

Devo sacrificar as vendas a favor da minha criatividade?

Quando criamos é necessário que estejamos familiarizados com a caminhada rumo ao desconhecido e não nos percamos na incerteza do futuro ou cedamos ao medo, quando confrontados com o sacrifício da criação.

“No acto criativo, o artista vai da intenção à realização através de uma cadeia de reacções subjectivas. A sua luta em direcção à realização traduz-se numa série de esforços, dores, satisfação, recusas, decisões, que também não podem e não devem ser totalmente auto-conscientes, pelo menos no plano estético.” Marcel Duchamp

Os sacrifícios em criatividade são muitas vezes colocados tanto a desenhadores de páginas Web como a pintores de retratos de gente ilustre ou a criadores de escovas de dentes.

Mas até que ponto existe um sacrifício no acto criativo? Até que ponto uma pessoa criativa numa empresa se sacrifica?

O criador dá o seu cunho pessoal ao “gosto” do espectador, consumidor ou utilizador, mas importa saber qual o peso dessa marca no produto final.

Importa saber até que ponto o acto criativo no seu processo de mutação da intenção á realização, destrói as intenções para satisfazer as necessidades ou desejos do consumidor.

Até que ponto é um acto criativo, a satisfação das necessidades do utilizador ou consumidor?

Um acto criativo não é executado pelo criador sozinho. O destinatário da criação participa na construção mental realizado pelo criador, porque ele representa o mundo exterior que é necessário decifrar.

Parece ser um facto que, são cada vez mais as qualidades estéticas de produtos de consumo, os factores importantes na formação de comportamento e preferências dos consumidores.

Os consumidores ou utilizadores de produtos são consumidores de beleza e de criatividade e estes dois atributos, umas vezes andam de mãos dadas outras de costas viradas, apesar de os dois representaram cargas positivas quando há lugar a uma decisão.

A beleza pode ser encarada como parte da criatividade, apesar de muitas opiniões referirem como factores fundamentais da criatividade a novidade e a usabilidade. A par da elegância e da atractividade a beleza constitui também um factor importante na criatividade.

Há no entanto quem defenda que beleza e criatividade não podem coexistir porque a beleza enquadra-se num domínio de familiaridade que se opõe à originalidade.

Será este dilema, o sacrifício supremo de quem defende a criatividade como alavanca fundamental para o sucesso das organizações?

Até que ponto as intenções e os valores de um criador devem ser sacrificados em favor de algo familiarmente belo?

Quer comentar?

Knowledge and creativity are liberators!
Dezembro 23, 2010

(Texto em Português depois deste)

Exchanges of experience

 

Interdisciplinarity appears to have potential to liberate knowledge.

Imagine an exchange of experiences in an interdisciplinary team in which participants build a map through which any user can build new structured representations of concepts and the relationships between them!

This map can be used to formalize, organize and represent concepts and even other maps of various disciplines, thereby facilitating the sharing of information and knowledge, but since it is a collaborative environment.

 

This is a liberating knowledge and simultaneously a lever for creativity.

However, the process of integration of knowledge requires the exercise of judgment, that is, the selection and acceptance of transferable knowledge.

We note with ease that is common to have knowledge of boundary between the various disciplines and this knowledge is easily integrated.

One who does not reside at the borders favors the curiosity and research providing greater wealth between the various disciplines.

Insofar as the results based on different theoretical and methodological perspectives complement each other, we acquired a whole greater than the sum of the parts, because there the validations that before were not imagined

Creativity often requires an interdisciplinary knowledge, and of that are good example immigrants when making important contributions as they install in new stops. This “phenomenon” is not exclusive of genetics, as we can see through reciprocal learning that delivers.

Unlike teams where disciplinary unity prevails and even teams where knowledge of the representatives of the various disciplines are messages of no return and which provide silent errors, interdisciplinarity towards greater openness of communication and developed creative potential, can not only detect these errors as to find solutions for them.

Another feature liberating knowledge is the possibility of differentiated approach when facing many intellectuals and social problems as well as their practices.

But let’s see! The more knowledge we’ve integrated closest to the ideal of knowledge. Admittedly, by the way was tidying the shelves and recycling information or even burning much garbage. But this was only possible in interdisciplinary collaboration environment, environment in which we feel more flexible.

This liberating wording is a good purpose for application in higher education, so that younger generations, not confine to super specialists and have a more real and more social world.

Today we are in the era of nano Science, where he achieved one of the highest levels of interdisciplinary creativity.

Knowledge is liberating because we solves many of our problems, be they more simple or more complex, but when releasing as the knowledge that exist in us and we share in an environment of openness we express a feeling of global liberty.

Freedom does not admit “gurus” or “experts”! We feel it! 

 

O conhecimento e a criatividade são libertadores!

Trocas de experiências

A interdisciplinaridade parece possuir potencial libertador do conhecimento.

Imaginemos uma troca de experiências numa equipa interdisciplinar, em que os participantes constroem um mapa através do qual um qualquer utilizador pode construir novas representações estruturadas de conceitos e dos relacionamentos entre eles!

Esse mapa pode ser usado para formalizar, organizar e representar conceitos e até outros mapas das várias disciplinas, facilitando assim a partilha de informação e de conhecimento, mas desde que seja num ambiente de colaboração.

Isto é uma forma libertadora de conhecimento e simultaneamente uma alavanca para criatividade.

No entanto, o processo de integração do conhecimento requer o exercício do juízo de valor, isto é, a selecção e aceitação do conhecimento transferível.

Observamos com facilidade que é comum haver conhecimento de fronteira entre as várias disciplinas e esse conhecimento é facilmente integrado.

Aquele que não reside nas fronteiras favorece a curiosidade e a investigação proporcionando maior riqueza entre as várias disciplinas.

Na medida em que os resultados baseados em diferentes perspectivas teóricas e metodológicas se complementem uns aos outros, adquirimos um todo muito maior que a soma das partes, pois há lugar a validações que antes não eram imaginadas

A criatividade muitas vezes exige um conhecimento interdisciplinar, e disso são um bom exemplo os imigrantes, ao fazerem contribuições importantes quando se instalam em novas paragens. Este “fenómeno” não é exclusivo da genética, como é fácil de constatar através das aprendizagens recíprocas que proporciona.

Ao contrário das equipas onde prevalece a unicidade disciplinar e até em equipas onde os conhecimentos dos representantes das várias disciplinas são mensagens sem retorno e que proporcionam erros silenciosos, a interdisciplinaridade face à maior abertura de comunicação e ao desenvolvido potencial criativo, pode não só detectar esses erros como encontrar soluções para eles.

Outra das características libertadoras do conhecimento é a possibilidade de abordagem diferenciada, face a muitos problemas intelectuais, sociais bem como as suas práticas.

Mas vejamos! Quanto mais conhecimento integramos mais próximos estamos do ideal do conhecimento. É certo que pelo caminho fomos arrumando as prateleiras e reciclando informação ou até mesmo incinerando muito lixo. Mas isso só foi possível em ambiente de colaboração interdisciplinar, ambiente em que nos sentimos mais flexíveis.

Esta formulação libertadora é um bom propósito para aplicação no ensino, para que as gerações mais novas, não se confinem aos super especialistas e tenham uma visão mais real e mais social do mundo.

Hoje estamos na era da nano ciência, onde se atingiu um dos patamares mais elevados da criatividade interdisciplinar.

O conhecimento é libertador porque nos resolve muitos dos nossos problemas, sejam eles mais simples ou mais complexos, mas quando libertamos o conhecimento que existem em nós e o partilhamos num ambiente de abertura expressamos um sentimento de liberdade global.

A liberdade não admite “gurus” nem “especialistas”! Sente-se!

From creativity to entrepreneurship – What kind of passion in my age?
Dezembro 21, 2010

(Texto em Português depois deste)

What kind of needs?

When innovation is the strong theme, diversity is the condiment most appetizing!

Last week Deb Mills Scofield (@dscofield on Twitter) shared ” Why old people make better entrepreneurs than young ones” by Lowrey Annie, and I felt desire to return to this topic, not only in terms of creative potential but also on potential implementer.

Sometime ago I had written on this blog an article “The tendency to reduce relevance on creativity” which focused on some aspects of the differences between generations. 

Later Ralph-Ohr (@ ralph_ohr on Twitter), wrote a great article “Is Innovation a Matter of Age?” which also gave rise to a great discussion.

The question of differences between generations will not deplete here and I also won’t look to make the defense of any of them.

My opinion is that every generation has a role to play in innovation and that the combination of three or four (include veterans) generations often gives an exceptional result. 

Under the article mentioned by Deb Mills we can read: “older entrepreneurs are creating increasingly new businesses and can overcome younger entrepreneurs within a few years. And that’s not necessarily a bad thing: older entrepreneurs tend to be more successful. ”

The reasons given for the success of older generations as entrepreneurs include the availability of time, a bank account with history of solidity, which includes savings, etc.

It’s easy to see that who is funding, makes it ease to who gives guarantees and if the older generation invests in the creation of an enterprise and that is risking, as in most business.

And it is here, on the notion of risk, that there is a big difference between generations, and where the experience can have a significant weight in the selection of investment.

On the other hand, older generations who got tired of working for others, possible bet more on start-ups where the learned knowledge is crucial to success, situation that hardly happen in younger.

According Wadhwa , “Older entrepreneurs are just able to build companies that are more advanced in their technology and more sophisticated in the way they deal with customers”, when compared with younger entrepreneurs in technology.

Great ideas of older generations are not summarize to the procedures and processes more effective and efficient. The work on innovation by older generations also is more profitable than the younger age groups.

It seems that the exodus occurred in Baby Boomers for innovation and entrepreneurship should not only by tiredness of bosses, but above all because organizations do not leverage its potential.

“Having three generations of workers–Baby Boomers, Generation X and Generation Y–under the same roof could be a recipe for disaster if managed carelessly. But market observers and players say the whole of the strengths, innovation, knowledge and experience gained from having generational diversity at the office is greater than the sum, and well worth the effort.”  – Jamie Yap

Baby boomers in general have an attitude “live to work” and appreciate the employment stability and security, but many of them already felt this stability undermined and decided to undertake other crusades through the creation of enterprises.

Generation X, or the generation of the balance between work and family and social life are usually independent and skilled whilst collaborative.

They are a good example of transition between generations Baby Boomers and generation Y!

The younger generation Y, like to be treated on an equal footing with the other generations, but flexible working and yearns for freedom in their development.

I would argue that there is no age to be creative and to be entrepreneur because in my point of view is the satisfaction of a need that is always underlying and that exist across generations.

–      But what kind of passion?

If it is a dream with little lifetime or a dream of a lifetime, when motivational conditions are combined entrepreneurs emerge and not only in traditional endeavors, but especially in innovation.

For those who risk less and who prefer to work to others it will be useful and healthy if businesses:

For instance, assigning Boomers to be team leaders of a certain project would fulfill their inclination for position and prestige. Gen Xers would appreciate being given autonomy to achieve goals–that were set for them–using their own resourcefulness and creativity. Gen Ys enjoy having opportunities to multitask and be flexible with their working hours, and to work creatively in teams where they are welcome to offer ideas and suggestions.”

Do you want to comment?

Da criatividade ao empreendedorismo – Que tipo de paixão?

Que necessidades?

Quando a inovação é o tema forte, a diversidade é o condimento apetecido!

Na semana passada Deb Mills Scofield (@dscofield no twitter) partilhou “Por que os velhos fazem melhor do que os empresários mais jovens” de Lowrey Annie, eu senti vontade de voltar a este tema, não em termos de potencial criativo mas também de potencial implementador.

Há algum tempo atrás eu tinha escrito neste blogue um artigo “A nossa tendência para reduzir a relevância em criatividade”, onde focava alguns aspectos das diferenças entre gerações.

Mais tarde Ralph-Ohr (@ralph_ohr no twitter), escreveu um óptimo artigo “É a inovação uma questão de idade?” que deu origem a uma também óptima discussão.

A questão das diferenças entre gerações não se vão aqui esgotar e também não vou procurar fazer a defesa de nenhuma delas. A minha opinião é que cada geração tem um papel importante a desempenhar em inovação e que a combinação das três ou quatro (incluir os veteranos) gerações dá, muitas vezes, um resultado excepcional.

No artigo referido por Deb Mills pode ler-se: “os empresários mais antigos estão a criar cada vez mais novas empresas e podem ultrapassar os empresários mais jovens dentro de poucos anos. E isso não é necessariamente uma coisa ruim: os empresários mais velhos tendem a ser mais bem sucedido.”

As razões apontadas para o sucesso das gerações mais velhas como empreendedores incluem a disponibilidade de tempo, uma conta bancária com histórico de solidez, o que inclui poupanças, etc.

È fácil perceber que quem financia o faz com facilidade a quem dá garantias e se a geração mais velha investe na criação de uma empresa, fá-lo arriscando, como na maior parte dos negócios.

E é aqui, na noção de risco, que existe a grande diferença entre gerações e onde a experiência pode ter um peso significativo na selecção de investimento.

Por outro lado, as gerações mais velhas que se cansaram de trabalhar para os outros, possívelmente apostam mais na criação de empresas onde o conhecimento adquirido é crucial para o sucesso, situação que dificilmente se verifica nos mais jovens.

Segundo Wadhwa “Os empresários com mais idade são apenas capazes de construir empresas que estão mais avançados em tecnologia e mais sofisticada na maneira como lidam com os clientes”, quando os comparamos com empresários em tecnologia mais jovens.

As grandes ideias das gerações mais velhas não se resumem a procedimentos e processos mais eficazes e eficientes. O trabalho desenvolvido em inovação pelas gerações mais velhas também é mais rentável que o dos grupos etários mais jovens.

Parece que o êxodo verificado nos Baby Boomers para a inovação e empreendedorismo não se deve só ao cansaço de aturar patrões, mas acima de tudo ao não aproveitamento do seu potencial por parte das organizações.

 “Tendo três gerações de trabalhadores – Baby Boomers, Geração X e Geração Y – sob o mesmo tecto pode ser uma receita para o desastre se gerida sem cuidado. Mas os observadores do mercado e os jogadores dizem que o conjunto das forças, conhecimento, inovação e experiência adquirida com a diversidade de gerações no escritório é maior que a soma, e merece o esforço”

Os Baby Boomers, de uma forma geral, têm uma atitude “viver para trabalhar” e apreciam a estabilidade no emprego e a segurança, mas muitos deles já sentiram essa estabilidade posta em causa e decidiram empreender outras cruzadas atravé da criação de empresas.

A Geração X, ou a geração do equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar e social são geralmente independentes e habilidosos sem deixarem de ser colaborativos.

São um bom exemplo de transição entre as gerações Baby Boomers e geração Y!

Os mais jovens, a geração Y, gostam de ser tratados em igualdade com as outras gerações, mas anseia pelo trabalho flexível e liberdade no seu desenvolvimento.

Eu defendo que não existe idade para se ser criativo nem para se ser empreendedor porque no meu ponto de vista é a satisfação de uma necessidade que está sempre subjacente e elas existem em todas as gerações.

Seja um sonho com pouco tempo de vida ou um sonho de uma vida inteira, quando as condições motivacionais se conjugam os empreendedores emergem e não é só em empreendimentos tradicionais, mas sobretudo em inovação.

Para aqueles que arriscam menos e que preferem o trabalho por conta de outrem, era útil e saudável que as empresas:

“Por exemplo, ao atribuir aos Boomers o serem líderes de equipa de um determinado projecto iria satisfazer a sua inclinação para a posição e prestígio. Geração X gostaria de ser dada autonomia para alcançar metas – que foram definidos para eles – usando seus próprios recursos e criatividade. A geração Y gosta de ter a oportunidade de realizar várias tarefas e ser flexível com as suas horas de trabalho, e para trabalhar criativamente em equipas de onde eles são bem-vindos para oferecer ideias e sugestões.” Jamie Yap

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Art and Humanities promote creative initiatives
Dezembro 14, 2010

(Texto em Português depois deste)

From ideas to challenges

Yesterday during a trip I took to Lisbon I had an interesting conversation with a friend about creativity and about the need to promote the initiative for the proposition of ideas by employees of an organization.

The concern was to make these employees, naturally, more active and engaged in the generation of ideas within the organization.

At some point I asked:

-Why don’t you promote a group of collaborators more enthusiastic about creativity and try that they define and create a climate or environment desirable of creativity?

It was understandable that the answer (objection) was the lack of availability of time on the part of developers for that.

This lack of availability only exists if we don’t have a management attention and if we don’t define priorities and this is achieved with passion for the mission.

This passion comes often by a process of contact and contagion with “stuff”, with the art and the humanities. An organization can provide without major costs that contact and can choose between its elements facilitators of contagion, that is those more enthusiastic and that propagate the passion for creativity and innovation.

 “Imagination, originality, and risk taking should not be byproducts of a university education. They should be its core.” – Jonathan Berger and Wolf Bryan

A few years ago Stanford University issued a challenge that is a good example for any organization, not only because organizations are institutions where you learn but also where they can teach. Let’s see the assumption:

Education in the arts and humanities is the foundation of a liberal arts education and serves three important roles. First, it prepares graduates to deal with the complexity, diversity, and ambiguity of human societies. Second, it draws out and develops personal creativity. Third, the arts bridge all cultures, providing access to the experience of people in other times and places. In the contemporary world in which Stanford graduates will lead and inspire, understanding complexity, finding creative solutions to problems, and navigating the richness of human culture are essential capabilities.”

What organizations need to learn is to live in harmony with the arts and the humanities to be able to embrace complexity, diversity and ambiguity as challenges able to generate emotions and joys.

When living with art is not just a sporadic visit to a Museum and becomes an integral part of the professional development the understanding of different cultural values becomes a reality.

 

An environment of contact with the art promotes creativity staff within an organization and must be well managed by a visionary leader.

A arte e as humanidades promovem iniciativas criativas

 

Das ideias aos desafios

Ontem durante uma viagem que fiz a Lisboa tive uma conversa interessante com um amigo sobre a criatividade e sobre a necessidade de promover a iniciativa para a proposição de ideias por parte dos colaboradores de uma organização.

A preocupação era fazer com que esses colaboradores naturalmente fossem mais activos e empenhados na geração de ideias dentro da organização.

A determinada altura perguntei:

– Porque é que vocês não promovem um grupo de colaboradores mais entusiasmados com criatividade e procuram que eles definam e criam um clima ou ambiente de criatividade desejável?

Era compreensível que a resposta (objecção) fosse a falta de disponibilidade de tempo por parte dos colaboradores para que isso acontecesse.

Essa falta de disponibilidade só existe se não se fizer uma gestão da atenção e se não se definirem prioridades e isto consegue-se com paixão pela missão.

Essa paixão chega muitas vezes por um processo de contacto e contágio com “coisas”, com a arte e com as humanidades. Uma organização pode fornecer sem grandes custos esse contacto e pode escolher entre os seus elementos os facilitadores de contágio, isto é aqueles mais entusiasmados e que propagam a paixão pela criatividade e inovação.

“A imaginação, a originalidade e a assunção de riscos não deve ser derivados de uma educação universitária. Devem ser o seu núcleo.” – Jonathan Berger e Wolf Bryan 

Há poucos anos Stanford University lançou um desafio que é um bom exemplo para qualquer organização, não só porque as organizações são instituições onde se aprende mas também onde se pode ensinar. Vejamos o pressuposto:

A Educação em artes e humanidades é o alicerce de uma educação em artes liberais e tem três papéis importantes. Primeiro, ele prepara os formandos para lidar com a complexidade, diversidade e ambiguidade das sociedades humanas. Em segundo lugar, destaca-se e desenvolve a criatividade pessoal. Em terceiro lugar, as artes ponte todas as culturas, proporcionando o acesso à experiência das pessoas em outros tempos e lugares. No mundo contemporâneo, em que graduados de Stanford vai liderar e inspirar, a compreensão da complexidade, encontrar soluções criativas para os problemas, e navegar a riqueza da cultura humana são capacidades essenciais.

O que as organizações devem aprender é a viver em harmonia com as artes e com as humanidades para serem capazes de abraçar a complexidade, diversidade e ambiguidade como desafios capazes de gerar emoções e alegrias.

Quando a convivência com a arte não se resume a uma visita esporádica a um museu e passa a ser parte integrante do desenvolvimento profissional a compreensão dos diferentes valores culturais passa a ser uma realidade.

Um ambiente de contacto com a arte promove a criatividade pessoal dentro de uma organização e deve ser bem gerido por um líder visionário.

Idea’s Flow– a challenge for each one of us
Dezembro 12, 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Dreamers, performers and others

There are stories with two centuries that lead us to the future.

Between 1815 and 1818 the hearing of Beethoven deteriorated to such an extent that he was considered clinically deaf and hit the bottom.

At that time an economic crisis precipitated the decline (as has happened from time to time) and, once again, Beethoven had to reinvent itself, using innovation as an instrument to exit the abyss (bottom).

During six years 1820 the 1826, Beethoven sick and constantly annoyed, but I suppose always passionate about their music, composed some masterpieces as the “Mass in C major”, “Mass in C minor” and the “Ninth Symphony” among other pieces.

Instead of doing like most people with social isolation (attitudes of unloading by contempt suffered), Beethoven turned his experience into music that have become universal on account of their problems and solutions.

Those solutions borne always, from his intuition and his ability to rewrite rules when, environmental and personal issues, threatened him with defeat.

Who reported these steps of Beethoven’s life could have written the story and temperate it with his own emotions, but it is a beautiful story.

When people think of creativity, they generally associate to artwork resulting from an enormous effort that leads to a beautiful result and worthy of admiration.

But if we look and we see how Da Vinci did, do not go to the next without first observe well that before us, we found that some of these achievements are impregnated with restrictions or constraints.

They are beautiful because creativity triumphed over the “rules”.

Restrictions of shape provide clear challenges to overcome.

The works of Johan Sebastian Bach (1685 the 1750) are considered a source of inspiration for creativity and help us to exercise our brain.

I personally feel the float when I hear Bach even touched on electronic devices.

Our brain is an organ that allows us to think and that learns and grows through interacting with the world of perception and action.

Mental stimulation improves brain function and protects really of cognitive decline, as it happens when we exercise. The human brain is able to adapt and reprogram. Even in advanced age, new neurons can develop.

The severe mental decline is usually caused by the disease, while most age-related losses, memory or simply motor skills are the result of inaction and lack of exercise and mental stimulation.

A stream of ideas is music and smooth movement that slides now fast now as turbulence and must account for each one of us a special challenge.

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Fluxos de ideias – Um desafio para cada um de nós

Sonhadores, executores e os outros

Há histórias com dois séculos que nos levam até ao futuro.

Entre 1815 e 1818 a audição de Beethoven deteriorou-se a tal ponto que ele foi considerado clinicamente surdo e bateu no fundo do poço.

Nessa altura uma crise económica precipitou o seu declínio (como tem acontecido de tempos em tempos) e, mais uma vez, Beethoven teve de se reinventar a si mesmo, usando a inovação como um instrumento para sair do abismo (fundo do poço).

Durante seis anos, 1820 a 1826, Beethoven  doente e constantemente irritado, mas suponho sempre apaixonado pela sua música, compôs algumas obras-primas como a Missa em Dó Maior, a Missa em Dó Menor e a Nona Sinfonia entre outras peças.

Em vez de fazer como a maioria das pessoas com isolamento social, atitudes de descarga pelo desprezo sofrido, Beethoven converteu a sua experiência em músicas que tornaram universais quer os seus problemas quer as soluções.

As suas soluções, nasceram sempre da sua intuição e capacidade de reescrever as regras, quando as questões ambientais e pessoais o ameaçavam com a derrota.

Quem relatou estes passos da vida de Beethoven poderá ter escrito a história temperando-a com as suas próprias emoções, mas não deixa de ser uma linda história.

Quando as pessoas pensam em criatividade, associam de uma forma geral ao trabalho artístico resultante de um esforço enorme que leva a um resultado belo e digno de admiração.

Mas se olharmos e virmos  como fazia Da Vinci, não avançar para um pormenor sem primeiro observar bem aquele que temos em mãos, descobrimos que algumas dessas realizações estão impregnadas de restrições ou constrangimentos.

Elas são bonitas porque a criatividade triunfou sobre as “regras”.

Restrições de forma proporcionam desafios claros a superar.

As obras de Johan Sebastian Bach (1685 a 1750) são consideradas uma fonte de inspiração para a criatividade e ajudam-nos a exercitar o nosso cérebro.

Eu pessoalmente sinto-me a flutuar quando ouço Bach mesmo tocado em aparelhos electrónicos.

O nosso cérebro é um órgão que nos permite pensar e que aprende e cresce interagindo com o mundo através da percepção e da acção.

A estimulação mental melhora a função cerebral e protege realmente do declínio cognitivo, como aliás acontece ao fazermos exercício físico.

O cérebro humano é capaz de se adaptar e se reprogramar. Mesmo em idade avançada, novos neurónios podem desenvolver-se.

O declínio mental severo é geralmente causado pela doença, enquanto a maioria das perdas relacionadas com a idade, memória ou simplesmente habilidades motoras são o resultado da inactividade e falta de exercício e estimulação mental.

Um fluxo de ideias é música e movimento que desliza ora suave ora rápido como turbulência e deve representar para cada um de nós um desafio especial.

Dreaming is trying to understand our ideas
Dezembro 9, 2010

(Texto em Português depois deste)

On the route of desires

Sometimes we feel discomfort and even an internal conflict when we can’t print action on our ideas or dreams.

Our dreams, those we desire, not nightmares, are related to our desires and attempt to reconcile or resolve conflicts.

Dreams let each of us put together a few pieces of life, to give meant a whole. They are a roadmap for the “travel” we conceived and so are leveraged masterly by who wants to “sell” an idea.

An idea that combines an emotional appeal with our characteristics has within us a promoter, consumer or user subconscious in power.

But to be promoter or consumer of a new idea or its materialization implies a process of change which contains in itself three things related to each other:

–      Sensation, perception and the environment or community where this change will take place.

The sensation refers to the process of feeling our environment. Perception is the way we interpret these sensations and therefore make sense all around us.

The environment or community is filled with diverse emotions and sources of information that can create in us any insecurity in defining the path to our ideas or dreams. We need to find the relevant information.

Both in organizations (environment) and at the individual level the large and important disability which involves our action is the lack of relevant information. The role of all those who surround us are trying to illuminate the data spread and transform them into something relevant, such as information, knowledge and understanding.

We only be wise if we understand. We will only have, or accept, brilliant ideas, to illuminate our path if they meet our needs. 

We also know that any one of us only need the information we want.

What we seek is that all who interact with us maximize the vision about the data and about our needs.

If we don’t see we don’t understand. When we have the information we want, we take better decisions.

Share a dream, means to reconcile the points of view.

Almost always, perhaps the exception is curiosity; we don’t need to understand how an information system works, but just how to use it.

We already know what, where, when and why browse. The role of others in organizations is the “how”.

Vision without action is a dream! Action without vision is a disaster!

 

Sonhar é tentar compreender as nossas ideias

Na rota dos desejos

Por vezes sentimos desconforto e até um conflito interno quando não conseguimos imprimir acção às nossas ideias ou sonhos.

Os nossos sonhos, os desejados, não os pesadelos, estão relacionados com os nossos desejos e tentam conciliar ou resolver conflitos.

Os sonhos permitem que cada um de nós coloque juntos, alguns pedaços da vida, para dar significada a um todo. São um roteiro para as “viagens” que concebemos e por isso são aproveitadas de forma magistral por quem quer “vender” uma ideia.

Uma ideia que combina um apelo emocional com as nossas características próprias tem em nós um promotor, consumidor ou utilizador subconsciente em potência.

Mas ser-se promotor ou consumidor de uma nova ideia ou da sua materialização implica um processo de mudança que contem em si três coisas relacionadas entre si:

Sensação, percepção e o ambiente ou comunidade onde essa mudança, se vai realizar.

A sensação refere-se ao processo de sentir o nosso meio ambiente. Percepção é a nossa forma de interpretar essas sensações e, portanto, dar sentido a tudo que nos cerca.

O meio ambiente ou comunidade está repleto de fontes de emoções diversificadas e de fontes de informação que podem criar em nós alguma insegurança na definição do caminho para as nossas ideias ou sonhos. É preciso descobrir a informação relevante.

Tanto nas organizações ( meio ambiente) como a nível individual a grande e importante deficiência que envolve a nossa acção é a falta de informações relevantes. O papel de todos os que nos rodeiam é tentar iluminar os dados espalhados e transforma-los em algo relevante, como informação, conhecimento e compreensão.

Só ficaremos sábios se houver compreensão. Só teremos, ou aceitaremos, ideias brilhantes, para iluminar o nosso caminho se elas satisfizerem as nossas necessidades.

Também sabemos, que qualquer um de nós, só necessita da informação que quer.

O que procuramos é que, todos os que interagem connosco nos maximizem a visão sobre os dados e sobre as nossas necessidades.  

Se não vemos não compreendemos. Quando temos a informação que queremos, tomamos melhores decisões.

Partilhar um sonho, significa conciliar os pontos de vista.

Quase sempre, talvez a excepção seja a curiosidade, não precisamos entender como funciona um sistema de informação, mas tão só como o usar. Nós já sabemos o que, onde, quando e porquê procurar. O papel dos outros, nas organizações é o “como”.

Visão sem acção é um sonho! Acção sem sonho é um desastre!

Social cognition in creative teams
Dezembro 4, 2010

(Texto em Português depois deste)

Behind the creative teams

Many people talk of the benefits of intellectual work individually and in groups, advantages and disadvantages, but few people has to think about what kind of environments and what kind of groups.

Without wishing to contest the rights of way to the convenience of thought seems to me an interesting focus on creativity and decision making in a single discipline teams and teams from various disciplines within it, that is multidisciplinary and interdisciplinary teams.

What I find interesting and important to address is the complex psychological issues that arise when we face teams composed of members with similar knowledge or experience and diverse. Among them are the multidisciplinary teams and interdisciplinary teams.

Over the years there has been a breakthrough in the understanding of social cognition and group processes, and although the change and the characteristics of the groups suffer a constant evolution in its composition can see advantages and disadvantages in their constitution.

In some cases, this understanding has led some psychologists to emerge prepared to lead interdisciplinary teams of scientific research as well as other areas in which the diversity of knowledge is a salient reality.

The confirmation bias and the integration of new information on pre-established mental schemes are among the factors that alter the functioning of multidisciplinary teams.

But here are a few differences:

In a multidisciplinary team the work is characterized by the aggregation of the work of different experts, i.e., members who are in the team with their expertise to solve problems and then return to their own desktops, virtually unchanged for the collaboration.

This type of work is much like the work performed by a group of consultants from an organization that faced with a legislative amendment, is presenting his “creative card” to solve a problem. The frequent result is to have to find a specialist in translation and integration of various disciplines.

The interdisciplinary team, by contrast, is characterized by synergies among experts of a particular topic.

In trying to address the creativity in these groups compared to the overall work finds that, while innovation is one of the potential benefits of interdisciplinary teams, the groups appear to be less creative than individuals.  

If a group is to hear a suggestion of a creative person, the other group members begin to channel their cognitive efforts to listen, instead of spending that energy on their own efforts (e.g. in brainstorming).

They may even forget the ways in which thought, dramatically reducing the benefits of the number of responses generated independent creative thinking.

The fear and apprehension of possible ratings may cause embarrassment in some of the team and ensure that they have options, even though they may be the best, and that is actually the group that most needs to hear.

One role of a facilitator or leader of an interdisciplinary team is taking the initiative to enter the information shared to encourage others to do the same, and to broaden the debate on an issue to allow discussion of all relevant information.

This creativity (the group) can also be enhanced if the generation of ideas is made individually and then shared with the entire group.

“Meeting only after the homework done”

This creates a favorable environment for what might seem to departure strange ideas, and gives due importance to the knowledge expressed by several members of the interdisciplinary team.

Today it still seems a less acceptable investment in interdisciplinary teams, especially when it comes to innovation, because often witnessed the meeting of a group of experts from the same area, forgetting that all these areas have connections with other areas of the organization.

However, such initiatives with interdisciplinary teams, the attitude seems to applaud, to ensure rapid and significant results in innovation.

 

Cognição social em equipas criativas

Por detrás das equipas criativas

Muita gente fala das vantagens do trabalho intelectual individual e em grupo, vantagens e desvantagens, mas pouca gente se detém a pensar em que tipo de ambientes e em que tipo de grupos.

Sem querer contestar os direitos à comodidade de forma de pensamento parece-me interessante focar a criatividade e a tomada de decisão em equipas de uma só disciplina e equipas com várias disciplinas no seu seio, isto é equipas multidisciplinares e interdisciplinares.

O que eu acho importante e curioso de abordar são as complexas questões psicológicas que surgem quando nos deparamos com equipas constituídas por membros com experiências e conhecimentos semelhantes ou diversificados. Entre elas contam-se as equipas multidisciplinares e as equipas interdisciplinares.

Ao longo dos anos tem-se verificado um avanço na compreensão da cognição social e dos processos de grupo e embora a mudança e as características dos grupos sofram uma evolução constante na sua composição é possível verificar vantagens e desvantagens na sua constituição.

Nalguns casos, essa compreensão fez com que alguns psicólogos emergissem preparados para liderar equipas interdisciplinares de investigação científica bem como noutras áreas em que a diversidade de conhecimento é uma realidade saliente.

A predisposição para a confirmação e a integração de informação nova em esquemas mentais pré-estabelecidos são alguns dos factores que alteram o funcionamento de equipas pluridisciplinares.

Mas vejamos algumas diferenças:

Numa equipa multidisciplinar o trabalho é caracterizado pela agregação do trabalho de diferentes especialistas, isto é, pelos membros que se apresentam na equipa com os seus conhecimentos específicos, para resolver problemas e depois voltam para suas próprias áreas de trabalho, praticamente inalterados pela colaboração.

Este tipo de trabalho assemelha-se muito ao trabalho executado por um conjunto de consultores de uma organização que face a uma alteração legislativa, vem apresentar o seu “cartão criativo” para resolver um problema. O resultado frequente é ter que encontrar um especialista em tradução e integração das várias disciplinas.

A pesquisa interdisciplinar, pelo contrário, é caracterizada por sinergias entre especialistas de um determinado tópico.

Ao tentarmos abordar a criatividade nestes grupos face ao trabalho global verifica-se que, embora a inovação seja um dos benefícios potenciais das equipas interdisciplinares,  os grupos parecem ser menos criativos que os indivíduos.  

Se um grupo está a ouvir uma sugestão criativa de uma pessoa, os outros membros do grupo passam a canalizar os seus esforços cognitivos para ouvir, em vez de gastar essa energia nos seus próprios esforços (por ex: em brainstorming).

Podem até esquecer os aspectos em que pensaram, diminuindo dramaticamente os benefícios do número de respostas independentes de pensamento criativo gerado.

O medo ou apreensão por possíveis avaliações podem provocar constrangimentos em alguns dos elementos da equipa e evitar que estes apresentem opções, mesmo que estas possam ser as melhores e, que são afinal as que o grupo mais precisa ouvir.

Um dos papéis de um líder ou facilitador de uma equipa interdisciplinar é, tomar a iniciativa de introduzir a informação compartilhada, para encorajar outros a fazer o mesmo, e para alargar o debate sobre um tema para permita a discussão de todas as informações pertinentes.

Essa criatividade (do grupo) também pode ser melhorada, se a geração de ideias for feita individualmente e partilhada posteriormente com todo o grupo.

“Reunir só depois de feito o trabalho de casa.”

Cria-se assim um ambiente favorável para o que poderiam parecer à partida  ideias estranhas, e dá-se a devida importância aos diversos saberes manifestados pelos membros da equipa interdisciplinar.

Hoje ainda parece pouco aceitável o investimento em equipas interdisciplinares, principalmente quando falamos de Inovação, porque assistimos com frequência à reunião de um conjunto de peritos da mesma área, esquecendo todas as ligações que essas áreas têm com outras áreas da organização.

Contudo, este tipo de iniciativas com equipas interdisciplinares, parece ser a atitude a aplaudir, para garantir resultados significativos e rápidos em Inovação.

Creativity – Anchoring and the adjustment of ideas
Dezembro 2, 2010

(Texto em Português depois deste)

The fear of not sharing

 

In a recent article in this blog Creative profile embedded in a context!, I have listed some of the fears that the collaborators of a company can have and which prevent their participation in the generation and development of ideas. 

In later articles I wrote my perspective to two of the reasons why we fear talk of our ideas and this one here is the third of these five.

The fear that my purpose is not shared by others or not meeting their needs. Often our purpose, or meaning to the idea we have, does not meet the expectations of third parties or partners. But just the fact that you have found a meaning makes me and the idea a value-added and that’s why I should tell my story so it can be integrated by others.”

 

When we participate in a discussion in a group there is an innate desire of social approval that fuels our hope to present a wise idea to a problem, but this can block our creative flow.

This could happen in brainstorming group, where, often clouds and storms do not happen in our brain.

It can however be enough to say that there are no bad ideas and create a comfort zone for creativity or have someone take the kick-off that infuses the remaining members of the group.

Human thought naturally focuses around existing knowledge and the best way to generate new ideas is to add something new. This can happen through analogies, short phrases, images, or combinations of a cultural nature.

So that my ideas are shared by other elements of the group or organization I have to find the points of common interest to the group and myself.

Often when we add anyway a significant stimulus it provokes a process of generating ideas and offer the opportunity to look at the problems differently and our idea is shared, discussed and eventually considered valid and relevant. This stimulus can be a meaning that was masked in our idea or a purpose that others would like to have and serves as anchor.

The problem, which is not the fear that the idea will not be shared, is that often we help ourselves with heuristics (mental shortcuts to simplify problems) to give us a quick help in solving problems.

When we use these shortcuts on the basis of an anchor and we want to expose our idea adjusting it successively this starting point, we run the risk of being unable to exhibit in its entirety and with what we wanted.

So that our idea is shared we have to realize that we tend to make judgments and make decisions based on what is known and what are our anchors.

However, with our ideas is not the same. We can’t easily create something new and stuck to the old knowledge.

To finish with our fear that the idea is not shared by others, we need  not only to create the environment of “understanding” and verification of possibility, but it also to find a source of energy that would allow me to develop this idea.

 

Have an idea shared means often have acceptance in a group and be recognized as a value, which entails motivation.

Have a purpose with our idea means having power to overcome any obstacle.

 

 

Criatividade – Ancoragem e ajustamento de ideias.

O receio da não partilha

Num artigo recente artigo deste blog Perfil criativo integrado num contexto! , eu enumerei alguns dos receios que os colaboradores de uma empresa podem ter e que impedem a sua participação na geração e desenvolvimento de ideias.

Em artigos posteriores alarguei a minha perspectiva a duas das razões porque tememos falar das nossas ideias e esta é a terceira dessas cinco.

“O receio de que o meu propósito não seja partilhado por outros ou que não satisfaça as suas necessidades. Muitas vezes o nosso propósito, ou o significado que para nós a ideia tem, não corresponde às expectativas de terceiros ou parceiros. Mas, só o facto de ter encontrado um propósito faz da ideia e de mim um valor acrescentado e por isso devo contar bem a minha história para que seja integrada pelos outros.”

Quando participamos numa discussão num grupo, existe um desejo inato de aprovação social que alimenta a nossa esperança de apresentar uma ideia acertada para um problema, mas isto pode bloquear o nosso fluxo criativo.

Isto pode acontecer com frequência em grupos de brainstorming onde muitas vezes nem nuvens nem tempestades acontecem no nosso cérebro.

Pode no entanto ser suficiente afirmar que não há más ideias e criar uma zona de conforto criativo ou fazer com que alguém dê o pontapé de saída que contagie os restantes membros do grupo.

O pensamento humano centra-se naturalmente à volta de conhecimentos existentes e a melhor maneira de gerar novas ideias é adicionar algo de novo. Isto pode acontecer por meio de analogias, pequenas frases, imagens ou combinações de cariz cultural.

Para que as minhas ideias sejam partilhadas pelos outros elementos do grupo ou organização eu tenho de encontrar os pontos de interesse comuns ao grupo e a mim próprio.

Muitas vezes ao adicionar uma qualquer forma de estímulo significativo provocamos um processo de geração de ideias e oferecemos a oportunidade de olhar para os problemas de forma diferente, fazendo com que a nossa ideia seja partilhada, discutida e eventualmente considerada válida e pertinente. Esse estímulo pode ser um significado que estava mascarado na nossa ideia ou um propósito que outros gostariam de possuir e que serve de âncora.

O problema, que não é o receio de que a ideia não seja partilhada, é que muitas vezes nós socorremo-nos das heurísticas (atalhos mentais para simplificar problemas) para nos darem uma ajuda rápida na resolução de problemas.

Quando nós utilizamos esses atalhos com base numa âncora e pretendemos expor a nossa ideia ajustando-a sucessivamente a esse ponto de partida, corremos o risco de sermos incapazes de a expor na totalidade e com o significado que pretendíamos.

Para que a nossa ideia seja partilhada nós temos que ter consciência de que tendemos a fazer acórdãos e a tomar decisões com base no que é conhecido ou aquilo que são as nossas âncoras.

No entanto, com as nossas ideias não se passa o mesmo. Nós não podemos facilmente criar algo de novo estando presos ao velho conhecimento.

Acabar com o nosso receio de que a ideia não seja partilhada pelos outros, não passa só por criar o ambiente de “compreensão” e da verificação da possibilidade,  também passa por encontrar uma fonte de energia que me permita desenvolver essa ideia.

Ter uma ideia partilhada, significa muitas vezes ter aceitação num grupo e ser reconhecido como um valor, o que acarreta motivação.

Ter um propósito com a nossa ideia significa ter energia para vencer qualquer obstáculo.

Create new things and learn to use new things!
Novembro 29, 2010

(Texto em Português depois deste)

Creativity and intuition

From some years ago till now I noted that many groups of people devoted all their energy to how they could maximize the profitability of their work.

The answer they found was learning to play with a minimum error possible and for as long as possible.

They were and are what I call the high competition of good copy!

On nothing that they do they add texture, richness and complexity to understand everyday life and meaning to his efforts.

If they eventually found some meaning it was or it is outside their working environment where any financial reward for their effort was translated into purchase of things that are “desirable” by others of their social sphere.

This was and is true today and yesterday, at any age and any social group.

Closed in obedience to the norms people forget their potential for creativity and intuition, as a result of forgetfulness ignores emotions and sustainable allocation of meaning to their acts.

We cover the daytime hours without finding a balance between work effort and the joy of accomplishment. When we put creativity at the service along with our intuition, we create an environment of simplicity and movement around us able to solve most of what we call problems every day.

Together, creativity and intuition, they form an inseparable duo, able to stimulate our curiosity and lead us to new discoveries and ask more questions, no matter what discipline is: art, music, literature, science or everyday life.

If you spend a little of our time to dig deep into the place of intuition and creativity in our work we can create an extremely interesting story of ourselves.

Telling our own story in the work environment is a reflection that takes us to the world of solutions.

First, because this story will enable us to identify “our tragedy”, i.e., the set of problems we face in work and family and social life as well as the implications between them.

Second, because easily find links that allow us to create shortcuts, simplifying the way for the creation of solutions.

Third, because the details fit in whole, giving a different meaning and broader problems that we detected and face.

Fourth, it frees our creative and intuitive capacity, leaving room for fun and for satisfaction with what we do, saying goodbye to most conflicts.

Being able to think about what is possible, without having to prove that truth before experiment is a capability within our reach.

Create can and should be an option to decide whether without having to justify why my way, and if I paint my story by the taste of my desire, then I get a happy ending.

Criar coisas novas e saber utilizar coisas novas!

Criatividade e intuição

Há uns anos atrás observei que muitos grupos de pessoas dedicavam toda a sua energia à forma como poderiam maximizar a rentabilidade do seu trabalho.

A resposta que encontravam, era reproduzir aprendizagens com um mínimo de erro possível e durante o máximo de tempo possível.

Eram e são aquilo que eu chamo a alta competição do bem copiar!

Em nada do que fazem adicionam textura, complexidade e riqueza para compreender a vida quotidiana e atribuir significado ao seu esforço.

Se eventualmente encontravam algum significado era fora do seu ambiente de trabalho onde, qualquer recompensa financeira pelo seu esforço era traduzida em aquisição de bens “cobiçados” por terceiros da sua esfera social.

Isto era e é verdade ontem e hoje, em qualquer idade e para qualquer grupo social.

Fechadas na obediência às normas as pessoas esquecem o seu potencial de criatividade e intuição e como resultado desse esquecimento ignoram emoções e atribuição de significado sustentável aos seus actos.

Nós percorremos as horas do dia sem encontrar um equilíbrio entre o esforço do trabalho e a alegria da realização. Quando pomos a criatividade ao nosso serviço conjuntamente com a intuição, nós criamos um ambiente de simplicidade e de movimento à nossa volta capaz de resolver a maior parte daquilo a que chamamos problemas de todos os dias.

Juntas, criatividade e intuição, formam uma dupla inseparável, capaz de incentivar a nossa curiosidade e levam-nos a novas descobertas e a fazer mais perguntas, seja em que disciplina for, arte, música, literatura, ciências, ou vida quotidiana.

Se gastarmos um pouco do nosso tempo a escalpelizar o lugar da intuição e criatividade no nosso trabalho nós conseguimos criar uma história extremamente interessante de nós próprios.

Contar a nossa própria história no ambiente de trabalho é um exercício de reflexão que nos transporta ao mundo das soluções.

Primeiro, porque essa história nos vai possibilitar identificar “o nosso drama”, isto é, o conjunto de problemas com que nos debatemos no trabalho e na vida familiar e social, bem como as implicações entre elas.

Segundo, porque com facilidade encontramos ligações que nos permitem criar atalhos, simplificando o caminho para a criação de soluções.

Terceiro, porque encaixamos os pormenores, no todo, dando um significado diferente e mais abrangente aos problemas que detectamos e enfrentamos.

Quarto, porque liberta a nossa capacidade criativa e intuitiva, deixando espaço para o divertimento e para a satisfação com o que fazemos, dizendo adeus à maior parte dos conflitos.

Ser capaz de pensar naquilo que é possível, sem ter que provar que é verdade antes de experimentar é uma capacidade ao nosso alcance.

Criar pode e deve ser uma opção para decidir e se, sem ter que justificar o porquê do meu caminho, eu pinto a minha história ao sabor do meu desejo, então eu consigo um final feliz.